Camisa do LEC
Antes de se reunir, reservadamente, com o prefeito Alexandre Kireeff (PSD), o governador Beto Richa (PSDB) ganhou de presente do gestor do Londrina Esporte Clube (LEC), Sergio Maluceli, e do presidente do clube, Fernando Prochet, uma camisa do Tubarão, que acabou de conquistar o acesso à Série B do Campeonato Brasileiro. A cúpula do time recepcionou o tucano no gabinete do prefeito.

Otimismo
Durante entrevista coletiva, o governador Beto Richa (PSDB) comparou a economia do Paraná com a de outros estados e garantiu que 2016 será positivo. "Conforme o orçamento que temos, para o ano que vem haverá investimentos de mais de R$ 6,8 bilhões, isso é mais do que os 4 anos anteriores juntos."

Hauly decide
Em relação à sucessão municipal no ano que vem, Beto admitiu a "boa relação com o Alexandre (Kireeff)", mas se esquivou quando questionado sobre o rumo do PSDB. "O diretório da cidade é que vai decidir e a principal liderança aqui é o deputado Luiz Carlos Hauly. O que Londrina decidir, nós vamos respeitar." Em 2012, os tucanos estiveram na chapa de Marcelo Belinati (PP), que acabou derrotado na eleição para a prefeitura.

É o jogo político
A presença de parentes de detentos da Penitenciária Estadual de Londrina 2 (PEL 2) na Câmara Municipal de Londrina (CML) para cobrar providências após a rebelião de outubro, incomodou o vereador Gustavo Richa (PHS), primo do governador Beto Richa (PSDB). Devido ao parentesco, as mulheres foram incitadas a cobrar do vereador demandas que, no fim das contas, não são dele. A reclamação do parlamentar, entretanto, foi de ter sido chamado de "vagabundo". O sobrenome de Gustavo acaba trazendo vantagens e desvantagens, ao ligar o vereador ao governador tanto nas situações boas quanto nas ruins, mas faz parte do jogo político estar preparado para lidar com as críticas.

Fim do imbróglio
A Câmara Municipal de Londrina (CML) aprovou ontem, em redação final, a proposta do Executivo de receber 20 lotes no bairro Nova Esperança em contrapartida por uma rua entregue sem infraestrutura pela Loteadora Ferrari e depois transferir os terrenos para a Companhia de Habitação (Cohab) de Londrina. O texto, que recebeu quatro emendas, passou com apenas uma modificação. O vereador Mario Takahashi (PV) desistiu de suas duas sugestões que já haviam sido arquivadas pela Comissão de Justiça e Redação, mas o plenário rejeitou proposta de Lenir de Assis (PT) e Amauri Cardoso (PSDB) que dava permissão ao Executivo para vender os lotes ou usá-los para instalar equipamentos públicos.

Livre de chateação
A emenda, que precisava da aprovação de dois terços dos presentes, teve onze votos favoráveis e oito contrários. A rejeição de uma alteração que parecia inofensiva, já que apenas autorizava – e não obrigava – o Executivo a usar parte dos lotes para equipamentos públicos, se considerasse necessário, evita possível dor de cabeça o Executivo. Pela redação, os terrenos só podem ser vendidos por licitação. O texto agora segue para sanção.

Comissão Processante em Cornélio Procópio
A Câmara de Vereadores de Cornélio Procópio (Norte Pioneiro) abriu, por unanimidade, mais uma Comissão Processante (CP) contra o prefeito Fred Alves (PSC). A investigação se refere a possíveis irregularidades envolvendo a contratação de um palco para ser utilizado na Festa do Trabalhador. Por sorteio, vão compor a CP os vereadores Rafael Haddad (presidente), Luiz Carlos Amâncio (relator) e Edson Ducci (membro). O grupo tem até 90 dias para concluir seus trabalhos.

Pressão
Já está em andamento na Câmara de Cornélio Procópio uma CP que apura supostas ilegalidades na compra de caixas de isopor. O prefeito Fred Alves não atendeu o celular ontem, mas em recente entrevista à FOLHA, alegou estar sendo vítima de um julgamento político e não técnico, uma vez que a maioria dos vereadores pertence a grupos adversários. "Não é o prefeito quem decide diretamente sobre a compra de caixas de isopor ou sobre os detalhes de uma festa, eu preciso delegar essas funções menores", disse.

PF indicia 19 por 'venda' de MPs
A Polícia Federal (PF) indiciou ontem 19 pessoas no inquérito que investigou a suspeita de "compra" de medidas provisórias (MPs) em benefício do setor automotivo, incluindo a ex-secretária de Comércio Exterior do Ministério do Desenvolvimento, Indústria e Comércio e da Receita Federal, Lytha Spíndola, e o ex-diretor de comunicação do Senado Fernando Cesar Mesquita por suposta corrupção passiva. Também foram indiciados representantes das empresas Caoa, da montadora Hyundai, e MMC, da Mitsubishi, por suspeita de corrupção ativa. O indiciamento da PF não significa culpa formada, mas sim que a polícia encontrou indícios suficientes para atribuir a uma pessoa a autoria de um crime. As conclusões da PF serão agora analisadas pelo Ministério Público Federal, que tem a atribuição de apresentar ou não denúncia ao Judiciário.

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