Para análise
A ParanaPrevidência, autarquia estadual ligada à Secretaria de Administração e Previdência (Seap), ainda não sabe se irá acatar a recomendação administrativa do promotor Renato de Lima Castro, de Defesa do Patrimônio Público, para que nenhum auditor investigado na Operação Publicano obtenha a aposentadoria. Recomenda também que caso já tenham sido concedidas aposentadorias, elas sejam revertidas. Em nota, a Seap informou que o ofício do MP foi encaminhado "à Procuradoria-Geral do Estado, órgão responsável pela análise e orientação jurídica". Somente quando o parecer estiver concluído, o governo dirá se acata a recomendação. Em caso de negativa, o promotor promete ajuizar ação por improbidade administrativa. Para Castro, os auditores querem se aposentar para tentar se livrar das consequências de eventual demissão, após a conclusão dos processos administrativos disciplinares (PAD), ou de condenação judicial à perda do cargo público, o que implicaria em perda da aposentadoria.

Chico Buarque discute com jovens
O compositor, cantor e escritor Chico Buarque passou por uma saia justa na última segunda-feira à noite. O músico, que tem histórico de alinhamento com a esquerda e o PT, discutiu com quatro homens em frente a um restaurante no Leblon, bairro da zona sul carioca onde ele mora. O registro da discussão foi feito pela jornalista Julia Moura e publicado no site "Glamurama". No vídeo, Chico aparece acompanhado dos cineastas Cacá Diegues e Miguel Faria Jr. - diretor do documentário atualmente em cartaz sobre a vida do artista -, além do escritor Eric Nepomuceno.

'PSBD é bandido'
"Acho que o PSDB é bandido, e agora?", reagiu Chico Buarque a um dos jovens que diz não ter partido e odiar política, mas que o "PT é bandido". Em outro momento, Chico pediu a um dos rapazes que "procure se informar mais", porque "com base na revista 'Veja' você não irá muito longe". No início do mês, o músico assinou, junto a uma comissão de artistas e intelectuais - como as atrizes Camila Pitanga, Dira Paes e Letícia Sabatella e o escritor Antonio Prata -, um abaixo-assinado contra o impeachment de Dilma Rousseff.

Conselho notifica Delcídio
O senador Delcídio do Amaral (PT-MS) foi notificado ontem pelo Conselho de Ética do Senado sobre o prazo de dez dias que tem para apresentar sua defesa prévia ao processo de cassação do seu mandato que corre no colegiado. A notificação foi levada a ele por dois funcionários da Secretaria-Geral da Mesa no início da tarde desta terça. Um de seus advogados recebeu o documento e levou ao senador, que assinou os papéis. Ele está preso no Batalhão de Trânsito da Polícia Militar, em Brasília. Como o Congresso entra em recesso parlamentar hoje, o prazo de Delcídio começará a ser contado a partir do dia 2 de fevereiro, quando o Legislativo retoma os seus trabalhos. A representação contra o petista foi protocolada pela Rede e pelo PPS em 1º de dezembro, logo após o senador ter sido preso pela Operação Lava Jato sob a acusação de atrapalhar as investigações e de ter planejado uma rota de fuga para o ex-diretor da Petrobras Nestor Cerveró, também preso pela mesma operação, acusado de corrupção. O documento argumenta que Delcídio quebrou o decoro parlamentar.

Ex-chefe do DOI-Codi é denunciado
O ex-chefe do DOI-Codi em São Paulo Audir Santos Maciel foi denunciado pelo Ministério Público Federal pela suspeita de homicídio e ocultação do cadáver do militante político José Montenegro de Lima durante a ditadura militar. O DOI-Codi foi um dos principais centros de tortura e repressão aos adversários do regime. Segundo a Procuradoria, o militante do PCB - conhecido como Magrão - foi assassinado em 29 de setembro de 1975 com uma injeção usada em sacrifícios de cavalos e teve seu corpo atirado no Rio Novo, em Avaré (SP). O corpo nunca foi encontrado. Ainda de acordo com a denúncia, Magrão havia recebido US$ 60 mil para montar a estrutura para a produção do jornal "Voz Operária", do Partido Comunista Brasileiro. Ao saber dos recursos, diz a Procuradoria, uma equipe do DOI-Codi prendeu o militante, o matou e, depois, foi à casa dele para pegar o dinheiro, que, afirma, foi dividido entre a cúpula do órgão repressivo.

Cade investiga 21 empresas por cartel na Petrobras
O Conselho Administrativo de Defesa Econômica (Cade) instaurou ontem processo administrativo para apurar se 21 empresas e, pelo menos, 59 pessoas teriam atuado para formação cartel em desvios da Petrobras. O chamado "clube das empreiteiras", que foi desvendado pela Polícia Federal na Operação Lava Jato, teria operado em contratos da estatal que somam R$ 35 bilhões. São apuradas licitações públicas para contratação de serviços de engenharia, construção e montagem industrial onshore conduzidas pela Petrobras. Entre as construtoras investigadas estão as construtoras Odebrecht, Andrade Gutierrez, Camargo Corrêa, entre outras. Também será alvo do processo do Cade o dono da UTC, Ricardo Pessoa, que se tornou delator do esquema de corrupção da Petrobras, e o ex-vice-presidente da Camargo Corrêa Eduardo Leite.

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