PDT, o retorno
Depois de dois anos inativo, o PDT de Londrina tenta se reorganizar para as eleições municipais. O vereador Roberto Fu assumiu como o presidente da chapa provisória até a realização de novas eleições para definição do comando. "O partido ficou inativo porque não foi realizada a eleição ao final da gestão do ex-presidente da legenda, Barbosa Neto", disse Fu.

PV na balança
Os pré-candidatos do PV aguardam, ansiosamente, a decisão do prefeito Alexandre Kireeff (PSD), convidado para ingressar na sigla dos verdes. O partido tem chapa pronta para entrar na disputa eleitoral, inclusive com o empresário Paulo Muniz (PV) como o pré-candidato a prefeito, no entanto, se Kireeff se filiar ao partido – o que pode acontecer até seis meses antes do pleito –, a configuração será outra. A perspectiva de votos de legenda aumenta bastante e fatalmente vai ter muita gente querendo acertar coligação com o PV.

Janela
O presidente do PV em Londrina, vereador Mario Takahashi, observa que muitos pré-candidatos vão esperar a janela que será aberta a partir do dia 19 e vigorará por um mês para migrações entre os partidos. "Daí até o último dia de filiação será possível analisar como ficaram os partidos, onde será preciso ter mais ou menos votos, como ficará a chapa na proporcional, acho que tudo isso será considerado pelos pretendentes."

Decisão pessoal
No partido de Kireeff, o PSD, a aposta é de que ele vai continuar na legenda. O presidente Christian Schneider, no entanto, disse que o grupo não vai interferir na decisão do prefeito. "O Alexandre segue atuante no partido e não sinaliza que vá sair. Mas essa é uma decisão pessoal, que respeitamos, e nós vamos aguardar o posicionamento dele." Além do PV, outros partidos também já fizeram convites ao prefeito.

Redução nas verbas
As transferências da União para o governo do Paraná apresentaram redução real de 2,7% em 2015. Caíram de R$ 4,21 bilhões em 2014 para R$ 4,09 bilhões no ano passado. No caso de verbas para a saúde, a queda nos repasses do governo federal foi maior e as transferências do SUS diminuíram 3,7%. Segundo o secretário da Fazenda do Paraná, Mauro Ricardo Costa, levantamento da secretaria mostra que o Estado do Paraná contribui com cerca de 5% da arrecadação nacional, mas recebe de volta 1,7%. Nos últimos anos, de cada R$ 100 de tributos federais arrecadados no Estado, de pessoas físicas e jurídicas, retornaram apenas R$ 35.

Aumento nos repasses
Mauro Costa lembra que o Paraná tem aumentado os repasses aos municípios. No ano passado foram R$ 7,779 bilhões a título de transferências de Imposto sobre Circulação de Mercadorias e Serviços (ICMS) e de Imposto sobre a Propriedade de Veículos Automotores (IPVA). O valor é 13,4% maior que os repasses de R$ 6,860 bilhões efetuados em 2014. O incremento de receitas para os municípios paranaenses foi de R$ 919 milhões de um ano para o outro.

Serviços comunitários
Apontado pelo empresário ligado ao partido Fernando Moura como um dos precursores do esquema de propinas instalado na Petrobras, em 2003, na abertura do primeiro mandato do ex-presidente Lula, Silvinho Pereira comunicou ao juiz federal Sérgio Moro que se dispõe a 'prestar os esclarecimentos porventura necessários'. No escândalo do mensalão, Silvinho do PT foi denunciado pela Procuradoria-Geral da República pelo crime de formação de quadrilha, mas acabou contemplado com um acordo homologado pela Justiça - o único dos 40 acusados que teve essa oportunidade porque a pena prevista para o delito que lhe foi imputado era inferior a um ano de prisão. Para obter a suspensão condicional do processo criminal, ele cumpriu uma jornada de 750 horas de serviços comunitários.

Continua preso
O ministro Teori Zavascki, do Supremo Tribunal Federal (STF), indeferiu pedido de liminar por meio do qual a defesa do ex-deputado federal da Bahia Luiz Argôlo (afastado SD/BA) pedia sua soltura. Condenado à pena de 11 anos e 11 meses de reclusão, em regime inicialmente fechado, por corrupção e lavagem de dinheiro no esquema de propinas instalado na Petrobras, o ex-parlamentar foi investigado no âmbito da Operação Lava Jato e está preso preventivamente desde 1º de abril de 2015.

Retaliação
Inconformados com o corte no orçamento da Justiça do Trabalho, os magistrados que atuam na área decidiram recorrer ao Supremo Tribunal Federal. Por meio da Ação Direta de Inconstitucionalidade (ADI) 5468, a Associação Nacional dos Magistrados da Justiça do Trabalho (Anamatra) questiona a Lei Orçamentária Anual (Lei 13.255/2016), que promoveu uma tesourada, segundo a categoria, de 90% nas despesas de investimento e de 24,9% nas de custeio no orçamento deste ano. O relator é o ministro Luiz Fux. Para a Anamatra, a medida "tem caráter retaliatório do Parlamento em relação à atuação do Judiciário Trabalhista, uma vez que os demais ramos do Judiciário tiveram cortes menos drásticos".

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