INFORME FOLHA
PUBLICAÇÃO
sábado, 05 de dezembro de 2015
Equipe da Folha com agências <br> [email protected] 
Lava Jato tem nova força-tarefa
O Conselho Superior do Ministério Público Federal (CSMPF) instituiu ontem uma força-tarefa para atuar na Lava Jato no Superior Tribunal de Justiça (STJ). O procurador-geral da República, Rodrigo Janot, que preside o Conselho, e os demais integrantes acolheram a proposta da Câmara de Combate à Corrupção (5ª CCR) do MPF. Integrarão o colegiado os subprocuradores-gerais da República Francisco de Assis Vieira Sanseverino, Áurea Maria Etelvina Pierre, José Adonis Callou de Araújo Sá, Maria Hilda Masiaj Pinto e Mário José Gisi.
Terceiro grupo
Esse é o terceiro grupo do MPF destinado a investigar o caso. A força-tarefa de procuradores da República que atua na primeira instância da Justiça Federal do Paraná, composta por doze integrantes, foi designada em abril de 2014 pelo procurador-geral. E, para auxiliar o procurador-geral da República nos feitos da Lava Jato relacionados ao Supremo Tribunal Federal, foi instituído, em janeiro deste ano um grupo de trabalho formado por membros do MPF e Ministério Público do Distrito Federal e Territórios (MPDFT).
Saia-justa
A secretária de Estado do Trabalho e Desenvolvimento Social, Fernanda Richa, passou por uma saia-justa na noite de anteontem, durante a abertura da "IV Conferência Estadual de Políticas para Mulheres do Paraná". Ao chegar no Estação Convention Center, em Curitiba, onde ocorre o evento, ela recebeu vaias de manifestantes, que pediam mais políticas públicas para o setor. A principal crítica era em relação ao baixo número de delegacias especializadas existentes no Estado 17 para atender a 399 municípios.
Protesto
"Quem matou Rachel? Quem matou Tayná? O movimento feminista quer Justiça já", gritavam as presentes. Os assassinatos de Tayná Adriane da Silva, em 2013, aos 14 anos, e de Rachel Genofre, em 2008, aos nove, permanecem sem solução. Fernanda precisou esperar os ânimos se acalmarem para iniciar sua fala. Ela fez um balanço do que chamou de principais avanços conquistados pelas mulheres na atual gestão. "O primeiro deles, e talvez o mais importante, foi a criação do Conselho Estadual dos Direitos da Mulher, que representou uma conquista do movimento social", afirmou. Mais de 500 pessoas, entre representantes do governo e da sociedade civil, participam do encontro, que termina hoje.
PT suspende Delcídio por 60 dias
O senador Delcídio Amaral (PT-MS), preso por decisão do Supremo Tribunal Federal por suspeita de tentar prejudicar o andamento da Operação Lava Jato, foi suspenso do partido por 60 dias, segundo o presidente nacional da sigla, Rui Falcão. O dirigente afirmou que as atitudes do parlamentar "são passíveis de expulsão", mas que essa medida só pode ser tomada pelo diretório nacional do PT.
Os integrantes da Executiva Nacional do PT se reuniram na tarde de ontem para discutir a situação de Delcídio e o recém-aceito pedido de impeachment da presidente Dilma Rousseff.
Aliado de Temer deixa ministério
Um dos principais aliados do vice-presidente Michel Temer, o ministro Eliseu Padilha (Aviação Civil) vai deixar o governo. O peemedebista tentou entregar sua carta de demissão ao ministro Jaques Wagner (Casa Civil) na noite de quinta-feira, mas, segundo aliados, Padilha não foi nem mesmo recebido pelo braço direito da presidente Dilma Rousseff. Padilha teria protocolado a carta de demissão no Palácio do Planalto - amigos do ministro dizem que a decisão é irrevogável. De acordo com aliados do ministro da Aviação Civil, o motivo oficial para a demissão foi uma nomeação da Agência Nacional de Aviação Civil. Padilha queria indicar um aliado mas, depois de fazê-lo, viu a Casa Civil revogar a nomeação após reclamações. Padilha é o primeiro aliado de Temer a deixar o governo após a abertura do processo de impeachment de Dilma Rousseff.
CPI do Carf cita grandes empresas
A CPI no Senado que investigou esquema de corrupção no Conselho Administrativo de Recursos Fiscais (Carf) aprovou relatório final em que cita irregularidades no julgamento de mais de 70 processos pelo órgão, envolvendo 73 empresas e pessoas físicas, como bancos, montadoras e siderúrgicas. Entre as companhias, foram citadas Santander, Bradesco, Gerdau e MMC Automotores, fabricante da Mitsubishi no País. Os processos alvos das irregularidades são bilionários - no caso do Santander, por exemplo, são duas ações de R$ 3,64 bilhões cada. O relatório contribuiu para queda das ações de algumas dessas empresas na Bolsa de Valores, no pregão desta sexta-feira. As ações Gerdau PN caíram 9,63% e as Metalúrgica Gerdau recuaram 8,95%. Também citado no documento, Bradesco viu suas ações ordinárias cederem 2,91% e preferenciais cederem 1,37%. Já as units do Santander recuaram 0,77%.


