INFORME FOLHA
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terça-feira, 16 de fevereiro de 2016
Equipe da Folha com agências<br>[email protected] 
Londrinenses no comando
Vão até o dia 26 de fevereiro as inscrições de candidatos ao cargo de Procurador-Geral de Justiça do Paraná, que responde pelo Ministério Público (MP) Estadual. A eleição para escolher o substituto do procurador Gilberto Giacoia acontece no dia 14 de março e devem estar na disputa os londrinenses Claudio Esteves e Bruno Galati. Hoje procuradores de justiça, os dois já estiveram à frente de investigações como o caso Ama/Comurb e a recente Operação Publicano, em Londrina. Após a votação, uma lista tríplice com os mais votados é apresentada ao governador Beto Richa (PSDB) que escolhe o novo comando do MP.
Eterno 29 de abril
A decisão do Ministério Público (MP) do Paraná de pedir o arquivamento do inquérito policial militar relativo aos casos de lesão corporal ocorridos no dia 29 de abril de 2015, tomada na sexta-feira passada, repercutiu ontem na Assembleia Legislativa (AL). Naquela ocasião, 213 pessoas, a maioria servidores públicos que protestavam contra a reforma na Paranaprevidência, ficaram feridas. "Se houve uma manifestação do MP, acredito que há razões suficientes para essa decisão. Não cabe a mim opinar. É extremamente jurídico", disse o presidente da Casa, Ademar Traiano (PSDB).
Exemplo
Para o líder do governo na AL, contudo, não há o que se comemorar. "Os episódios que resultaram no confronto de muita violência obviamente não fazem parte da relação de diálogo que foi construída com o movimento social e sindical. Minha avaliação é de que têm que servir de exemplo para que nunca mais aconteçam", disse. De acordo com o peemedebista, a partir da chamada Batalha do Centro Cívico, a gestão do governador Beto Richa (PSDB) buscou construir uma "solução negociável" com o funcionalismo. "Conseguimos estabelecer um processo de negociação, com um calendário em relação à data-base, e cumprimos rigorosamente", argumentou.
'Brincadeira'
O deputado Requião Filho (PMDB), que assumiu oficialmente ontem a liderança da oposição na AL, porém, tem avaliação diferente. "Vejo com tristeza; uma tentativa de jogar para debaixo do tapete um dos dias mais tristes da história moderna do Paraná." Ele também questionou a alegação de que a manifestação se trataria de uma ação de supostos black blocs. "Gostaria que o promotor pudesse ser responsabilizado e viesse aqui mostrar qual daquelas professoras que estavam sangrando naquele dia faz parte de alguma facção criminosa. Não dá nem para acreditar que chamaram de inquérito essa brincadeira que fizeram", criticou.
'Exitosa'
O promotor Misael Duarte Pimenta Neto, da Vara da Auditoria Militar em Curitiba, chamou de ação "concluída exitosamente" e elogiou a atuação dos policiais militares durante a manifestação em frente à Assembleia Legislativa do Paraná. Já a força-tarefa da Promotoria, que também investiga o episódio e tem ação contra o governador Beto Richa (PSDB), vê precipitação no pedido de arquivamento. O grupo quer enviar, ao promotor e ao juiz que analisará o pedido, provas adicionais do que classifica de excesso praticado pelos PMs.
O processo
Segundo o promotor de Justiça Paulo Lima, não houve provas suficientes que indicassem os autores das agressões. A solicitação de arquivamento foi encaminhada para a Justiça Militar, que deverá se manifestar nos próximos dias. Lima esclareceu que, caso novas provas apareçam, o inquérito pode ser reaberto. Outras investigações sobre o caso continuam em andamento, na Procuradoria-Geral da República (PGR), por abuso de autoridade, explosão de artefato e utilização de gás asfixiante. Em junho do ano passado, o MP também ajuizou uma ação civil pública contra o governador por improbidade administrativa. O então secretário estadual de Segurança, Fernando Francischini (SD), e o ex-comandante da PM César Kogut também são réus.
Pauta de votações
Dilma Rousseff usou a maior parte da primeira reunião de coordenação do ano, com a presença de diversos ministros, para tratar das pautas de votação previstas na Câmara e no Senado. A reunião durou cerca de duas horas. Ainda ontem, Dilma receberia os senadores e, hoje pela manhã, está previsto um encontro com os líderes da Câmara. O Palácio do Planalto aposta na aprovação da agenda econômica no Congresso este ano para superar a crise por que passa o País e sepultar de vez qualquer tentativa de impeachment da presidente.
Deu zika
Em meio a um surto de microcefalia no País, o governo federal deu carta branca ao ministro da Saúde, Marcelo Castro, sair temporariamente da pasta e reassumir o mandato de deputado federal para reforçar o apoio ao líder do PMDB na Câmara, Leonardo Picciani, e tentar garantir sua reeleição. A presidente Dilma Rousseff decidiu deixar a decisão nas mãos do peemedebista, que tem manifestado a intenção de participar da disputa interna, marcada para amanhã. Para garantir sua reeleição, Picciani pediu a Castro que assuma o mandato, uma vez que o suplente do ministro é do PDT. O líder do partido articulou o retorno para a Câmara dos Deputados do secretário municipal Pedro Paulo Carvalho (Governo) e do secretário estadual Marco Antônio Cabral (Esporte), ambos do Rio de Janeiro.


