Acil esclarece
Em relação ao questionamento que consta da reportagem "Cadê a sociedade?", na edição de ontem da FOLHA, o presidente da Associação Comercial e Industrial de Londrina (Acil), Valter Luiz Orsi, esclarece, em nota: "A Associação Comercial e Industrial de Londrina atua desde 1937 atenta às atividades do poder público, uma vigilância que preza pela transparência, pelo senso de justiça e pelo zelo com os recursos dos contribuintes. É notório e incontestável o compromisso da associação com estes valores, comprovado em episódios decisivos da história do município, quando a instituição exerceu um papel transformador por considerá-lo necessário".

Momento diverso
A nota continua: "A Acil avalia que o momento é outro: a sociedade civil está mobilizada em relação à Operação Publicano e os mecanismos institucionais funcionam a contento, com perspectivas claras de que não haverá morosidade e impunidade. A impressão é fundamentada na participação da Acil em reuniões anteriores que trataram do referido caso".

'Cala-bocas diversos'
Integrantes do movimento Vai Gaeco, do Facebook, também comentaram o questionamento do advogado Eduardo Duarte Ferreira ontem. A página compartilhou a reportagem da FOLHA e em um dos comentários, a integrante do grupo Neli Beloti rebateu o advogado: "A sociedade trabalha, meus senhores! Pra nós não tem propina, só processos, tentativas de desqualificação e cala-bocas diversos! Editando pra acrescentar que isso não quer dizer que não estamos atentos!".

Bilhete comprometedor
O advogado Walter Bittar, que defende diversos réus da Operação Publicano, juntou no processo e aguarda despacho judicial acerca do bilhete que o ex-assessor do governado Beto Richa (PSDB), Marcelo Caramori, teria escrito para o auditor José Luiz Favoreto como seu número de conta bancária. Bittar sustenta que o fotógrafo teria exigido dinheiro do auditor para não fazer delação premiada. Como Favoreto não teria pago, Caramori, também réu em casos de exploração sexual, teria acusado falsamente seu cliente.

Pedido indeferido
O bilhete teria sido entregue no começo do ano passado quando os dois dividiam cela na Penitenciária Estadual de Londrina. O pedido de juntada do bilhete – apresentando na última quarta-feira, enquanto Caramori era ouvido – foi indeferido pelo juiz Juliano Nanuncio, que registrou na ata da audiência que o documento "não foi juntado com antecedência, de modo que foi devolvido para que não houvesse infringência ao disposto na legislação". Mesmo com o indeferimento, Bittar fez o depósito do documento em juízo, ainda na quarta-feira, para ser posteriormente periciado.

Ninho movimentado
O PSDB de Londrina reúne filiados hoje. Embora estejam afinados com a administração do prefeito Alexandre Kireeff (PSD), os tucanos não descartam lançar candidato próprio na chapa majoritária. Entre os pré-candidatos a vereador, tem gente que não esconde a insatisfação com os pitacos do comando estadual no ninho local.

Marina
A idealizadora da Rede, ex-senadora Marina Silva, visita Curitiba hoje e concede entrevista coletiva às 10 horas no Caravelle Palace Hotel, Rua Cruz Machado 282. Segundo a assessoria, na pauta estão as eleições municipais e a construção da Rede Sustentabilidade no Estado. Em Curitiba a Rede afirma que terá candidatura própria.

Trama
O ministro Teori Zavascki, do Supremo Tribunal Federal (STF), soltou o senador Delcídio Amaral (PT/MS), mas impôs a ele restrições. O ex-líder do governo Dilma no Senado terá de ficar em casa "no período noturno e nos dias de folga". Delcídio não poderá deixar o País e terá de comparecer quinzenalmente à Justiça. A decisão do ministro do STF foi tomada ontem na ação cautelar 4039 proposta pelo advogado Maurício Silva Leite, que defende o senador. O ex-líder do Governo no Senado foi preso no dia 25 de novembro por decisão da Corte máxima, sob suspeita de tramar contra a Operação Lava Jato. Com medo da delação premiada de Nestor Cerveró, que o envolve no esquema de propinas na estatal petrolífera, o senador teria oferecido apoio financeiro e fuga para o ex-diretor de Internacional da Petrobras.

Caso FHC
O ex-presidente Fernando Henrique Cardoso disse ontem lamentar o "uso político de uma questão pessoal". A declaração de FHC, por meio de nota, é uma resposta à afirmação do ministro da Justiça, José Eduardo Cardozo, de que a área técnica da pasta está "fazendo um estudo preliminar" sobre a denúncia de que o ex-presidente teria enviado dinheiro ao exterior por meio da Brasif S.A. Exportação e Importação. Na nota, FHC reafirma que "nunca utilizou qualquer empresa, exceto bancos, para a remessa de recursos a pessoas no exterior". Caso haja indícios de crime, disse Cardozo, a Polícia Federal vai investigar. Segundo ele, a prática é padrão no ministério.

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