Parlamentares na Vara Trabalhista
O deputado federal Leopoldo Meyer(PSB-PR) e o vereador de Londrina Vilson Bittencourt (PSL) participam hoje da primeira audiência de processo trabalhista movido pelo ex-assessor do deputado José Pereira de Loyola. Ele cobra R$ 32 mil dos dois parlamentares pelo corte de grama de espaços públicos. Ele também incluiu o governo do Paraná no polo passivo. Na ação, o ex-assessor reclama que executava atividades estranhas ao ofício, o que o tornou motivo de chacota por parte dos vizinhos, e que era frequentemente convocado para trabalhar fora de hora. Por isso, pede também indenização por danos morais a ser arbitrada pela Justiça. A audiência está marcada para as 8h45 na 1ª Vara Trabalhista de Londrina.

Justificativas
Vilson Bittencourt disse que Loyola "é um conhecido de longa data" e o ajudou em sua campanha, em 2012, como voluntário. Mais tarde, sugeriu à assessoria de Meyer o nome dele para assessor na base eleitoral. "Nunca trabalhou no meu gabinete", diz. Ele também afirma que o corte de grama era feito de forma voluntária. Meyer diz que Loyola tem um problema pessoal com o chefe de gabinete de Bittencourt, o que o levou a agir desta maneira. Afirmou ainda que Loyola fazia trabalho junto aos idosos e, por causa dele, encaminhou emendas parlamentares para academias para a terceira idade para Londrina.

Não sabia o que fazia
No ano passado, Loyola registrou declaração em cartório no qual dizia que era cedido por Meyer ao gabinete de Bittencourt e que era contratado para trabalhar também na reeleição do deputado. Ao ser questionado, na ocasião, qual era sua função no gabinete do parlamentar. Loyola foi exonerado no ano passado. Ele ganhava cerca de R$ 2 mil mensais. Meyer disse que a demissão ocorreu porque considerou não precisar mais do trabalho de Loyola, mas admitiu que as atitudes dele influenciaram na decisão.

Transporte na pauta
A Câmara de Londrina vota hoje, em segunda discussão, o projeto de lei do Executivo que cria a cobrança de tarifa diferenciada no transporte coletivo urbano fora dos horários de pico. Apesar de ser uma proposição que arbitra a possibilidade da adoção dos preços mais baratos, é malvista pelas companhias de ônibus que acreditam que terão prejuízos. Também entram na pauta outras duas propostas que facilitam o recadastramento de taxistas para outorgas e a transferência hereditária de pontos, votadas em regime de urgência na sessão de terça-feira.

CCJ rejeita ampliar fiscalização de pedágio
A Comissão de Constituição e Justiça da Assembleia Legislativa rejeitou na sessão ordinária realizada terça-feira os dois recursos contra pareceres contrários a emendas apresentadas ao projeto de lei complementar nº 19/2015, do Poder Executivo, alterando a Lei Complementar nº 94, de 23 de julho de 2002, que criou a Agência Reguladora de Serviços Públicos Delegados de Infraestrutura do Paraná (Agepar), responsável por fiscalizar a atuação das concessionárias de pedágio no Estado. O relator, deputado Tiago Amaral (PSB), argumentou que as emendas fogem à proposição principal que tramita na Casa. A emenda apresentada pelo deputado Tercílio Turini (PPS) pretendia determinar que a agência oferecesse, em tempo real, os valores arrecadados pelas empresas. E a emenda apresentada pelo deputado Requião Filho (PMDB) determinava que a renovação das concessões passe pela análise da Assembleia Legislativa. O deputado Péricles de Mello (PT) contestou o parecer, mas contou apenas com o próprio voto.

TRF4 absolve condenado na Lava Jato
O Tribunal Regional Federal da 4ª Região (TRF4) concluiu o julgamento da primeira apelação criminal decorrente das investigações da Operação Lava Jato, que tratava de crimes de tráfico de drogas, evasão de divisas e lavagem de dinheiro. Foram mantidas as condenações do traficante Renê Luiz Pereira e do doleiro Carlos Habib Chater. No entanto, André Catão de Miranda, subordinado de Chater, foi absolvido. Em outubro do ano passado, a 13,ª Vara Federal de Curitiba condenou Pereira a 14 anos e Chater a cinco anos e seis meses de prisão em regime inicial fechado. Miranda recebeu pena de quatro anos de prisão em regime semiaberto. Todos também foram condenados ao pagamento de multa. O doleiro Alberto Youssef, que era acusado nesse processo por lavagem de dinheiro, foi absolvido pela Justiça Federal por falta de provas. Após a sentença, o MPF, Pereira, Miranda e Chater recorreram ao TRF4, que tem sede em Porto Alegre.

Justiça mantém prisão de Zelada
A 8ª Turma do Tribunal Regional Federal da 4ª Região (TRF4) negou anteontem habeas corpus impetrado pela defesa do ex-diretor da Área Internacional da Petrobras Jorge Luiz Zelada, sucessor de Nestor Cerveró - condenado em duas ações na Operação Lava Jato. Zelada é acusado de corrupção, lavagem de dinheiro e evasão de divisas envolvendo o contrato do navio-sonda Titanium Explorer, da Petrobras. A força-tarefa da Lava Jato descobriu quase 12 milhões de euros em uma conta secreta de Zelada no Principado de Mônaco.

Rede criada
O Tribunal Superior Eleitoral (TSE) aprovou o registro do 34º partido político do Brasil, o Rede Sustentabilidade, por unanimidade. A legenda foi criada pela ex-ministra Marina Silva (PSB) em 2013, mas não conseguiu obter assinaturas mínimas necessárias para ter o pedido aprovado.

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