Primeiros despachos
A Câmara Municipal de Londrina retorna aos trabalhos na próxima semana, mas, até o momento, apenas quatro projetos de lei estão engatilhados para serem despachados na primeira sessão ordinária do ano. São duas propostas feitas antes do recesso parlamentar, no dia 18 de dezembro – uma denominação de rua proposta por Roberto Fu (PDT) e a obrigatoriedade médico, enfermeiro, um auxiliar de enfermagem e um cirurgião dentista nas Unidades Básicas de Saúde (UBS) diuturnamente, de autoria de Tio Douglas (PTB) – e duas este ano – uma alteração no nome de entidade com título de utilidade pública, proposta por Professor Fabinho (PPS) e a proibição da atuação de flanelinhas nas ruas de Londrina, protocolada por Vilson Bittencourt (PSL). Os trabalhos em plenário serão retomados na próxima terça-feira, mas as comissões parlamentares já devem se reunir na segunda.

Proposta virtual
Um abaixo-assinado on-line pede ao presidente da Câmara Municipal de Londrina (CML), Professor Fabinho (PPS), que devolva à Prefeitura de Londrina os recursos depositados em um Fundo Especial para a construção de um anexo ao prédio do Legislativo. Os valores foram acumulados com as sobras dos repasses anuais obrigatórios do duodécimo. O abaixo-assinado virtual afirma que os valores acumulados chegam a R$ 13 milhões e sugere que sejam aplicados na recuperação dos danos provocados pelas chuvas, calculados em mais de R$ 95 milhões. Até a noite de ontem, cinco horas após a criação do pedido, dez pessoas haviam assinado a proposta.

Sem festa em Rolândia
A Prefeitura de Rolândia (Região Metropolitana de Londrina) cancelou a festa de 72 anos da cidade, em virtude do decreto de calamidade pública, para reconstrução depois das fortes chuvas do dia 11 de janeiro. Segundo a administração, o aniversário será celebrado hoje, com uma missa às 19h na Igreja Matriz São José.

O messias
Percebe-se grande expectativa nos diretórios municipais do PMDB em torno da visita do vice-presidente Michel Temer (PMDB) hoje a Curitiba. Embora ele venha para fortalecer a própria campanha pela liderança nacional da legenda, peemedebistas apostam em um direcionamento messiânico para saber que rumo seguir nas eleições deste ano. A série de viagens de Temer têm um nome sugestivo para um partido dividido: "Caravana da unidade".

Abalos no Fórum
Após sofrer com os sismos, o Fórum Criminal de Londrina voltará a enfrentar um período de instabilidades e agitação, no começo do mês que vem. Vem aí a sequência de 19 dias de audiências sobre o caso envolvendo os auditores fiscais, com mais de 100 réus da Operação Publicano. Quem irá sucumbir?

‘Especulação indevida’
O ministro da Justiça, José Eduardo Cardozo, negou que a nova fase da Operação Lava Jato tenha como alvo o ex-presidente Lula. "O presidente Lula não está sendo investigado e nem me parece que na investigação de hoje tenha sido determinada qualquer medida investigativa em relação à figura do ex-presidente. Portanto, qualquer das outras situações que possam estar sendo colocadas ou veiculadas são especulações absolutamente indevidas", afirmou Cardozo.

Cerco a Lula se fecha
Auxiliares da presidente Dilma Rousseff avaliam que a nova fase da Operação Lava Jato, deflagrada ontem, tem o objetivo de "desgastar" a imagem do ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva no momento em que o governo está "fragilizado" e "tenta encontrar saídas" para a crise política e econômica do país. Auxiliares de Dilma acreditam que "o cerco a Lula se fechou ainda mais" e isso é "preocupante" visto que o ex-presidente ainda é tido como o principal fiador do governo.

TRF mantém Argôlo na prisão
A 8ª Turma do Tribunal Regional Federal da 4ª Região (TRF4) manteve ontem a prisão preventiva do ex-deputado federal João Luiz Correia Argôlo dos Santos (afastado do SD-BA). Os desembargadores julgaram o mérito do habeas corpus do ex-parlamentar. O recurso já havia sido negado liminarmente em 26 de novembro do ano passado pelo desembargador federal João Pedro Gebran Neto, responsável por julgar os processos da Operação Lava Jato em segunda instância. A defesa de Argolo impetrou o habeas corpus após o político ser condenado pela 13ª Vara Federal de Curitiba, em novembro de 2015. Com pena de 11 anos e 11 meses de reclusão, Argôlo foi mantido preso preventivamente pelo juiz federal Sérgio Moro.

Marco Civil da Internet
Para regulamentar o Marco Civil da Internet, o Ministério da Justiça lançou uma consulta pública com vistas a colher contribuições para a edição do decreto regulatório. Um texto preliminar já está disponível para críticas. A consulta, que se iniciou ontem, estará disponível até 29 de fevereiro no portal do ministério. O governo acredita que, como na criação do marco civil, a participação de instituições e pessoas de fora ajudará a fortalecer quatro pilares da lei: neutralidade da rede, segurança de registros, privacidade na rede e transparência.

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