A transferência de Kireeff
Sem o prefeito Alexandre Kireeff (PSD) na disputa pela reeleição, a maior parte do eleitorado dele (23,9%) migraria para o deputado federal Luiz Carlos Hauly (PSDB). O curioso é que o segundo beneficiado seria o deputado federal Marcelo Belinati (PP), o principal adversário político de Kireeff, que receberia 17,5% dos votos. Os dados estão na pesquisa do Instituto Multicultural, divulgada ontem pela FOLHA e Rádio Paiquerê AM. Os tucanos de Londrina somente pensam em candidatura própria se o prefeito confirmar oficialmente que não entrará na campanha.

Sobras
Na transferência de votos, sobraria 2,8% para o chefe de Gabinete, Márcio Stamm (PMDB); 1,5% para o presidente da Sercomtel Christian Schneider (PSD). Somando os brancos, nulos e os eleitores de Kireeff que não souberam responder sobre a migração do voto, o índice chega a 51%.

Mudança de jogo
Diferente da campanha de 2012, quando foi eleito em chapa puro-sangue, Alexandre Kireeff teria em 2016 uma aliança significativa, caso decida concorrer. Algumas siglas que estiveram na coligação encabeçada por Marcelo e que até lançaram candidato estão dispostas a compor chapa com o atual prefeito. Entram nessa lista PSDB, PTB, PPS e PMDB.

Paella x Bolsa Família
Relator do Orçamento da União de 2016, o deputado paranaense Ricardo Barros (PP), que defende o corte de R$ 10 bilhões do programa Bolsa Família, comemora aniversário nesta sexta-feira na cidade natal, Maringá. No evento festivo, que se realiza pela 26ª vez, deverão estar presentes mais de 1,2 mil pessoas, segundo a assessoria do deputado. No cardápio, nada de arroz com feijão: os convivas se refestelarão com paella valenciana. A receita leva no preparo camarões, lula, polvo e mexilhões, alimentos cada vez mais distante da mesa dos beneficiados pelo programa social do governo federal.

Beto tem 72 horas para explicar propaganda
O juiz Mário Dittrich Bilieri, da 5ª Vara da Fazenda Pública de Curitiba, deu prazo de 72 horas para que o governador Beto Richa (PSDB) se manifeste na ação popular protocolada pela bancada de oposição da Assembleia Legislativa (AL) que acusa o tucano de mentir em propagandas institucionais. Em propaganda veiculada na televisão, rádio e internet, o governo informou que "10 mil novos policiais foram contratados" entre 2011 e 2014. Entretanto, relatório da Secretaria de Segurança Pública (Sesp) sobre a movimentação de pessoal no quadriênio obtido pelo deputado Nereu Moura (PMDB) mostra que foram contratados 7.033 policiais, sendo que o aumento real do efetivo foi de 3.439 homens e mulheres considerando que 3.594 policiais deixaram as corporações.

Devolução dos gastos
A oposição sustenta que a propaganda enganosa viola os princípios da legalidade, moralidade e publicidade e pede que os gastos realizados com o anúncio sejam devolvidos ao erário. Os deputados ainda pedem que o governador e os secretários de Segurança Pública e Comunicação do Paraná, Wagner Mesquita e Paulino Viapiana, devolvam ao erário os gastos realizados com a publicidade e que o Ministério Público investigue o caso, tendo em vista indícios de prática de improbidade administrativa.

Veto ao reajuste de aposentados
A Câmara dos Deputados manteve na última quarta-feira o veto ao reajuste dos benefícios de aposentados e pensionistas do INSS pelo mesmo percentual aplicado ao salário mínimo. Foram 211 votos contrários ao veto e 160 a favor. Para que o veto fosse derrubado seriam necessários 257 votos. Como o veto foi mantido pelos deputados, não houve necessidade de votação entre os senadores.

Como votaram os paranaenses
Entre os parlamentares paranaenses aqueles que votaram a favor do veto presidencial foram: Assis do Couto (PT); Dilceu Sperafico (PP); Enio Verri (PT); Evandro Roman (PSD); Giacobo (PR); João Arruda (PMDB); Nelson Meurer (PP); Osmar Serraglio (PMDB); Ricardo Barros (PP); Sergio Souza (PMDB); Toninho Wandscheer (PMB) e Zeca Dirceu (PT). Os que votaram contra o veto foram: Alex Canziani (PTB); Alfredo Kaefer (PSDB); Aliel Machado (REDE); Christiane de Souza Yared (PTN); Diego Garcia (PHS); Edmar Arruda (PSC); Fernando Francischini (Solidariedade); Leopoldo Meyer (PSB); Luiz Carlos Hauly (PSDB); Marcelo Belinati (PP); Valdir Rossoni (PSDB); Rubens Bueno (PPS); Sandro Alex (PPS) e Takayama (PSC). Os deputados Hermes Parcianello (PMDB) e Leandre (PV). Luciano Ducci (PSB) e Luiz Nishimori (PR) não participaram da votação.

Sem voto impresso em 2016
O presidente do Tribunal Superior Eleitoral (TSE), ministro José Antonio Dias Toffoli, disse ontem que não será possível a impressão do voto pelas urnas eletrônicas nas eleições de 2016. O veto presidencial à medida foi derrubado na quarta-feira pelo Congresso. "Daremos um passo atrás na cultura política brasileira", criticou Toffoli, que classificou o voto impresso como "absolutamente desnecessário" e lembrou que no passado havia fraude nas contagens manuais. De acordo com o presidente do TSE, não será tecnicamente possível a impressão do voto já nas eleições do ano que vem. A estimativa é de que a impressão custe R$ 1,8 bilhão e seja feita em 2018.

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