Informe Folha
Sonho
Pedetistas do Paraná estão animados com as últimas movimentações políticas no Estado e apostam na possibilidade de chegar ao Palácio Iguaçu em 2018, com o ex-senador Osmar Dias, cacique do PDT local. O entusiasmo se deve, principalmente, à migração de Alvaro Dias para o PV, onde diz ter o interesse de disputar a presidência da República. Considerando que os irmãos mantêm acordo de não enfrentamento na mesma campanha, sobraria espaço para um tentar o governo estadual e o outro, o federal.
O eremita
Desde 2010, quando perdeu a eleição para Beto Richa (PSDB), Osmar deixou a cena política e se acomodou como vice-presidente do Banco do Brasil, cargo conquistado pelo apoio à candidatura da presidente Dilma Rousseff. O ex-senador, dizem os mais próximos, cogita reaparecer depois do período no deserto do Planalto Central.
Caçamba cheia
As eleições municipais serão um bom termômetro para as aproximações partidárias. Considerado um bom teste para se avaliar o desempenho das coligações, a campanha pelas prefeituras pode iniciar a definição dos apoios para 2018. Há quatro anos o PSDB abriu mão de mais candidatos ao Executivo nas cidades para apoiar partidos aliados, o que garantiu ao governador Beto Richa (PSDB) um caminhão de siglas empurrando a sua reeleição.
Reeleição
Pesquisa feita pela Confederação Nacional dos Municípios (CNM) mostra que 76,4% dos 5.568 prefeitos brasileiros podem se candidatar à reeleição. Os demais já cumprem o segundo mandato. O maior número de prefeitos que podem tentar a reeleição está na região Nordeste, 1,3 mil; na região Sul são 867. No Paraná, 77% podem tentar novo mandato.
Flávio Arns é multado
O Tribunal de Contas (TC) do Paraná multou o ex-secretário da Secretaria de Estado da Educação, Flávio Arns, em R$ 1.450,98 porque sobrou dinheiro em um convênio entre a pasta e a Prefeitura de Cerro Azul. Foram transferidos R$ 338.630,02 para financiar o transporte escolar na rede estadual. O município e o prefeito, Claudinei Braz, terão que devolver R$ 1.745,70, de forma solidária. O ex-secretário foi penalizado "em razão da inércia na fiscalização das despesas realizadas pelo tomador dos recursos", afirmou o TC. O motivo para a desaprovação das contas foi a existência de saldo contábil de R$ 1.745,70 na conta específica do convênio após encerrada a vigência. Cabe recurso.
Auxílio-moradia retroativo
O Tribunal de Contas (TCE-TO) e o Ministério Público do Tocantins (MPE-TO) dão outro exemplo ao País de só a sociedade arcar com os custos da crise econômica e se virar para pagar a série de tributos e impostos criados nas diversas esferas do poder. Ignorando a crise financeira daquele Estado, o TC e o MP do Tocantins decidiram gastar quase R$ 10 milhões no pagamento de retroativos do auxílio-moradia. No TCE, o custo aos cofres públicos será de R$ 6,8 milhões a serem pagos a 26 conselheiros e procuradores. Além dos R$ 4,3 mil de auxílio que passarão a receber, os conselheiros receberão retroativo de dezembro de 2012 em 47 parcelas de R$ 5,5 mil. O governo pagou em dezembro R$ 2,6 milhões de auxílio-moradia retroativo a 111 promotores e procuradores. Restam outros R$ 2,6 milhões, a serem quitados em 20 parcelas. O valor mensal do benefício é o mesmo do TCE-TO: R$ 4,3 mil.
O intercessor
O Ministério Público Federal concluiu, após inspeção feita nesta semana no Centro de Detenção Provisória (CDP), em Brasília, que o ex-diretor de Marketing do Banco do Brasil Henrique Pizzolato está preso em condições adequadas. Segundo a Procuradoria-Geral da República, a medida é parte do compromisso de acompanhar as condições em que o mensaleiro está cumprindo a pena, assumido pelo Brasil com a Itália, de onde Pizzolato foi extraditado. Como há muitos idosos nessa ala, o ex-diretor de Marketing do Banco do Brasil disse aos representantes do MPF que é "tranquila" a situação em termos de assistência médica, mas pediu uma alimentação mais saudável aos colegas do cárcere, demonstrando preocupação com eventuais emergências médicas. Em agosto de 2012, ele foi condenado pelo Supremo Tribunal Federal (STF) por corrupção passiva, peculato e lavagem de dinheiro no julgamento do mensalão. Pizzolato está com 63 anos.
Motta, esperança do Planalto
Ao perceber que o deputado Leonardo Picciani (PMDB-RJ) pode perder a liderança do partido na Câmara, o Palácio do Planalto decidiu abrir a porta para uma eventual composição com o deputado Hugo Motta (PMDB-PB). Ele já esteve com Ricardo Berzoini (Secretaria de Governo) e Edinho Silva (Comunicação Social) e se comprometeu a, caso eleito, não indicar para a comissão especial do impeachment apenas deputados favoráveis ao afastamento de Dilma. "A composição obedecerá a proporcionalidade da bancada do PMDB, que é eclética, com vários posicionamentos", destacou o deputado paraibano, sentindo-se o nome do momento.
Equipe da Folha com agências
[email protected]





