Política Atualizado em 12/09/2015, 23:00
INFORME FOLHA
O projeto de lei de Gaúcho Tamarrado (PDT) que pretende reduzir a obrigação de doação de áreas de loteamentos para o município volta a tramitar na Câmara de Londrina. Proposto em 2013, liberava loteamentos com menos de 20 mil metros quadrados de doar áreas institucionais e de praças para o município e, no caso dos maiores, permitia a compensação de áreas verdes com fundos de vale. Após manifestações contrárias de órgãos ambientais e do Instituto de Pesquisas e Planejamento Urbano (Ippul) de Londrina, foi retirado de pauta para proposição de um substitutivo estipulando percentuais mínimos obrigatórios de doações e retirado o dispositivo de compensação de áreas verdes. Mesmo com essas modificações, o vereador apresentou novo substitutivo, que será analisado pela Comissão de Constituição e Justiça. O texto não estava disponível para consulta no site da Câmara.
As seis emendas de vereadores ao Programa de Refinanciamento Fiscal (Profis), projeto de lei do prefeito Alexandre Kireeff (PSD) que propõe anistia a devedores de impostos sobre multas e juros por atraso, serão analisadas amanhã pelas comissões de Comissão e Justiça e de Finanças e Orçamento em reuniões extraordinárias. A pressa parte do próprio Executivo, que pediu tramitação em regime de urgência. A proposta concede isenção total ou parcial, dependendo da data que o pagamento total ou parcelado é negociado pelos devedores, mas o prazo para adesão vai até 18 de dezembro, de acordo com o texto original. A emissão de pareceres é necessária para o retorno à pauta na terça e, como recebeu as emendas após a primeira votação, será necessário ainda aprovar a redação final em plenário.
Um projeto de lei que começou a tramitar na Assembleia Legislativa (AL) do Paraná, prevê que as dez empresas que mais causam reclamações aos consumidores nos últimos quatro meses podem ter os nomes divulgados no próprio estabelecimento. A lista dos prestadores de serviço, feita pelo Procon, deverá ser fixada em um local visível, nos pontos de atendimento ou de venda e até mesmo no site da empresa. A proposta é do deputado estadual Nereu Moura, líder do PMDB na casa, e tem o objetivo de garantir mais segurança aos clientes. Ainda de acordo com o projeto, os estabelecimentos e empresários terão que implantar ou aprimorar imediatamente um Sistema de Atendimento ao Consumidor.
Depois de ter sua segunda votação adiada por cinco sessões plenárias, o projeto de lei que libera a venda e o consumo de bebidas alcoólicas nos estádios de futebol retorna à pauta da Câmara Municipal de Curitiba na próxima segunda-feira (14). A matéria foi aprovada em primeiro turno no dia 25 de agosto, com 19 votos favoráveis e 11 contrários. A proposta autoriza o comércio de bebidas alcoólicas nos estádios até 15 minutos antes do fim das partidas, em bares, lanchonetes e camarotes VIP credenciados. O teor alcoólico deverá ser inferior a 14% e o líquido deverá estar acondicionado em recipientes de plástico, como copos e garrafas. Os postos de venda deverão informar, por meio de cartazes e outros materiais, que o produto é proibido a menores de 18 anos de idade e que o consumo exagerado é nocivo.
O adiamento da segunda apreciação da proposta em plenário ocorreu no dia 26 de agosto, quando representantes da Polícia Militar e Ministério Público do Paraná apresentaram dados que comprovariam a redução no número de ocorrências policiais após a proibição do consumo de álcool nos estádios. No dia 1º de setembro, em reunião com vereadores favoráveis e contrários à proposta, tanto a PM, quanto MP e Polícia Civil voltaram a defender a derrubada do projeto de lei em plenário.
Começou a tramitar na Câmara Municipal de Curitiba um projeto de lei que propõe que o subsídio mensal dos vereadores não ultrapasse o valor máximo referente a dois cargos de professor da Rede Pública Municipal somados e vantagens, ou seja, R$ 11.611,68 atualmente, o subsídio dos parlamentares está fixado em R$ 15.156,70. A medida, proposta por Jorge Bernardi (PDT), também serviria para os cargos comissionados do Legislativo. O projeto usa como referência o salário do professor com doutorado que está na última escala de progressão da tabela do plano de carreira do magistério, cujo salário é R$ 5.805,84. O subsídio também será utilizado como limite da remuneração dos servidores ocupantes de cargos em comissão. A matéria dá a opção de o vereador, caso queira, receber menos do que for estabelecido em lei. Já o subsídio do presidente da Câmara poderá ser até 30% superior ao dos vereadores como já ocorre hoje, fixado em R$ 19.703,71.





