Um tchan no PTB
O deputado federal Campos Machado, líder do PTB na Assembleia Legislativa de São Paulo (Alesp), recebeu ontem em seu gabinete o cantor compadre Washington, do grupo "É o Tchan", que tem intenção de se filiar ao partido. O músico é pré-candidato a vereador nas eleições majoritárias em 2016 na cidade de São Paulo. "Uma das lendas vivas da música brasileira, um homem de família, um profissional exemplar com uma bela história de vida" afirmou Machado, em nota.

Só um paranaense defende saída de Cunha
Somente um deputado paranaense assinou o manifesto divulgado na última quinta-feira, pedindo a saída de Eduardo Cunha (PMDB-RJ) da presidência da Câmara Federal. Leopoldo Meyer (PSB) foi um dos 35 parlamentares que assinaram o documento intitulado "Em defesa da representação popular". Além dele, outros deputados do PSB, do PROS, do PT, do PPS, PSOL e PR também se mostraram favoráveis à saída do atual presidente. Cunha foi denunciado pela Procuradoria Geral da República (PGR) ao Supremo Tribunal Federal (STF) pela suspeita de ter recebido pelo menos US$ 5 milhões de propina dentro do mega esquema de corrupção e desvios de dinheiro da Petrobras, e que é alvo da Operação Lava Jato. Sua suposta participação foi denunciada pelo executivo do grupo Setal, Augusto Ribeiro de Mendonça Neto, que fechou acordo de colaboração premiada.

Termos 'satânicos'
Os parlamentares que participaram ontem do lançamento da "Frente em Defesa da Vida e da Família", na Assembleia Legislativa (AL) do Paraná, aproveitaram a ocasião para criticar os movimentos de direitos humanos e comemorar a retirada de termos alusivos à igualdade de gênero do Plano Estadual de Educação (PEE). "Conseguimos uma primeira vitória, que foi cair por terra essa ideia absurda de se suprimir do Plano o masculino e o feminino, permitindo que assim se proliferasse essa ideologia satânica e perigosíssima de gênero", afirmou o deputado estadual Edson Praczyk (PRB). Também presente à solenidade, o deputado federal Hidekazu Takayama (PSC) contou que pretende criar um grupo semelhante no Mercosul. "Aquilo lá virou um muro de lamentações de uma esquerdinha raivosa", disparou.

Objetivos
Coordenada pelo líder da bancada evangélica da Casa, Gilson de Souza (PSC), a frente já possui 16 membros. Segundo os integrantes, o objetivo é "acompanhar e fiscalizar os programas e políticas públicas governamentais destinadas à proteção e garantia dos direitos à vida e da família". Eles deixaram claro, contudo, que defendem o modelo heteronormativo e nuclear, isto é, formado exclusivamente por um homem e uma mulher. "Pretendemos realizar um trabalho forte junto às escolas, para acompanhar de perto os materiais didáticos que são oferecidos aos alunos", explicou Souza.



PRB em Londrina
Com o objetivo de fortalecer o partido para as eleições do ano que vem, o presidente nacional do PRB, Marcos Pereira (foto), esteve ontem em Londrina, onde conversou com o prefeito Alexandre Kireeff (PSD) e reuniu filiados. Pelas contas da legenda, são 30 pré-candidatos a prefeito no Paraná, porém, o PRB londrinense não deve ter candidato e ainda não há definição sobre quem irá apoiar na disputa de 2016. Pereira, o vereador Emanuel Gomes e líderes do partido visitaram a redação da FOLHA.

Imagem ilustrativa da imagem INFORME FOLHA
| Foto: Ricardo Chicarelli


Deputado Praczyk
O PRB, que teve como um dos fundadores o ex-vice-presidente da República, José Alencar, completou 10 anos e elegeu no ano passado 21 deputados federais e 32 estaduais. Na Assembleia Legislativa (AL) do Paraná, o principal representante da legenda é o deputado Pastor Edson Praczyk (PRB), que recentemente teve bens bloqueados por decisão judicial, em processo de improbidade administrativa. No plenário, ele questionou como uma repórter da RPC tinha conseguido a informação citada em uma de suas reportagens. Perguntado se haveria algum procedimento interno sobre o caso, Marcos Pereira, afirmou que "já existe o procedimento jurídico, no sentido de que o fato ocorreu em 2003, quando o PRB nem existia. Como a Justiça apura e ele alega inocência, vamos esperar que haja o julgamento". Pereira não conhecia as declarações dadas em plenário.

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