Em defesa do pai
A deputada estadual Maria Victoria (PP) defendeu ontem, em artigo publicado no "Blog do Ismael", a proposta de cortar R$ 10 bilhões do programa Bolsa Família, apresentada pelo seu pai, Ricardo Barros (PP), que apesar de aliado ao governador Beto Richa (PSDB) é vice-líder do governo Dilma Rousseff (PT) na Câmara. "É triste ver o governo federal dando o peixe, ao invés de ensinar a pescar, ainda mais para mim, totalmente favorável ao investimento em educação a longo prazo no Brasil, acreditando ser a única salvação para o futuro de uma geração mais preparada e digna de ser brasileira", escreveu. A parlamentar também chamou a iniciativa, criada em 2003 para atender famílias em situação de pobreza e extrema pobreza, de "assistencialista" e "populismo puro". Aos 23 anos, Maria Victoria cumpre seu primeiro mandato na Assembleia Legislativa (AL) e é pré-candidata a prefeita de Curitiba.

Samek segue em Itaipu
O diretor-geral brasileiro da Itaipu, Jorge Miguel Samek, afirmou ontem à FOLHA que trabalha com a expectativa de permanecer no cargo, para o qual foi nomeado há 13 anos, durante toda a sua vida. Recentemente, chegou-se a especular que o ex-ministro das Comunicações Paulo Bernardo seria escolhido pela presidente Dilma Rousseff (PT) para sucedê-lo na função. "Até fiz um placar. Já é a oitava vez que surge a questão de que estaria para haver substituição", brincou. Samek esteve na Assembleia Legislativa (AL) do Paraná, em Curitiba, para receber um diploma de Menção Honrosa, em reconhecimento pelo prêmio Water for Life (Água Fonte de Vida), concedido pela Organização das Nações Unidas (ONU- Água) à empresa.

Vaccari
Ele também comentou a passagem do ex-tesoureiro do PT João Vaccari Neto pelo Conselho de Administração da companhia. Acusado de envolvimento no esquema de desvio de dinheiro da Petrobras, o petista foi condenado a 15 anos e quatro meses de prisão. "Todo planejamento estratégico, a aprovação do orçamento e a prestação de contas passam pelo Conselho. Vaccari por anos ocupou essa função com toda a tranquilidade e, gradativamente, fomos batendo recordes de produção, ampliamos nossa missão e visão, passamos a produzir muito mais que só energia, e tivemos sempre o apoio do Conselho", disse. Samek reiterou ainda que seria "leviano" e "ingrato" se fizesse qualquer crítica ao ex-conselheiro. "No período em que ele atuou, teve total lisura. Já fizemos todas as avaliações que podiam ser feitas para verificar se houve algum tipo de comprometimento. E não. Nunca tivemos nenhum problema que não fosse a melhor prática administrativa".

Auxílios na AL
Os deputados estaduais aprovaram ontem, em primeiro turno, dois projetos da Mesa Executiva que reajustam os valores pagos a 94 servidores da Assembleia Legislativa (AL) a título de "auxílio-creche" e "auxílio-alimentação". O primeiro aumenta de R$ 268,67 para R$ 406,43, nos casos em que o benefício é usado para período parcial, e de R$ 413,80 para R$ 625,28 em se tratando de período integral. O impacto será de R$ 17.806,56 mensais a mais em 2015 e de R$ 19.587,56 em 2016 e 2017. Já o segundo prevê acréscimo de R$ 724,15 a R$ 769,15 por funcionário, com impacto de R$ 78,1 mil mensais este ano e R$ 85.948,10 no próximo. "Nós procuramos estabelecer uma regra que ficasse dentro dos parâmetros tanto do Tribunal de Contas (TC) como do Tribunal de Justiça (TJ)", argumentou o presidente da AL, Ademar Traiano (PSDB).

Relator do Orçamento reduz corte para MP em 2016
No relatório final do Orçamento de 2016, apresentado ontem, o relator Ricardo Barros (PP-PR) poupou o Ministério Público (MP) da tesourada nos recursos de custeio previstos para o ano que vem. Pelo texto, o corte sofrido pelo órgão corresponderá à metade daquele que será feito nos poderes Judiciário e Legislativo, para os quais foi definido um corte médio de 15%. "Já o Ministério Público da União, considerando o papel fundamental que tem desempenhado nos recentes escândalos de corrupção, teve cortes de apenas 7,5% das dotações para custeio, como forma de não prejudicar o andamento de seus trabalhos, especialmente no que diz respeito às atividades relacionadas à Operação Lava Jato", justificou Barros. O deputado faz parte da bancada do PP, partido com o maior número de membros envolvidos na Lava Jato, inclusive o presidente da sigla, senador Ciro Nogueira (PI). O relator não está entre os investigados.

Magistrados criticam cortes
Já a Associação Nacional dos Magistrados da Justiça do Trabalho(Anamatra) emitiu nota criticando o deputado Ricardo Barros que propôs no relatório do Orçamento da União o cancelamento de 50% das dotações para custeio e de 90% dos recursos destinados para investimentos no âmbito da Justiça do Trabalho. "Busca o relator geral do orçamento asfixiar o funcionamento desse ramo do Poder Judiciário, levando-o à inviabilidade material no exercício de 2016", diz a entidade, que conclama os parlamentares, membros da Comissão Mista de Orçamento (CMO), a corrigirem o corte sugerido por Barros.

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