Reajuste estadual
O governo estadual anunciou ontem o reajuste salarial aos servidores públicos ativos, inativos e pensionistas do Paraná, de 10,67%, referente ao Índice de Preços ao Consumidor Amplo (IPCA) de 2015. Também será pago o terço de férias, cujo impacto aos cofres públicos será de R$ 128 milhões em 2016. A secretária de Estado da Administração, Dinorah Nogara, explicou em entrevista coletiva, que o terço de férias deverá ser pago para 117.304 servidores, sendo a maior parte ligada à Educação.

MPC contra TC
O Ministério Público de Contas (MPC) está em campanha para evitar a redução dos quadros, conforme proposta do presidente do Tribunal de Contas do Paraná, Ivan Bonilha. A tentativa do TC é reduzir o número de procuradores de 11 para sete. Com o título "Represália não – mais fiscalização", o MPC afirma no seu portal que "sofreu grave investida contra o seu funcionamento", referindo-se também aos órgãos de fiscalização de Santa Catarina, Goiás e Mato Grosso do Sul, que estariam sob a mesma ameaça. O MPC do Paraná deu parecer, no ano passado, pela reprovação das contas do governador Beto Richa (PSDB), referentes a 2014. Além disso, representantes do órgão deixaram transparecer a insatisfação com os julgamentos políticos do TC.

Beto e Fernanda avós
Nasceram anteontem os dois primeiros netos do governador Beto Richa (PSDB) e da primeira-dama Fernanda Richa. Os gêmeos Enrico e Lucas são filhos de Marcello Richa e Fernanda Santos. Os avós comemoraram a notícia nas redes sociais. "Só podemos agradecer a Deus por abençoar toda nossa família com tamanha alegria", postou o tucano, em sua conta no Facebook. Beto e Fernanda têm três filhos: Marcello, o mais velho, André e Rodrigo.

Ocupando espaço
O ano eleitoral acaba de começar e a campanha "extraoficial" está em andamento. Como nessa fase todo mundo é pré-candidato a alguma coisa, já tem gente aparecendo, solicitamente, em eventos festivos, em reuniões de associações de moradores, ou na feira. Nas redes sociais, então, as fotos e as opiniões sobre a cidade proliferam. Por esses dias, um empresário recebeu felicitações no celular pelo seu aniversário vindas de um político que ele sequer conhece pessoalmente.

Dinheiro de volta
Com aquela cena tradicional para as fotos, com direito a folha de cheque gigante, a Câmara de Vereadores de Arapongas (Região Metropolitana de Londrina) devolveu R$ 1.572.807,95 ao Poder Executivo, sobra de caixa do exercício de 2015. Segundo o prefeito Padre Beffa (PHS), os recursos serão aplicados diretamente na construção do Pronto Atendimento Infantil (PAI) e do Laboratório de Análises Clínicas e Farmácia 24 horas.

Salários congelados
O governador de São Paulo, Geraldo Alckmin (PSDB), decidiu congelar os salários pagos a si próprio, ao vice-governador e aos secretário. Em lei publicada no Diário Oficial do Estado no sábado, Alckmin determina que continua a vigorar em 2016 a lei de janeiro de 2015 que estabelecia a remuneração desses cargos. Com isso, Alckmin continua a ganhar R$ 21.631, o vice, Márcio França (PSB), recebe R$ 20.549, e os secretários, R$ 19.468. Diante do cenário de crise econômica e queda de arrecadação, um aumento poderia gerar desgaste para o governador, um dos pré-candidatos do PSDB à disputa presidencial de 2018.

Ministro na mira de CPI
Após a divulgação de mensagens de celular em que supostamente atua em prol da empreiteira OAS no fundo de pensão dos funcionários da Caixa Econômica Federal (Funcef), o ministro-chefe da Casa Civil, Jaques Wagner, entrou na mira da CPI dos Fundos de Pensão. O presidente da comissão, deputado Efraim Filho (DEM-PB), quer convocar o petista para prestar esclarecimentos assim que os trabalhos legislativos recomeçarem, em fevereiro. Reportagem publicada pelo jornal "O Estado de S.Paulo" mostra que conversas obtidas pela Operação Lava Jato no celular do ex-presidente da OAS José Adelmário Pinheiro Filho, o Léo Pinheiro, indicam suposta atuação de Wagner na intermediação de negócios entre a empresa e fundos de pensão. "Já estão configurados os indícios de tráfico de influência e direcionamento dos negócios para interesses políticos partidários", afirmou Efraim. Wagner tem negado quaisquer irregularidades no caso.

PGR rejeita indiciar Pimentel
A Polícia Federal pediu ao Superior Tribunal de Justiça o indiciamento do governador de Minas Gerais, Fernando Pimentel (PT), mas a Procuradoria-geral da República deu um parecer contrário à solicitação. O chefe do Executivo mineiro é um dos principais alvos da Operação Acrônimo, que apura indícios de ilegalidades na campanha do petista ao Palácio da Liberdade, em 2014. A mesma investigação mira em suspeitas de compra de medidas provisórias e de favorecimento a empresas com empréstimos do BNDES, no período em que Pimentel comandava o Ministério do Desenvolvimento Indústria e Comércio Exterior, pasta à qual o banco de fomento é vinculado.

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