Boataria
O promotor de Defesa do Patrimônio Público de Londrina, Renato de Lima Castro, disse que são falsas as informações de que estão paradas as investigações do esquema de corrupção na Receita Estadual. "A investigação não parou por nenhum momento. É evidente que dentro desta estrutura criminosa boatos são lançados na mídia cotidianamente, mas enquanto os boatos estão crescendo, o MP está trabalhando em prol da sociedade londrinense", declarou em entrevista à Rádio Paiquerê AM. O MP e o Gaeco continuam a investigar declarações do delator Luiz Antonio de Souza e, em breve, devem deflagar a terceira fase da Operação Publicano.

Troca de farpas em CPI
Durante o primeiro dia de audiência da CPI da Petrobras em Curitiba ontem, os deputados federais falaram mais que os próprios convocados. Como nenhum dos investigados pela Operação Lava Jato respondeu às perguntas, sobrou tempo até para uma troca de farpas entre os parlamentares. Ao longo dos questionamentos feitos ao presidente da Andrade Gutierrez, Otávio Marques de Azevedo, o deputado Delegado Valdir (PSDB-GO) indagou se as empreiteiras já estão se preparando para realizar doações eleitorais em 2016, ou se elas "já aprenderam a lição". Azevedo ficou em silêncio, mas, em seguida, a parlamentar Maria do Rosário (PT-RS), criticou a declaração do colega. Ela afirmou que as mesmas empreiteiras que realizaram doação de campanha para a presidente Dilma Roussef, também doaram para o candidato de oposição, Aécio Neves (PSDB).

Financiamento privado de campanha
A deputada Maria do Rosário (PT-RS) aproveitou o momento para cutucar não somente seu colega tucano, mas os demais representantes da CPI da Petrobras, questionando o porquê muitos deles não votaram contra o financiamento privado de campanha, que acabou sendo aprovado na Câmara Federal durante votação da Reforma Política. "Escuto que o parlamentar perguntou sobre campanha eleitoral e não posso deixar de dizer que os recursos eleitorais de contribuições de empresas para as campanhas de Lula e Dilma foram das mesmas empresas que contribuíram para o Aécio Neves. Estou citando aqui porque o mesmo pau que bate em Chico bate em Francisco", destacou.

Romanelli reassume cargo no PMDB
O deputado estadual Luiz Cláudio Romanelli, líder do governo na Assembleia Legislativa (AL), reassumiu ontem, mediante vitória judicial, a segunda vice-presidência do PMDB paranaense. O parlamentar estava afastado do posto desde o início de maio, quando o grupo ligado ao senador Roberto Requião, que hoje domina o diretório estadual da legenda, aprovou uma resolução impedindo qualquer filiado de ocupar cargos ou funções de confiança na administração do governador Beto Richa (PSDB), sob pena de processo ético. O argumento era de que, como apresentou candidato próprio nas eleições de 2014, a sigla deveria se manter firme na oposição.

'Vão ter que me engolir'
"Tive meus direitos violados e, como qualquer cidadão, recorri. Agora vão ter que me engolir. Prevaleceu a Justiça, frente à intolerância do Estado islâmico e do Boko Haram", afirmou o deputado, em tom irônico, durante entrevista no comitê de imprensa da AL. Naquela oportunidade, Romanelli fez um acordo com a bancada do PMDB de que se licenciaria da executiva. No entanto, a chamada ala requianista não cedeu, dando início aos trâmites para suspender as funções partidárias do parlamentar. Ele, então, entrou com uma liminar, que foi deferida no dia 12 de agosto, pelo juiz da 14ª Vara Cível de Curitiba, Eric Antonio Gomes. "Há juízes ainda no Paraná e no Brasil", comemorou.

As contas de Aécio
A assessoria técnica do Tribunal Superior Eleitoral identificou indícios de irregularidades na prestação de contas da campanha do senador Aécio Neves (PSDB-MG) na disputa pela Presidência da República em 2014. Em pedido de informação enviado ao tucano pela ministra Maria Thereza de Assis Moura, relatora do processo de análise da prestação de contas, são listadas infrações e inconsistências, como divergências em datas e valores de doações declaradas pelo candidato e por doadores e omissões de despesas presentes na base de dados da Justiça Eleitoral. Em nota, a assessoria de imprensa do PSDB afirmou que todas as questões levantadas pelos técnicos da Justiça Eleitoral já foram corrigidas e são "exclusivamente de conteúdo formal". Segundo o partido, os equívocos existentes tratavam-se de erros de digitação, de preenchimento e de informações de contas parciais.

Doações sem registro
A prestação de contas de Aécio Neves ainda não foi julgada pela Justiça Eleitoral e também não tem prazo de análise. Segundo o relatório enviado ao tucano, foram declarados, por exemplo, repasses de diretórios estaduais do PSDB ao candidato que totalizam R$ 4,08 milhões em valores estimados. As doações, apesar de aparecerem na prestação de contas do tucano, não foram registradas à Justiça Eleitoral pelos respectivos doadores. A Justiça Eleitoral aponta também que o comitê financeiro do PSDB para a disputa presidencial registrou o recebimento em nome de Aécio Neves de doação de R$ 2 milhões, valor originalmente doado pela construtora Odebrecht. Em sua prestação de contas, no entanto, o candidato não apontou a transferência do referido valor. O senador tucano explicou ontem que já foram apresentadas as justificativas sobre a sua prestação de contas à Justiça Eleitoral. Ele lembrou que não há investigação sobre as contas de seu partido.

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