INFORME FOLHA
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quarta-feira, 20 de janeiro de 2016
Equipe da Folha com agências<br>[email protected] 
Pré-campanha
A visita do ministro da Integração Nacional, Gilberto Occhi, a Londrina, ontem, pode ser considerado um primeiro evento para a futura campanha do deputado federal Marcelo Belinati (PP), que pertence ao mesmo partido do ministro. A cada vez que citava os R$ 1 milhão que serão destinados para a compra de caminhões caçamba para melhoria das estradas rurais do município, fazia questão de mencionar o nome do parlamentar, pré-candidato à Prefeitura de Londrina.
Adversários reunidos
A presença do ministro em Londrina pôs lado a lado os adversários políticos Marcelo Belinati e Alexandre Kireff (PSD). O prefeito de Londrina, aliás, fez questão de ressaltar que os caminhões foram pedidos por Belinati em dezembro, bem antes da chuvarada que provocou estragos em 44 cidades do Paraná. Kireeff, embora ainda não admita, deve tentar a reeleição, reeditando o embate de 2012 quando venceu o deputado federal nas urnas. Em dezembro passado, a FOLHA publicou reportagem sobre as más condições das estradas rurais de Londrina.
Dividendos políticos
Marcelo Belinati já tentava lucrar politicamente com a visita do ministro da Integração Nacional. Na semana passada, já anunciava que tentava trazer Gilberto Occhi a Londrina, durante uma passagem pelo Paraná que previa, inicialmente, escala em Maringá, mas que acabou não ocorrendo. Anteontem, a assessoria do parlamentar anunciava a visita a Londrina antes mesmo da confirmação da equipe do ministério.
Modelo ilustre
O ministro Gilberto Occhi fez questão de posar para as lentes dos fotógrafos de plantão, em silêncio, mas apontando, com as duas mãos, para os estragos na ponte que dá acesso aos distritos rurais da zona sul, onde atendeu a imprensa local.
Despachante designado
A visita de Gilberto Occhi tinha por intuito ouvir dos prefeitos da região as demandas derivadas dos estragos provocados pela chuva. Porém, em Londrina, Occhi apenas respondeu a uma pergunta de um dos prefeitos presentes e orientou o restante a conversar com o coordenador da Defesa Civil do Estado do Paraná, coronel Adilson Castilho Casitas, alegando ter compromissos em Brasília e no Nordeste.
À venda
Cinco imóveis da União localizados em Curitiba e dois em Maringá estão no lote de 239, distribuídos em 21 estados, disponíveis para venda, conforme portaria do Ministério do Planejamento, Orçamento e Gestão publicada no Diário Oficial da União (DOU) de ontem. O maior número de imóveis à venda está no Distrito Federal, com 61, e Minas Gerais, com 58. Em Curitiba, estão listados cinco imóveis no Jardim Botânico (nas ruas Pedro de Araújo Franco e Walter Marquardt) e, em Maringá, as localizações são no Centro Cívico e no Jardim da Glória. As vendas serão feitas pela Caixa Econômica Federal, que vai vistoriar e avaliar o lote antes de lançar os editais de licitação, na modalidade concorrência.
AL gastará R$ 25,2 mil com assinaturas de Veja
A Assembleia Legislativa (AL) do Paraná gastará R$ 25.272 para adquirir 54 assinaturas anuais da revista semanal "Veja", publicada pela editora Abril. A autorização consta de um decreto veiculado na edição de anteontem do Diário Oficial da Casa. Conforme o documento, fica dispensada a exigência de licitação. Como justificativa, o primeiro secretário da AL, Plauto Miró (DEM), que assina o anúncio, cita os artigos 33 e 35 da lei estadual 15.608/2007, segundo a qual não é necessário realizar pregão nos casos de "inviabilidade de competição".
Liderança do PMDB
Com um pedido de afastamento do cargo no Supremo Tribunal Federal e um processo de cassação em tramitação no Conselho de Ética, o presidente da Câmara, Eduardo Cunha (PMDB-RJ), tomou ontem as rédeas das articulações para a liderança do PMDB. Conversou com aliados, procurou o vice-presidente da República, Michel Temer, e está empenhado em encontrar formas de derrotar Leonardo Picciani (RJ) na corrida pela reeleição ao cargo. Após Picciani determinar que a eleição da liderança ocorreria em 17 de fevereiro, por maioria absoluta, na tarde de ontem, sem consenso com os demais deputados que não concordam com os dois pontos, Cunha chamou seu núcleo duro para juntar as forças contra o líder peemedebista.
Manobra
O grupo contrário a Picciani queria que a eleição para a bancada do PMDB ocorresse em 3 de fevereiro. Avaliam que o deputado pelo Rio de Janeiro estaria enfraquecido logo após retornar do recesso e não teria tempo de buscar votos para se reeleger. Aliados do líder argumentam que na primeira semana tradicionalmente não há quorum na Câmara. O procedimento de votação foi outro ponto de discórdia. Os adversários de Picciani queriam fazer cumprir um acordo feito na eleição dele no início de 2015, quando acertou-se que ele só poderia se reeleger com os votos de dois terços da bancada. Após ser afastado da liderança por descontentes com ele, contudo, o deputado passou a afirmar que essa regra não vale mais. Com a norma estabelecida por ele ontem, para se manter no cargo de líder do PMDB da Câmara, ele precisa de 34 votos, ou seja, metade mais um da bancada.


