INFORME FOLHA
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quarta-feira, 16 de dezembro de 2015
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Londrina ficou de fora
O prefeito de Londrina, Alexandre Kireeff (PSD), ficou de fora da audiência pública promovida pelo governo do Estado ontem, em Curitiba, para discutir implantação do trem pé-vermelho no Norte do Paraná. Participaram do encontro a
a vice-governadora Cida Borghetti e os secretários Eduardo Sciarra (Casa Civil), José Richa Filho (Infraestrutura e Logística) e Silvio Barros (Planejamento e Coordenação Geral), além de técnicos do Estado, da Ferroeste e da Agência Reguladora do Paraná (Agepar). Curiosamente, o prefeito de Maringá, Carlos Roberto Pupin (PP), participou da reunião que visava esclarecer dúvidas de empresas interessadas em participar do chamado Procedimento de Manifestação de Interesse (PMI) do trem de passageiros que ligará as regiões metropolitanas de Londrina e Maringá. Vale lembrar que Cida, mulher do deputado federal Ricardo Barros (PP), e Silvio Barros são maringaenses.
AL 'devolve' R$ 250 milhões
A Assembleia Legislativa (AL) do Paraná devolve hoje, às 11h30, em cerimônia no Palácio Iguaçu, R$ 250 milhões para o governo do Estado. Os recursos representam 37,7% do orçamento da Casa (que é de R$ 636,5 milhões). Segundo o presidente da AL, Ademar Traiano (PSDB), a devolução, que já se tornou tradição entre os chefes do poder, só foi possível graças a uma "rigorosa economia" de verbas e à "racionalização das despesas". "Utilizamos aquilo que foi necessário para bancar os custos administrativos, algumas ações que nós iniciamos de melhorias de obras da própria Casa e, enfim, houve uma sobra", comemorou.
Aumento no repasse
Conforme a legislação, a AL tem o direito de receber 3,1% das verbas do Executivo. Ou seja, como o orçamento do Estado aumenta a cada ano, o mesmo acontece com o parlamento. A regra também vale para o Tribunal de Justiça (TJ), que fica com 9,5% (R$ 1,95 milhões), com o Ministério Público (MP), agraciado com 4,1% (R$ 841,9 milhões) e com o Tribunal de Contas (TC), cujo repasse corresponde a 1,9% (R$ 390,1 milhões). Questionado pela FOLHA sobre a possibilidade de, ao invés de "devolver" o dinheiro, diminuir a porcentagem de destinação aos poderes, Traiano disse não querer "afrontar" aos demais. "Essa é uma decisão a ser tomada em conjunto, e não pelo presidente da Assembleia. A nossa missão nós estamos cumprindo. É um exemplo. Os demais poderiam andar no mesmo caminho."
Bumlai vira réu na Lava Jato
O juiz federal Sérgio Moro, da Operação Lava Jato, abriu ação penal contra o empresário e pecuarista José Carlos Bumlai, amigo do ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva, e outros 10 investigados. Bumlai é acusado de corrupção e gestão fraudulenta (Lei do Colarinho Branco). Ele é o principal protagonista do polêmico empréstimo de R$ 12 milhões tomado junto ao Banco Schahin, que teria como destinatário final o PT. Além do amigo de Lula, tornaram-se réus o clã Schahin - os irmãos Salim e Milton Schahin e Fernando Schahin -, o ex-tesoureiro do PT João Vaccari Neto, os ex-diretores da área Internacional da Petrobras Nestor Cerveró e Jorge Zelada, o ex-gerente executivo da estatal Eduardo Musa e o lobista Fernando Falcão Soares, o Fernando Baiano. Moro também recebeu a denúncia contra o filho e a nora de Bumlai, Maurício de Barros Bumlai e Cristiane Dodero Bumlai. Segundo a acusação do Ministério Público Federal, o Banco Schahin concedeu, em 14 de outubro de 2004, empréstimo de R$ 12.176.850,80 a Bumlai.
Brasil é o 7º país mais perigoso para jornalistas
Estudo da organização não governamental Press Emblem Campaign (PEC), entidade com sede em Genebra (Suíça), aponta que não houve evolução na proteção a jornalistas no ano de 2015 e que o Brasil continua sendo um dos países mais perigosos para os profissionais de imprensa, empatado com Índia, Sudão do Sul e Iêmen. De acordo com o levantamento, 128 jornalistas foram assassinados neste ano em 31 países. A ONG contabilizou sete assassinatos de profissionais de imprensa no Brasil neste ano, o que o coloca na sétima posição entre os mais perigosos para a profissão.
Média de sete mortes por ano
A ONG começou o balanço em 2006. Desde então, já contabilizou 1.177 jornalistas assassinados. Apenas nos últimos cinco anos, conta 35 mortes no Brasil - média de sete por ano. A lista de 2015 é liderada pela Síria pelo quinto ano consecutivo, com 11 jornalistas assassinados, e por México e Iraque (10 mortes). Com os ataques ao seminário "Charlie Hebdo", a França ocupa o terceiro lugar, com oito assassinatos, ao lado de Líbia e Filipinas. "2015 foi outro ano terrível para jornalistas. Começou com a matança no 'Charlie Hedbo' em Paris e a execução, pelo Estado Islâmico, do jornalista japonês Kenji Goto na Siria", disse o secretário-geral da PEC, Blaise Lempen.


