Posse e prestação de contas
O prefeito eleito de Rolândia, Luiz Francisconi (PSDB), toma posse depois de amanhã, às 19h. Quem passa o cargo é seu adversário nas urnas, José de Paula Martins (PSD) que assumiu a prefeitura interinamente em abril deste ano, após a cassação de Johnny Lehmann (PTB). José de Paula, que declarou apoio a Francisconi no dia em que foi derrotado nas urnas e atribuiu a derrota ao pouco tempo que teve no Executivo para implantar políticas próprias, fará uma prestação de contas na manhã do mesmo dia, às 10h, na sede da prefeitura.

Cidadão do Paraná
O arcebispo de Londrina, dom Orlando Brandes, vai receber o título de de Cidadão Honorário do Paraná. O projeto, de autoria do deputado estadual Cobra Repórter (PSC), foi aprovado na última quarta-feira da Assembleia Legislativa e agora segue para sanção do governador Beto Richa (PSDB). Dom Orlando foi nomeado arcebispo de Londrina no dia 23 de julho de 2006.

Moro mantém prisão de Bumlai
O juiz federal Sérgio Moro manteve ontem a prisão preventiva do pecuarista José Carlos Bumlai, investigado na Operação Lava Jato e acusado de contrair empréstimos em favor do PT. A defesa do empresário, denunciado à Justiça na semana passada, argumentou que Bumlai confessou parte dos crimes, e que, por isso, sua soltura não representaria risco à investigação. O pecuarista, amigo do ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva, admitiu que fez um empréstimo de R$ 12 milhões do banco Schahin, em 2004, para repassar o dinheiro aos diretórios do PT em Campinas e em Santo André.

Os motivos
Moro diz ser "louvável" a confissão parcial do acusado, mas argumenta que há indícios do seu envolvimento em outros fatos criminosos. Ele cita como exemplo as transferências de R$ 2 milhões das empresas de Bumlai à consultoria de Adir Assad (condenado na Lava Jato por lavagem de dinheiro) e os empréstimos "aparentemente injustificados" recebidos pelo empresário do BNDES. Também estão na lista a realização de saques "não usuais", segundo Moro, de R$ 1,6 milhão em espécie, e a suspeita de tráfico de influência de Bumlai em favor da OSX - conforme relato do lobista Fernando Soares, o Baiano, em sua delação. "Vários desses fatos demandam investigação aprofundada", escreve Moro. "Entretanto, eles indicam que o envolvimento do acusado em atividades criminais é muito mais amplo do que o aludido episódio do empréstimo."

Delcídio transferido
O senador e ex-líder do governo Delcídio do Amaral (PT-MS) foi transferido ontem da Superintendência da Polícia Federal de Brasília para o Batalhão de Trânsito da Polícia Militar, também na capital federal. O parlamentar foi transportado por agentes da PF e chegou ao à unidade da PM por volta das 10h3. A mudança ocorreu a pedido da defesa do petista. Delcídio está preso desde o último dia 25. O senador acabou detido depois que uma reunião entre ele e o filho do ex-diretor da Petrobras Nestor Cerveró foi gravada e entregue aos investigadores da Operação Lava Jato. Na ocasião, o parlamentar ofereceu ajuda financeira a Bernardo Cerveró, o filho de Nestor, e se propôs até a colaborar na elaboração de um plano de fuga para o ex-diretor da Petrobras, que também está preso e firmou acordo de delação premiada com o Ministério Público. Em seus depoimentos, Cerveró contou que, quando ocupava a cadeira na estatal, repassou propina a Delcídio do Amaral, assim como ao presidente do Senado, Renan Calheiros (PMDB-AL), e ao senador Jader Barbalho (PMDB-PA). Os parlamentares negam terem se beneficiado do esquema de corrupção na Petrobras.

Banqueiro deixa presídio de Bangu 8
O banqueiro André Esteves deixou às 19h35 de ontem o presídio de Bangu 8, na zona oeste do Rio. Da penitenciária, ele seguiu para a superintedência da Polícia Federal, no centro do Rio, onde assinará os documentos necessários para deixar o sistema carcerário. Da sede da PF, Esteves possivelmente deve ir para o aeroporto. Ficou acertado que ele ficará em sua residência em São Paulo, segundo a autorização concedida pela Justiça. Ele estava preso, em Bangu 8, desde 25 de novembro. Esteves era acusado de financiar a fuga de Nestor Cerveró, ex-diretor da Petrobras. O nome do banqueiro foi citado pelo senador Delcídio do Amaral (PT-MS) numa conversa gravada por Bernardo, filho de Nestor Cerveró, em um quarto de hotel em Brasília.

Cargos comissionados
O presidente da Câmara Municipal de Jaguariaíva, nos Campos Gerais, e a 1ª Promotoria de Justiça da comarca assinaram na quinta-feira termo de ajustamento de conduta (TAC) para regularização das funções gratificadas e cargos comissionados na casa legislativa. Com o documento, foi acordada a extinção dos cargos comissionados de diretor de gabinete da presidência e assessor parlamentar 2, com a exoneração dos ocupantes das funções até 17 de março de 2016. O TAC com o Ministério Público prevê também a apresentação de projeto de lei para extinguir os respectivos cargos até 20 de fevereiro de 2016, podendo ser realizado concurso público para o provimento de novos servidores para cargos efetivos realmente imprescindíveis ao desempenho dos serviços da Câmara de Vereadores.

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