INFORME FOLHA
PUBLICAÇÃO
segunda-feira, 22 de fevereiro de 2016
Equipe da Folha com agências <br>[email protected] 
Especulações 'animadíssimas'
As especulações em torno do troca-troca partidário em Brasília estão, segundo o deputado federal Ricardo Barros (PP-PR), "animadíssimas". Em visita ontem à Assembleia Legislativa (AL) do Paraná, ele estimou que em torno de 10% dos parlamentares mudem de legenda durante a janela aberta em 18 de fevereiro e que se estende até 17 de março. Entre os paranaenses, o político citou Assis do Couto, que deixou o PT e deve ir para o PDT; Alfredo Kaefer, que trocará o PSDB pelo PSL; e Toninho Wandscheer, que primeiro trocou o PT pelo Partido da Mulher Brasileira (PMB), mas que pode acabar no Pros. "Muita gente se acomodará por questões locais, de comando político regional ou facilidade de eleições futuras", comentou. Já Valdir Rossoni, cuja saída do PSDB chegou a ser ventilada, caminha para permanecer em ninho tucano. "Ele noivou, mas desistiu", brincou.
Cida no governo
Ainda de acordo com Barros, a conta não engloba sua esposa, a vice-governadora Cida Borghetti, de saída do Pros, nem seu irmão, o secretário de Estado do Planejamento, Silvio Barros, que está deixando o PHS. Isso porque ambos não possuem cargos eletivos, podendo mudar de sigla depois da janela. O caminho natural, hoje, é que eles migrem para o PP. Com isso, a família deixaria de controlar três legendas no Estado; em contrapartida, porém, evitaria eventuais disputas internas. "Aqui na Assembleia fizemos vários convites e temos a perspectiva de ampliar a nossa bancada, até porque a Cida assumirá o governo (especula-se que Beto Richa tentará uma vaga no Senado em 2018), concorrerá à reeleição e o PP estará com ela".
Convites
O deputado não quis, contudo, adiantar nomes. "Não se coloca a luz sobre a caça", despistou. O que se sabe é que o partido disputa com o PTB e o PSB a chance de abrigar os quatro peemedebistas pertencentes à base aliada a Beto na AL: Artagão Jr.; Luiz Cláudio Romanelli, Jonas Guimarães e Alexandre Curi. Apesar de já ter admitido estar mais próximo do PSB, Romanelli contou que o quarteto busca, a princípio, condições de permanecer no PMDB ou, em último caso, mudar para a mesma sigla junto.
Janelas
Em tempos de janelas abertas, convites não faltam para políticos no exercício do mandato trocarem de partido. Conforme a FOLHA mostrou ontem, deve ocorrer uma revoada na Câmara de Vereadores de Londrina, onde vários parlamentares já admitem mudar de legenda para tentar a reeleição. O deputado federal Marcelo Belinati (PP), virtual candidato a prefeito, segue analisando convite do PMDB, feito há algum tempo pelo deputado e líder da bancada do Paraná na Câmara Federal, João Arruda. "Lisonjeado pelo convite", definiu-se o pepista, mantendo o olhar na janela.
Entrosamento
Não é demais lembrar que em Londrina a principal expoente do PMDB é a vereadora Elza Correia, que já ocupou a liderança do prefeito Alexandre Kireeff (PSD), possível candidato em outubro. Ele próprio já pertenceu aos quadros peemedebistas.
Gastos com revista
A Assembleia Legislativa (AL) rejeitou ontem, por 26 votos a 15, um pedido de informações da oposição em relação ao gasto do governo Beto Richa (PSDB) com a produção da revista "Paraná trabalho, respeito e cidadania", que começou a circular na semana passada. Com 134 páginas, todas coloridas, a publicação faz uma espécie de prestação de contas da administração tucana. Ela foi distribuída a todos os 54 parlamentares da Casa. "O líder do governo (Luiz Cláudio Romanelli, do PMDB) deve estar até cansado de andar com uma lona preta para esconder as besteiras do governo. Se o Estado está tão quebrado, que precisou tirar dinheiro do FIA (Fundo para a Infância e Adolescência), por que gastar tanto com propaganda?", questionou o líder da oposição, Requião Filho (PMDB).
Pedofilia
Os deputados estaduais aprovaram ontem, em primeiro turno, o projeto de lei 166/2015, determinando que as salas de cinema exibam, anualmente, durante o mês de maio, um informe publicitário de advertência contra a pedofilia. Segundo o autor da proposta, Missionário Ricardo Arruda (PSC), a veiculação desses vídeos vai contribuir com as campanhas que alertam sobre a prática de abusos e exploração sexual de meninos e meninas, ajudando a informar a sociedade e incentivando a denúncia destes crimes.
Só na promessa
A presidente Dilma Rousseff aproveitou a reforma ministerial, em outubro, para anunciar que reduziria o seu próprio salário e o de todos os ministros em 10%. Passados quatro meses, no entanto, a promessa ainda não foi cumprida e a presidente, o vice Michel Temer e os 31 ministros continuam recebendo um salário de R$ 30.934,70. Os motivos para o atraso vão desde a falta de empenho do governo em aprovar a medida até os longos trâmites que as propostas precisam atravessar no Legislativo.


