De novo em Foz do Iguaçu
O empresário Luiz Abi Antoun, parente distante do governador Beto Richa (PSDB), vai novamente a Foz do Iguaçu (Oeste). Conforme pedido feito por seus advogados ao juiz da 3ª Vara Criminal, Juliano Nanuncio, Abi passará o final de semana em companhia da família no Oeste paranaense e não descarta a possibilidade de cruzar a fronteira para passear no Paraguai ou na Argentina, "deslocamento que é comum àqueles que visitam referida localidade". Em outubro, o empresário já havia feito pedido semelhante - também para viagem de lazer a Foz. A autorização judicial é necessária porque Abi - réu nos processos das operações Publicano e Voldemort - tem contra ele medidas restritivas alternativas à prisão.

Adjetivos
Em semana de temporais na política nacional, faltaram explicações objetivas e sobraram adjetivos. No mesmo dia em que o senador Delcídio Amaral (PT-MS) foi preso, o presidente da Casa, Renam Calheiros (PMDB-AL), se referiu à nota do Partido dos Trabalhadores considerando-a "covarde e oportunista", por tentar distanciar a sigla das ações do ex-líder do governo. No dia seguinte, foi a vez do ex-presidente Lula exclamar o espanto com as artimanhas reveladas sobre Delcídio: "Coisa de imbecil".

Silêncio
Procurados pela reportagem da FOLHA, Roberto Requião (PMDB) e Gleisi Hoffmann (PT), os dois senadores do Paraná presentes à sessão que decidiu pela manutenção da prisão de Delcídio Amaral, não retornaram os pedidos de entrevista. O peemedebista votou em favor da decisão do Supremo Tribunal Federal (STF) e a petista votou contra.

Advogado suspenso peal OAB
O presidente da OAB do Rio de Janeiro, Felipe Santa Cruz, suspendeu preventivamente a inscrição do advogado Edson Ribeiro, flagrado planejando a fuga do seu cliente, o ex-diretor da Petrobras, Nestor Cerveró. A suspensão foi saudada pelo presidente nacional da OAB, Marcus Vinicius Furtado Coêlho. "A defesa da ética na profissão é fundamental para a valorização da classe."

Bumlai segue preso
O desembargador federal João Pedro Gebran Neto, do Tribunal Regional Federal da 4ª Região (TRF4), negou ontem o pedido de habeas corpus impetrado pela defesa do empresário José Carlos Bumlai, preso no último dia 24, durante a 21ª fase da Operação Lava Jato. A defesa argumentou, entre outros, que Bumlai colocou-se à disposição das autoridades para elucidar quaisquer fatos, que não haveria risco de reiteração delitiva nem indicativos de que estaria ocorrendo obstrução à coleta de provas e que a decisão baseou-se em informação duvidosa prestada pelo delator Salim Schahin. Para o desembargador, "transparece a gravidade concreta dos crimes investigados e os efetivos riscos à investigação e à instrução penal", além da "sua proximidade com figuras exponenciais da política nacional". Bumlai é apontado como muito próximo do ex-presidente Lula.

Rio Branco do Ivaí
O prefeito de Rio Branco do Ivaí (Norte), Rui Manoel Lopes Louro (2009-2012), foi punido por "falhas graves" na gestão de combustíveis e "tentativa de fraude no envio das informações obrigatórias sobre esse tipo de despesa ao Tribunal de Contas (TC) do Paraná". O ex-gestor terá que devolver R$ 102.517,88 gastos indevidamente e pagar duas multas, que somam R$ 11.702,76. Segundo a assessoria de imprensa do TC, cabe recurso da decisão. Conforme o TC, o ex-prefeito não se manifestou nas oportunidades de defesa concedidas no processo.

Delcídio interessado no Estado Islâmico
Preso há três dias, o senador Delcídio do Amaral (PT-MS) pediu ontem que levassem a ele um Big Mac com Coca-Cola Zero. Pela manhã, ele ganhou um bolo caseiro e uma garrafa térmica de café com leite. O senador tem rejeitado a comida oferecida pela Polícia Federal por restrições alimentares. Ele toma remédios controlados para diabetes e para a digestão. Interessado por história, o petista está lendo o livro "A origem do Estado Islâmico", de Patrick Cockburn, que mostra a conjuntura em que surgiu o grupo terrorista e, segundo pessoas próximas a ele, não quis ler jornais. O senador também recebeu uma Bíblia nessa sexta de sua esposa, Maika Amaral, que o visitou pela manhã. Por ter foro privilegiado, o senador está preso em uma sala administrativa adaptada às pressas para recebê-lo na sede da Superintendência da Polícia Federal do Distrito Federal, em Brasília. A sala é vigiada por dois policiais federais e conta com banheiro e uma cama de solteiro.

13º para vereadores custaria R$ 20 milhões
O Tribunal de Contas do Estado (TC) se manifestou ontem contrário ao pagamento do 13º salário a vereadores. De acordo com o TC, o mérito da questão não foi ainda julgado na Casa porque o tema deverá ser analisado pelo Supremo Tribunal Federal. O relator desse processo no STF é o ministro Marco Aurélio Mello. Legalmente, vereador é considerado agente político. Se fosse pago 13º aos vereadores de Curitiba este ano, como eles pretendem, a medida teria um impacto de aproximadamente R$ 625 mil no orçamento da capital. Pelos cálculos do TC, se todas as outras 398 câmaras municipais do Paraná fossem pagar, por extensão, o mesmo benefício aos vereadores, o custo anual seria de R$ 19,55 milhões nos orçamentos municipais.

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