Arrancou
Finalmente, o projeto de lei do prefeito Alexandre Kireeff (PSD) que permite a instituição de cobrança diferenciada da tarifa do transporte coletivo urbano fora dos horários de pico passou ontem, em segunda votação, na Câmara Municipal de Londrina (CML). A proposta permitirá desconto de até 10% no valor da passagem, de acordo com estudos da Companhia Municipal de Trânsito e Urbanização (CMTU). O percentual será estipulado por meio de decreto e estará sujeito a alteração a qualquer momento. O texto ainda precisa passar por redação final, por receber duas emendas, antes de ir a sanção. A previsão é que seja adotado em janeiro de 2016.

Migração de passageiros
A expectativa da administração municipal com a tarifa diferenciada é que haja migração de passageiros dos períodos mais lotados para outros com menor fluxo de passageiros, reduzindo a necessidade de carros especiais em determinadas faixas horárias e aproveitando os veículos que andam mais vazios em outras. As empresas que exploram o serviço temem haver prejuízos, mas a CMTU nega. Além disso, a companhia e o Executivo garantem que, se houver impacto na tarifa, a cobrança diferenciada será eliminada.

Trabalhos velozes
A sessão da CML, aliás, foi bastante rápida na tarde de ontem. Depois de atender os pedidos dos parentes de detentos da Penitenciária Estadual de Londrina 2 (PEL 2), os parlamentares esgotaram a pauta de ordem do dia antes das 15h30. Em seguida, uma comissão seguiu para a unidade prisional para acompanhar os desdobramentos.

Menos horas extras
A Secretaria Municipal de Obras e Pavimentação de Londrina determinou a todas as diretorias da pasta que reexaminem as horas extras feitas por seus funcionários e que estipulem o teto de R$ 50 mensais. Também será necessária autorização prévia para o cumprimento da jornada extra e os casos excepcionais terão de ser submetidos à aprovação do secretário Walmir Matos.

Festa da criança
Em ofício encaminhado ao corpo clínico do Hospital São Rafael, o presidente da Câmara de Vereadores de Rolândia (Região Metropolitana de Londrina), Alex Santana (Pros), pede doação de presentes para uma festa do Dia das Crianças no Parque Residencial José Perazolo. Curiosamente, o documento traz uma lista de presentes e respectivos valores, indicando, inclusive, a loja onde podem ser comprados.

Cotação
Alex Santana confirmou à FOLHA que encaminhou o ofício também a outras entidades e empresas, atendendo ao apelo dos organizadores da festa. "De forma alguma pensei que causaria estranheza. A indicação da loja foi porque fizemos cotação e ali foi mais barato, o que facilita para quem puder ajudar. Ninguém pediu dinheiro, e sim os produtos para ajudar na realização do evento", disse Santana, embora esteja no ofício que as "doações podem ser feitas em espécie (dinheiro)". Ele finaliza o documento afirmando que os interessados em doar devem procurá-lo.

Costa progride para semiaberto
O ex-diretor de Abastecimento da Petrobras Paulo Roberto Costa, que já foi condenado em três sentenças proferidas nas investigações da Operação Lava Jato por envolvimento no megaesquema de desvios de recursos de obras da Petrobras, progrediu para o regime semiaberto.

Fruto de acordo
A soma das penas de Costa atinge 26 anos, entretanto, como ele firmou acordo de colaboração premiada com o Ministério Público Federal (MPF), ficou apenas um ano no regime de prisão domiciliar. A partir de agora ele está liberado para passar os dias fora de casa, mas devendo retornar sempre a partir das 20h e nos finais de semana, e continua utilizando a tornozeleira eletrônica. A partir de outubro de 2016 ele progredirá para o regime aberto até o restante da pena a cumprir.

Delator citou 28 políticos
Em depoimentos de seu acordo de colaboração, Costa citou 28 deputados e senadores supostamente beneficiários da corrupção na estatal petrolífera, a maioria do Partido Progressista (PP). O ex-diretor foi preso pela primeira vez em março de 2014, ficou dois meses na cadeia, conseguiu um habeas corpus, mas foi preso novamente em maio. Ao todo, ele ficou seis meses na cadeia, um ano em prisão domiciliar.

Devolução à Câmara de Curitiba
O Tribunal de Contas do Estado do Paraná (TCE-PR) determinou a devolução de mais R$ 787.764,26 ao cofre da Câmara Municipal de Curitiba, por irregularidades nos gastos com publicidade e divulgação nos anos de 2006 a 2011, período em que a Casa foi presidida pelo ex-vereador João Cláudio Derosso. Além do ressarcimento daquele valor, o Tribunal aplicou 70 multas - que somam aproximadamente R$ 675 mil - a Derosso, dois ex-servidores da Câmara e quatro empresários.

Grana chega a R$ 1,8 mi
A soma a ser devolvida se refere às determinações impostas em seis processos de tomada de contas extraordinária julgados pela Primeira Câmara do TCE-PR na sessão de terça-feira. Com isso, a devolução de recursos pelos ex-gestores do Legislativo de Curitiba e empresários contratados já soma R$ 1.895.382,52, em decisões tomadas nos últimos três meses.

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