INFORME FOLHA
PUBLICAÇÃO
sexta-feira, 30 de outubro de 2015
Equipe da Folha com agências <br> [email protected] 
Postos distantes
O vereador de Londrina Roberto Fu (PDT) retirou seu projeto de lei que extingue a distância mínima entre postos de combustíveis dentro do perímetro urbano. Ele não tinha votos suficientes para aprovar a proposta. Atualmente, o Código de Posturas do Município estipula que estabelecimentos do gênero devem ficar a 1,5 mil metros de distância na zona urbana e a 10 mil metros fora dela. A redação atual delegaria ao Instituto de Pesquisas e Planejamento Urbano de Londrina (Ippul) e ao Corpo de Bombeiros a responsabilidade de definir a distância mínima. Fu argumenta, entre outras coisas, que seu PL aumentaria a concorrência e derrubaria preços, mas outros parlamentares acreditam que o combate aos abusos deve partir de outros órgãos e a proposta merece mais debate.
Casas populares
A Câmara Municipal de Londrina aprovou ontem, em primeira discussão, a ampliação do perímetro urbano dos distritos de São Luiz e Lerroville. A medida é necessária para a construção de moradias em convênio com o programa Minha Casa, Minha Vida.
Presidente da Odebrecht será interrogado
O presidente da maior empreiteira do País, Marcelo Bahia Odebrecht, que está preso no Complexo Médico-Penal (CMP) em Pinhais (Região Metropolitana de Curitiba) será interrogado hoje no processo decorrente da Operação Lava Jato que tramita na 13ª Vara Federal Criminal de Curitiba, sob responsabilidade do juiz Sérgio Moro. Além dele também serão ouvidos os executivos Marcio Faria da Silva e Rogério Santos de Araújo. Marcelo é acusado dos crimes de corrupção, lavagem de dinheiro e organização criminosa por envolvimento no esquema de pagamento de propinas instalado na Petrobras entre 2004 e 2014. Ontem foram interrogados os executivos Alexandrino Alencar, César Ramos Rocha e Paulo Boghossian. Nesta sexta-feira também acontecem os interrogatórios da ação penal em que o ex-diretor da Área Internacional da Petrobras, Jorge Luiz Zelada é réu. Também serão ouvidos Eduardo Costa Vaz Musa (ex-gerente da Área Internacional da estatal), João Augusto Rezende Henriques (lobista ligado ao PMDB) e Hamylton Pinheiro Padilha Júnior (um dos delatores da Lava Jato).
Beto e a educação
No mesmo dia em que educadores paranaenses saíram às ruas para relembrar os seis meses do chamado "Massacre do Centro Cívico", o governador Beto Richa (PSDB) participou, em Faxinal do Céu (Sudeste), do seminário "A Escola que Temos e a Escola que Queremos: Rumo à Base Nacional Comum Curricular". Em sua conta na rede social Facebook, ele afirmou que pretende "intensificar o diálogo para avançar ainda mais na educação". "Queremos caminhar juntos para termos um êxito maior", escreveu. O evento em Faxinal reuniu, segundo o próprio tucano, mais de 600 profissionais, pais e alunos. "Reafirmei meu compromisso de priorizar os investimentos em educação e valorizar os profissionais da área", postou.
Manifestações
Alheios à realização do seminário, professores, estudantes e membros da comunidade escolar realizaram uma série de atos pelo Estado. Além do 29 de abril, dia em que a Polícia Militar (PM) reprimiu com violência a manifestação contra a reforma na ParanaPrevidência, deixando mais de 200 feridos, eles criticaram o possível fechamento de 71 escolas da rede estadual e a tramitação do projeto de lei 748/2015, apelidado de PL da Mordaça, por proibir a "doutrinação política e ideológica" em sala de aula.
Políticos de papelão
Em Curitiba, os educadores foram até a Boca Maldita, no centro, munidos de faixas, apitos e de lenços pretos amarrados na boca. A manifestação contou com bonecos customizados de papelão do governador e do presidente da Assembleia Legislativa (AL), Ademar Traiano. Ao lado do primeiro, foram fixados bilhetes como "Partiu Paris", "Beto Bomba" e "Dias melhores virão". Já o chefe do Legislativo foi representado por um balãozinho com os dizeres: "Vamos continuar. As bombas estão lá fora". Quando ocorreu a ocupação da Praça Nossa Senhora de Salete por servidores, há seis meses, Traiano decidiu não interromper a sessão plenária.
Quebra de sigilos de advogados
O ministro Teori Zavascki, do Supremo Tribunal Federal (STF), autorizou a quebra dos sigilos fiscal e bancário de dois escritórios de advocacia que, juntos, fazem a defesa de sete políticos investigados na Operação Lava Jato. O STF pediu ao Banco Central e à Receita Federal dados de 2010 e 2011 referentes a Fernando Neves, do escritório Lacombe e Neves da Silva Advogados Associados. O advogado faz a defesa do senador Fernando Collor (PTB-AL), denunciado no STF como beneficiário de esquema de corrupção na Petrobras. Também foram solicitados dados de Michel Saliba, que defende outros seis políticos no caso.
Protestos em Bandeirantes
Sob protestos de eleitores na Câmara, os vereadores de Bandeirantes (Norte Pioneiro) mantiveram o subsídio para a próxima legislatura em R$ 5.337,87. Um grupo de aproximadamente 150 pessoas cobrava a redução do salário e depois de muitos discursos inflamados no plenário, foram 8 votos a 4 pela manutenção do valor. De acordo com a presidente da Casa, Sonia Regina Zambone (PT), "em um universo de 25 mil eleitores, não me parece que tenha ocorrido aqui grande representatividade". A petista, que está no quarto mandato, disse que apresentou projeto propondo a redução de 13 para 9 cadeiras, mas foi vencida.


