INFORME FOLHA
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quinta-feira, 18 de fevereiro de 2016
Equipe da Folha com agências<br>[email protected] 
PSD tem novo líder
O deputado Luiz Carlos Martins assumiu a liderança do PSD na Assembleia Legislativa (AL) do Paraná ontem. Ele foi escolhido para o cargo em substituição a Chico Brasileiro. "É um rodízio entres os três parlamentares do PSD na Assembleia. Temos muito claro o caminho do partido e nos revezamos na tarefa de liderar o PSD na Casa", explicou Martins. O terceiro nome da bancada é Ney Leprevost.
'Propaganda enganosa'
O líder do PMDB na Assembleia Legislativa (AL), Nereu Moura, subiu à tribuna ontem para criticar a publicação de um livro, por parte do governo do Estado, que seria uma prestação de contas. Segundo ele, o documento traz números fantasiosos. "O conteúdo é todo propaganda do governo e muita propaganda mentirosa, sem nenhum fundamento", afirmou. Conforme o peemedebista, cada gabinete da AL recebeu mais de 20 exemplares, com 134 páginas coloridas impressas em papel coche. "O governo Beto Richa (PSDB) afirma que, em cinco anos, investiu mais de R$ 43,4 bilhões, ou seja, aproximadamente R$ 8,5 bilhões por ano, quando todos sabem que a capacidade de investimento do Paraná não chega a R$ 1 bilhão por ano", completou.
Polêmica
Líder do governo na Casa, Luiz Cláudio Romanelli (PMDB) rebateu as declarações, dizendo que a impressão do material é uma forma de mostrar aos políticos e à sociedade aquilo que foi gasto pelo Executivo. Também membro da base aliada ao tucano, Hussein Bakri (PSC) acrescentou que a oposição não vê "os avanços conquistados pelo Paraná". Em meio à discussão, o Twitter oficial da AL publicou um post dizendo que Moura fez críticas ao governo "pelos gastos com veículos de comunicação". O parlamentar se irritou com o relato e cobrou explicações da assessoria de comunicação da Casa. Na sequência, um novo texto foi acrescentado, explicando que o deputado cobrou foi informações sobre revista publicada e paga pelo governo.
Barulho
Dezenas de integrantes do Sindicato Nacional dos Aposentados promoveram ontem uma manifestação em frente ao Palácio do Planalto contra a reforma da Previdência. Eles começaram o ato minutos antes de o governo dar início à terceira reunião do Fórum de Debates sobre Políticas de Emprego, Trabalho e Renda e de Previdência Social, em que discutiria formas de dar sustentabilidade à Previdência Social. Mais de 40 manifestantes empunhando cartazes caminharam pela Esplanada dos Ministérios com instrumentos de percussão e bandeiras contrárias a mudanças em direitos dos trabalhadores e dos aposentados.
Picciani reeleito
O dia da eleição da liderança do PMDB da Câmara teve uma série de protestos de grupos simpáticos aos dois candidatos que disputaram a vaga - o atual líder, Leonardo Picciani (RJ), foi reconduzido ao cargo, derrotando Hugo Motta (PB). O episódio representou tanto uma derrota do presidente da Câmara, Eduardo Cunha (RJ), que defendia Motta, como uma vitória do Palácio do Planalto, que apoia Picciani. Enquanto ocorria a eleição, do lado de fora faixas, gritos e tambores davam o tom. A segurança chegou a ser reforçada. Já na porta da sala onde ocorria a reunião, o plenário 1 do corredor de comissões, um pequeno grupo com máscaras do mosquito Aedes aegypti, transmissor do vírus da zika, chegou a tentar entrar na sala onde ocorria a escolha do novo líder do PMDB, mas foi retirado por seguranças.
'Fora, Cunha'
Um caminhão de som do lado de fora, no acesso mais próximo, tocava uma música contra Picciani, acusando-o de ter se vendido ao PT e apoiar o governo da presidente Dilma Rousseff. Na frente do veículo, havia uma faixa com fotos de deputado beijando a presidente no rosto. Também nesse mesmo acesso, cerca de cem pessoas gritavam "Fora, Cunha" e palavras de ordem que podiam ser ouvidas da porta onde ocorre a votação. Apesar de alguns vestirem camisa da Central Única dos Trabalhadores (CUT), negaram fazer parte de movimentos sociais.
Interceptações
O Conselho Nacional de Justiça (CNJ) aprovou alterações nas regras para interceptação de comunicação telefônica, de informática e telemática utilizados pelo Poder Judiciário nas investigações criminais. A mudança foi motivada a pedido do Conselho Federal da Ordem dos Advogados do Brasil (OAB). Pelo texto aprovado, sempre que houver vazamento de dados e informações sigilosas, o juiz responsável pelo deferimento das medidas requisitará a imediata apuração dos fatos pelas autoridades competentes. Entre as mudanças aprovadas pelo Plenário do Conselho estão a identificação dos titulares dos números interceptados ou, excepcionalmente, no prazo de 48 horas, de outros números.
DNA 'falso'
A jornalista Miriam Dutra, repórter da TV Globo durante 35 anos, indicou em entrevista à revista "BrazilcomZ" não acreditar em exame de DNA que mostrou que o ex-presidente Fernando Henrique Cardoso não é pai de seu filho Tomás Dutra Schmidt. Embora FHC tenha reconhecido Tomás em 2009, testes de DNA feitos no Brasil e nos EUA revelaram que ele não é filho do tucano. "Eu acho que é mentira, porque eu só vi um documento, mas todo mundo pode enganar com um DNA", disse. Segundo ela, o exame foi feito sem que ela soubesse e pediram para que Tomás não lhe contasse.


