Namoro ou amizade?
A Executiva Municipal do PMDB reagiu ontem a um suposto namoro da legenda com o deputado federal Marcelo Belinati (PP) para a eleição municipal do ano que vem. A fofoca que rola nas rodas políticas desde a semana passada é que o parlamentar teria sido convidado por Roberto Requião (PMDB) para se filiar ao partido e disputar a Prefeitura de Londrina no ano que vem,. O secretário-geral da Executiva em Londrina, Paulo Martins, afirmou que não houve comunicação oficial até o momento de qualquer conversa e que o momento é de "engenharia interna" para fortalecer nomes para a chapa proporcional e para a prefeitura, citando para este cargo Elza Correia, Luiz Eduardo Cheida e até Márcio Stamm, atual chefe de gabinete do prefeito Alexandre Kireeff (PSD). O fato é que, procurado na noite de ontem, Marcelo não pôde atender a FOLHA por estar embarcando em um avião, mas não desmentiu a "paquera".

Dificuldades
Ligada ao senador, Elza Correia afirmou que a conversa não foi confirmada nem por Requião, nem pela Executiva Estadual e que as alianças para o próximo ano já começam a ser discutidas pelos partidos, mas devem ocorrer sem "sangrias". Também defendeu que essa decisão cabe exclusivamente à Executiva Municipal e admitiu que teria dificuldade em permanecer no mesmo partido que o deputado, devido à "história de enfrentamento em momentos da gestão que causaram um estrago em Londrina". A vereadora refere-se ao parentesco do deputado com o ex-prefeito Antônio Belinati, cassado em 2000 pela Câmara após desdobramentos do caso AMA/Comurb, época em que a peemedebista também exercia mandato e fazia oposição ao ex-prefeito.

'Foi o Emanoel'!
O vereador Jamil Janene (PP) fez questão de esclarecer ontem que não foi ele quem puxou palmas pela sua eleição para a 3ª Secretaria da Câmara de Londrina, na última terça, mas que seguiu o ato de Emanoel Gomes (PRB). "Fui eu mesmo. Ele ficou tão feliz que disse 'Palmas para o Jamil'", confirmou.

Irregularidades no salário dos defensores
O aumento dos salários dos defensores públicos do Paraná foi considerado ilegal pelo Tribunal de Contas (TC) do Paraná, que condenou a defensora pública-geral, Josiane Fruet Bettini Lupion, a devolver os valores pagos aos membros e servidores da Defensoria Pública, decorrentes dos reenquadramentos, promoções e adicionais por tempo de serviço considerados irregulares. A decisão foi divulgada ontem, porém, o TC não confirmou o valor total do dano ao erário.

Aumento de R$ 9 mil
A Defensoria Pública do Paraná foi criada em 2011, mas no final do ano passado, com três anos de existência, os subsídios dos membros havia passado de R$ 10 mil para R$ 19 mil e, mesmo aqueles que ainda estavam em estágio probatório, alcançaram o nível mais alto da carreira, em razão de manobras do Conselho do órgão. Segundo o relator, conselheiro Durval Amaral, os subsídios dos defensores públicos devem permanecer nas mesmas condições anteriores aos atos normativos.

Defesa
No processo, a defesa de Josiane alegou que a Defensoria Pública tem autonomia administrativa, funcional, financeira e orçamentária e que tal autonomia não pode configurar-se apenas parcialmente. Segundo os advogados, as verbas acessórias referentes ao auxílio transporte, ao auxílio alimentação, à indenização por acumulação de funções e à gratificação por serviço extraordinário dos defensores públicos e dos servidores da Defensoria Pública do Estado do Paraná, bem como a indenização por acumulação de funções, os encargos especiais e o auxílio pré-escolar, estão expressamente previstas na Lei Orgânica da Defensoria Pública do Estado do Paraná. A reportagem não conseguiu falar com Josiane ontem, pois a decisão do TC foi divulgada depois do encerramento do expediente na Defensoria.

Crise financeira da UEL
Em encontro com a reitora da Universidade Estadual de Londrina (UEL), Berenice Jordão, no gabinete da reitoria, ontem pela manhã, os deputados estaduais Tercílio Turini (PPS), Evandro Araújo (PSC) e Cobra Repórter (PSC) puderam conhecer com mais detalhes a grave financeira por que passa a principal instituição de ensino superior do interior do Estado. Entre os assuntos discutidos, a autonomia universitária, necessidade de reposição imediata do funcionalismo, especialmente dos servidores técnico-administrativos, e o deficit no repasse da verba de custeio dominaram a pauta. Segundo a reitora, são 119 servidores que já passaram por todos os processos seletivos e aguardam apenas a nomeação. "Não são vagas excedentes, são vagas de reposição de servidores aposentados ou que já não estão mais em nosso quadro, daí a necessidade de reposição imediata", disse Berenice à FOLHA.

Verba de custeio reduzida
Sobre a verba de custeio, a reitora afirmou que dos R$ 29 milhões previstos pela lei orçamentária somente para a área de ensino, cerca de R$ 17 milhões serão de fato executados neste ano. Ela disse esperar que a Comissão de Ciência e Tecnologia da Assembleia Legislativa possa acompanhar com mais apuro a elaboração do orçamento de 2016 que já está em discussão na Casa para evitar que o repasse às universidades estaduais seja menor do que o deste ano. Os três deputados que integram a comissão terão encontros com os reitores das outras seis universidades mantidas pelo Estado.

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