Preso, Delcídio recebe salário e auxílio-moradia
Prestes a completar dois meses preso, o senador Delcídio do Amaral (PT-MS) continua recebendo R$ 5,5 mil de auxílio-moradia por mês pago pelo Senado. Por continuar com as prerrogativas parlamentares, o petista também recebe R$ 33,7 mil de salário. No total, Delcídio receberá R$ 78,4 mil entre salário e auxílio-moradia referentes a dezembro e janeiro. A informação foi publicada domingo pelo jornal "O Estado de S. Paulo". Ele foi preso em 25 de novembro pela Polícia Federal, no âmbito da Operação Lava Jato, sob a suspeita
de tentar obstruir as investigações.

Propina na campanha de Lula
A campanha de Lula à reeleição de 2006 teria contado com até R$ 50 milhões de propina proveniente da compra de US$ 300 milhões blocos de exploração petróleo na África, de acordo com o ex-diretor da Petrobras Nestor Cerveró. As informações de Cerveró, que já dirigiu a área Internacional da estatal, foram dadas a investigadores da Operação Lava Jato durante negociações para fechar seu acordo de delação premiada e foram reveladas pelo jornal "Valor Econômico".

Escorregão na avenida
Já preparada para botar o bloco na avenida, uma escola de samba de Ibicaré (SC) recebeu uma recomendação do Ministério Público Federal (MPF) e agora vai ter que mudar o samba-enredo que homenageia o deputado federal Jorginho Mello (PR). O MPF esfriou os tamborins ao lembrar que a agremiação catarinense recebe verbas públicas do município, o que impede a aplicação para promoção pessoal do político.

Falcão critica a Lava Jato
O presidente nacional do PT, Rui Falcão, publicou texto ontem defendendo o manifesto que advogados de réus na Operação Lava Jato publicaram na semana passada. Para o petista, o texto é "mais uma denúncia – relevante - entre as que vêm se sucedendo contra os desmandos perpetrados em nome da chamada Operação Lava Jato". Falcão também comenta as reações ao manifesto, principalmente vindas de integrantes da força-tarefa. Para o presidente do PT, as respostas devem ser classificadas como "ataques indecorosos". .

OAB e CNBB miram ‘Caixa 2’
O Conselho Federal da Ordem dos Advogados do Brasil (OAB), a Conferência Nacional dos Bispos do Brasil (CNBB) e o Movimento de Combate à Corrupção Eleitoral (MCCE) vão instalar comitês em todos os municípios brasileiros para fiscalizar, conscientizar e receber denúncias de cidadãos sobre irregularidades no financiamento de campanhas para prefeito e vereador nas eleições deste ano. Para isso, as entidades pretendem utilizar mais de 1,3 mil seções regionais da OAB e paróquias espalhadas pelas cidades para mobilizar a população no combate ao recebimento de doações não declaradas pelos candidatos, o chamado "Caixa 2".

Um milhão de acessos
Próximo de completar um ano de criação, o site com informações sobre a Operação Lava Jato, produzido pelo Ministério Público Federal, já ultrapassou 1 milhão de acessos. No endereço www.lavajato.mpf.mp.br, é possível entender o caso e conhecer o histórico das investigações tanto na primeira instância, em Curitiba, quanto no âmbito do Superior Tribunal de Justiça (STJ) e do Supremo Tribunal Federal (STF) - cortes responsáveis pelo julgamento de políticos com prerrogativa de foro, como governadores, deputados e senadores.

Mais de mil procedimentos
A Operação Lava Jato foi deflagrada em março de 2014 e desmontou um esquema de corrupção, propinas e desvio de recursos da Petrobras. Na primeira instância, em Curitiba, até dezembro de 2015, foram instaurados 1.016 procedimentos com 396 buscas e apreensões, firmados 40 acordos de colaboração premiada com pessoas físicas e cinco acordos de leniência com as empreiteiras envolvidas.

Propinas de R$ 6,4 bilhões
Os procuradores da República que atuam no caso ofereceram 36 acusações criminais contra 179 pessoas pelos crimes de corrupção, organização criminosa, lavagem de ativos e outros. Os crimes envolvem pagamento de propina de cerca de R$ 6,4 bilhões, sendo que R$ 2,8 bilhões já foram recuperados pelo Ministério Público Federal, que também pediu o ressarcimento de R$ 14,5 bilhões na Justiça.

Estados usam R$ 17 bi de depósitos judiciais
Na tentativa de reduzir rombos fiscais em 2015, pelo menos 11 dos 27 governadores sacaram um total de R$ 16,9 bilhões de depósitos judiciais e usaram os recursos para pagar parcelas da dívida com a União, precatórios e até aposentadorias de servidores, conforme levantamento em Tribunais de Justiça e governos. Esse montante representa 13% do estoque total de recursos que os tribunais estaduais tinham sob custódia até o fim de 2014, da ordem de R$ 127 bilhões, conforme dados do Conselho Nacional de Justiça (CNJ). O uso de parte desse fundo pelos governos é uma solução emergencial e temporária: em algum momento, esse dinheiro terá de ser devolvido para as contas administradas pela Justiça.

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