Beto na chuva
O governador do Paraná, Beto Richa (PSDB), deve vir hoje ao interior do Estado para verificar in loco os estragos trazidos pela chuva torrencial dos últimos dias. A agenda do tucano prevê passagem por Londrina, onde deve dar entrevista coletiva pela manhã nas proximidades da ponte do Ribeirão Cafezal, que não suportou a força das águas e rodou. Também passa por Rolândia e Iguaraçu e sobrevoa Jataizinho.

Ampliando a abrangência
Enquanto Beto passa pela região de Londrina, a secretária do Trabalho e Desenvolvimento Social e primeira-dama do Paraná, Fernanda Richa, visita quatro municípios também afetado pelas chuvas. Entre 9h30 e 12h30, a agenda prevê passagens por Tomazina (Norte), Jaguariaíva (Campos Gerais), Joaquim Távora e Bandeirantes (ambas na região Norte).

Vice vê situação em Maringá
Enquanto o governador Beto Richa (PSDB) e a primeira-dama Fernanda Richa visitam hoje o Norte do Estado, a vice-governadora Cida Borghetti (PROS) esteve ontem em Maringá (Noroeste), onde visitou a estação de captação da Sanepar que foi alagada pela cheia do Rio Pirapó devido às fortes chuvas dos últimos dias.

Até o ministro
Quem também estaria cogitando vir para o Paraná é o ministro da Integração Nacional, Gilberto Occhi, segundo o deputado federal Marcelon Belinati (PP). A intenção era vir para Maringá, mas o parlamentar tentaria trazê-lo também a Londrina. O ministro foi indicado ao cargo no governo federal pelo partido do deputado, que tem o maringaense Ricardo Barros à frente.

FGTS e kits humanitários
Segundo Belinati, Gilberto Occhi ligou ontem para informar que o resgate do Fundo de Garantia por Tempo de Serviço (FGTS) para os afetados pela chuva está garantido, além de se prontificar a encaminhar mais kits humanitários (com cesta básica, material de higiene, colchão, cobertor e água potável) ao governo estadual para atendê-los. Ele não confirmou a viagem, entretanto.

Recursos para recuperação
O Ministério da Integração Nacional também pode auxiliar com recursos na recuperação da infraestrutura danificada dos municípios paranaenses. A liberação só é viabilizada, entretanto, onde houve decretação de estado de emergência e a contabilização dos prejuízos some mais de 2,7% da Receita Corrente Líquida (RCL) do município. Segundo o secretário de Planejamento de Londrina, Daniel Pelisson, a RCL fica em torno de R$ 1,3 bilhão. Ele recebeu ontem informativo do Banco do Brasil sobre um cartão que facilita a liberação dos recursos.

Uma semana
O secretário de Defesa Civil de Londrina, coronel Rubens Guimarães, acredita que o levantamento de valores dos estragos ocorridos em Londrina deve ficar pronto em cerca de uma semana. "Nós distribuímos para as secretarias o que cada uma tem que fazer, mas isso demora de cinco a seis dias", afirma. Ele diz que não é possível, ainda, dizer com certeza qual região foi a mais prejudicada pelas chuvas, mas avalia que os distritos foram os mais afetados, porque chegaram a ficar isolados devido à queda de pontes e estradas danificadas.

Estreia no PV
O senador paranaense Alvaro Dias participou do programa nacional do Partido Verde veiculado na noite de anteontem, depois de sua desfiliação do PSDB. Em um discurso de três minutos e meio, disse que chega ao PV "com o intuito de ser mais útil ao país neste momento de tragédia política nacional, em que cresce a indignação, a desesperança se alarga e a descrença prevalece". Ressaltou que seu novo partido "não foi alcançado pelo mensalão, pelo petrolão e pela Operação Lava Jato", que permanece como oposição ao que chama de desgoverno e corrupção e que segue defendendo o impeachment, "porque é uma exigência nacional diante de tantos crimes praticados à sombra do Palácio do Planalto".

Dilma espera sinal do PMDB para nomear ministro
A presidente Dilma Rousseff aguarda sinalização da bancada do PMDB de Minas Gerais contra o impeachment para nomear o novo ministro da Aviação Civil. O nome escolhido pelo governo federal é do deputado federal Mauro Lopes (PMDB-MG), mas a petista não pretende entregar o posto sem uma garantia de apoio contra o processo de afastamento de seu mandato na Câmara dos Deputados. Segundo auxiliares e assessores da presidente, ela deverá se reunir com o deputado federal na semana que vem para discutir o assunto. O governo federal avaliou como positivo o aceno feito na terça-feira pelo vice-presidente Michel Temer em apoio ao nome escolhido pelo Palácio do Planalto. O receio da presidente era de que a escolha de Mauro Lopes desagradasse Temer, uma vez que o cargo fazia parte da cota pessoal do peemedebista. Os dois últimos titulares da pasta foram Moreira Franco e Eliseu Padilha, indicados pelo vice-presidente.

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