INFORME FOLHA
PUBLICAÇÃO
sexta-feira, 04 de setembro de 2015
Equipe da Folha com agências <br> [email protected] 
PT em verde e amarelo?
O site oficial do PT convocou na quinta-feira seus militantes a usar verde e amarelo nas manifestações de 7 de setembro. A conclamação, saída do diretório do PT do Distrito Federal, provocou confusão. Na quarta-feira, o site do PT publicou uma convocação dos militantes para ir às ruas em defesa do governo Dilma Rousseff. Em destaque, os petistas eram convidados a usar "verde e amarelo" no dia da Independência.
Pegou mal
A proposta, feita por Wilmar Lacerda, integrante da Executiva Nacional do partido, provocou reação entre petistas e na imprensa. Em 1992, o então presidente Fernando Collor de Mello, pediu que seus apoiadores fossem às ruas vestindo verde e amarelo. Em resposta, os brasileiros usaram negro, engrossando atos em favor do impeachment do presidente. Temendo associação, a cúpula do PT determinou a retirada da sugestão de vestimenta do texto, originalmente escrito para convocar os militantes a participar do "grito dos excluídos".
Bronca
Na manhã de ontem o presidente nacional do PT, Rui Falcão, telefonou para Wilmar Lacerda pedindo que esclarecesse que aquela não era uma proposta do partido. Segundo Wilmar, o uso do verde e amarelo foi proposto no dia 20 de agosto, numa reunião da CUT para organização do "Grito dos excluídos". Ainda segundo Wilmar, um jornalista do PT o procurou para fazer uma reportagem sobre o ato. Wilmar conta que os organizadores do protesto estão produzindo uma "bandeira gigantesca do Brasil" e afirma que não vê associação com o apelo de Collor. Falcão negou que essa seja uma decisão do partido, sem explicar por que reproduziu o texto nas redes sociais. O secretário de comunicação, Alberto Cantalice, afirma que não há convocação para uso do "verde e amarelo": "A única coisa que estamos apoiando, como fazemos há 21 anos, é o grito dos excluídos".
Encontro do PEN
O presidente estadual do Partido Ecológico Nacional (PEN), o ex-deputado federal Wilson Picler, circula pela região Norte e reúne integrantes do diretório municipal de Londrina hoje. Picler, como primeiro suplente, exerceu mandato na Câmara Federal no lugar do ex-prefeito de Londrina Barbosa Neto (à época no PDT), quando este venceu as eleições municipais em 2009. O presidente do PEN é empresário do ramo da educação e cumpre agenda acompanhado do vice-presidente estadual da legenda, ex-deputado estadual Paulo Maia.
MP justifica parecer sobre Camargo
Em nota enviada à redação, o Ministério Público (MP) do Paraná confirmou que não vislumbrou irregularidades na eleição do ex-deputado estadual Fábio Camargo como conselheiro do Tribunal de Contas (TC) do Paraná. Por meio da assessoria de imprensa, a Subprocuradoria-Geral de Justiça afirmou, dentre outros elementos, que houve ilegitimidade do impetrante porque mesmo que houvesse um segundo turno de votação na Assembleia Legislativa (AL), ele não participaria porque não teve nenhum voto.
Impositivo
Na mensagem enviada ao Congresso Nacional com o Projeto da Lei Orçamentária Anual 2016, a presidente Dilma Rousseff teria reduzido ainda mais o espaço para as emendas parlamentares. Ao invés de 1,2%, Dilma teria definido 1% dos recursos livres para as emendas impositivas. Se o índice permanecer, os congressistas terão no ano que vem montante semelhante ao de 2015; em torno de R$ 10 bi que poderão ser destinados às suas bases.
OAB vai ao STF contra doações empresariais
O Conselho Federal da Ordem dos Advogados do Brasil (OAB) e a Conferência Nacional dos Bispos do Brasil (CNBB) ingressaram no Supremo Tribunal Federal (STF) ontem com uma medida cautelar para proibir, já nas eleições municipais de 2016, doações de empresas para candidatos e partidos políticos. A medida é parte do movimento "90 Dias Contra a Corrupção", em que OAB pretende, até dezembro, fazer ações efetivas para dar visibilidade ao combate à corrupção, como pressionando pela aprovação de projetos de lei e cobrando maior transparência de órgãos públicos. "A relação imprópria entre empresas e candidatos em período eleitoral, não raramente, repercute na relação indevida na administração pública. Não é possível continuarmos com campanhas milionárias e hollywoodianas", afirmou o presidente do Conselho Federal da OAB, Marcus Vinícius Furtado Coêlho. O pedido será analisado pelo ministro do Supremo Luiz Fux, que já é relator de uma Ação Direta de Inconstitucionalidade sobre o tema.
Aliados de Cunha e Renan são denunciados
A Procuradoria-Geral da República apresentou denúncia contra mais três parlamentares na Operação Lava Jato: o deputado federal Aníbal Gomes (PMDB-CE) - aliado do presidente do Senado Renan Calheiros (PMDB-AL)-, o deputado federal Arthur Lira (PP-AL), presidente da Comissão de Constituição e Justiça - e aliado do presidente da Câmara, Eduardo Cunha (PMDB-RJ) -, e o senador Benedito de Lira (PP-AL), seu pai. Arthur e Benedito já haviam sido indiciados pela Polícia Federal e agora foram denunciados formalmente ao Supremo Tribunal Federal por corrupção e lavagem de dinheiro. O relatório da PF havia apontado que os dois acusados tiveram dívidas de campanhas eleitorais pagas pelo doleiro Alberto Youssef e receberam propinas por meio de doações eleitorais oficiais resultantes do esquema de corrupção na estatal. Já o deputado Aníbal Gomes é investigado junto com Renan, mas virou alvo de uma ação em separado por ter confessado um crime eleitoral no depoimento prestado aos investigadores.


