"Sabe que o nosso esporte preferido é combater sem-terra. Temos uma ligação familiar constante e frequentes com esses movimentos"



'Esporte preferido'
Em meio a um debate acalorado dos deputados da base governista apoiando o cumprimento da reintegração de posse da área de reflorestamento ocupada por integrantes do Movimento dos Trabalhadores Sem Terra (MST), o deputado Pedro Lupion (DEM) deixou mais do que clara sua posição sobre a questão ao interromper o discurso do vice-líder do governo Hussein Bakri (PSC), ontem, durante a sessão da Assembleia Legislativa (AL). "Falo isso com conhecimento de causa, vossa excelência sabe da minha história e da história da minha família. Sabe que o nosso esporte preferido é combater sem-terra. Temos uma ligação familiar constante e frequentes com esses movimentos", disse o parlamentar. "O que acontece na Araupel é movimento político bárbaro e massa de manobra de um partido político querendo desestabilizar o Estado", completou Lupion.

Toma lá...
Ao se pronunciar ontem, durante a discussão de seu projeto que revogou o título de cidadão honorário de José Dirceu na sessão da Assembleia Legislativa (AL), o deputado Felipe Francischini (Solidariedade) aproveitou a oportunidade para ironizar o Partido dos Trabalhadores (PT), do qual o ex-ministro ainda é filiado, mas acabou "cutucando a onça com vara curta". O parlamentar afirmou que chegou a ser "acusado" de fazer uma perseguição pessoal ao propor a revogação do título. "O plenário está muito quieto, principalmente o partido do senhor José Dirceu, a oposição aqui na AL", disse.

...dá cá
Logo em seguida, ao ocupar a tribuna, o petista Tadeu Veneri respondeu às indiretas de Francischini. "Nunca cobrei do deputado o seu silêncio do dia 29 de abril, quando seu pai comandou uma operação que massacrou centenas de professores, porque acho que não é correto", afirmou. Detalhe: o pai de Felipe, deputado federal Fernando Francischini (Solidariedade) estava ontem na AL para acompanhar a votação do projeto do filho.

Justiça bloqueia bens de vereadores
Atendendo pedido liminar do Ministério Público (MP), a Vara Cível de Ibiporã determinou a indisponibilidade dos bens dos nove vereadores da Câmara Municipal de Jataizinho (Região Metropolitana de Londrina). Segundo investigações, eles teriam recebido dos cofres públicos valores referentes a várias sessões legislativas nas quais não estariam presentes, nem justificaram as faltas. "Na sessão realizada na Câmara em 10 de junho de 2013, por exemplo, nenhum dos vereadores compareceu ao ato ou justificou ausência, mas as faltas não foram descontadas de seus subsídios", diz o MP.

Vereadores recorrem
O presidente da Câmara de Jataizinho, Adilson Gonçalves, afirmou que ainda não foi notificado, "mas alguns vereadores já foram citados sobre o bloqueio e estão recorrendo". "Não houve irregularidades", disse ele.

Contas reprovadas
A Câmara de Pitangueiras (Região Metropolitana de Londrina) reprovou as contas do Executivo, referentes ao ano de 2012, sob a responsabilidade do ex-prefeito Cristovón Ripol. A rejeição pelo Legislativo gera inelegibilidade de 8 anos, embora caiba recurso. Segundo o relatório aprovado na Câmara, as contas "demonstram resultado financeiro deficitário em expressão relevante, apresentando irregularidades materiais insanáveis". A reportagem não conseguiu contato com o ex-prefeito nem com o presidente da Casa, Ocimar Sabec (PP).

Projeto arquivado
A Comissão de Justiça e Comissão da Câmara Municipal de Londrina (CML) arquivou ontem projeto de lei (PL) de Roberto Fu (PDT) que propõe o ensino de noções de Direito nas escolas públicas municipais. Segundo o relator, Amauri Cardoso (PSDB), a proposta é inconstitucional porque só poderia partir do Executivo. Apesar do voto contrário, que foi seguido pelos outros membros, o tucano sugeriu que a proposta seja encaminhada ao prefeito Alexandre Kireeff (PSD), para que encaminhe texto semelhante, eliminando o vício de iniciativa. O autor ainda pode entrar com recurso para que o plenário da Casa decida se, apesar da manifestação da comissão, o PL siga em tramitação.

Formalizado
A Comissão de Justiça deu parecer favorável ontem pela manutenção do veto parcial do prefeito Alexandre Kireeff (PSD) que barra a concessão da licença-prêmio proporcional para comissionados. A manutenção, entretanto, é mera formalização, já que o veto foi solicitado pelo presidente do Legislativo, Professor Fabinho (PPS). O pedido foi feito depois que o diretor da Câmara, Ronan Botelho, percebeu que a concessão do benefício aos cargos de confiança, hoje não contemplados, levaria a um rombo de mais de R$ 1 milhão no fim da gestão.

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