INFORME FOLHA
PUBLICAÇÃO
quinta-feira, 27 de agosto de 2015
Equipe da Folha com agências <br> [email protected] 
Casa de André Vargas
O juiz Sérgio Moro ouviu ontem as testemunhas de defesa arroladas pela mulher do ex-deputado André Vargas (sem partido-PR), Edilaira Gomes Soares, dentro do processo que apura lavagem de dinheiro e sonegação fiscal na compra de uma residência em Londrina. Neste processo, além de Edilaira e do ex-parlamentar, também é réu Leon Vargas, irmão do político. Foram realizadas as oitivas com Sidney Santos da Silva, administrador de empresas; Cleunice Crepaldi, consultora empresarial; Graciele Mara Goes Zammer, dona de casa; e Rosenilda dos Santos, servidora pública estadual. Todas as testemunhas afirmaram que Edilaira sempre teve independência financeira e que exerceu diversas atividades. Os quatro convocados ainda reforçaram que a ré nunca se envolveu com a vida política do marido.
MPF contrário a suspensão de ações
Os procuradores da força-tarefa do Ministério Público Federal (MPF) se manifestaram contrários ao pedido feito pela defesa do doleiro Alberto Youssef para que fossem suspensos os processos e inquéritos decorrentes da Operação Lava Jato que tramitam na primeira instância. No documento encaminhado à Justiça Federal, os procuradores justificaram que algumas das ações que constam no documento da defesa ainda não transitaram em julgado e que, por isso, ainda não está preenchido o requisito imposto pelo acordo de colaboração premiada firmado entre o investigado e o MPF. A decisão sobre a suspensão dos processos cabe ao juiz federal Sérgio Moro.
43 anos de penas
O pedido da defesa para suspender os processos e inquéritos policiais foi baseado no acordo de delação premiada firmado com o MPF, que prevê a suspensão das ações quando a soma das penas do doleiro atingir 30 anos. As penas somadas até o momento chegam a 43 anos, nove meses e dez dias de reclusão, conforme a defesa, o que possibilitaria a suspensão dos demais processos. O doleiro também responde a pelo menos 14 ações na Justiça Federal. Destas, 12 são decorrentes da Lava Jato, e duas são do Caso Banestado e foram reabertas pela quebra do acordo anterior.
'Defesa da Vida e da Família'
Acontece hoje, às 10 horas, no Plenarinho da Assembleia Legislativa (AL) do Paraná, o lançamento oficial da "Frente Parlamentar em Defesa da Vida e da Família". O grupo, constituído por 16 deputados estaduais de linha conservadora, tem como líder o pastor Gilson de Souza (PSC), que já estava à frente da chamada bancada evangélica da Casa. Os demais integrantes são Cláudia Pereira (PSC), Cantora Mara Lima (PSDB), Guto Silva (PSC), Leonaldo Paranhos (PSC), Edson Praczyk (PRB), Cláudio Palozi (PSC), Marcio Pacheco (PPL), Ricardo Arruda (PSC), Wilmar Reichembach (PSC), Tião Medeiros (PTB), Jonas Guimarães (PMDB), Evandro Araújo (PSC), Artagão Junior (PMDB), Hussein Bakri (PSC) e Felipe Francischini (SD).
Participações
Entre os participantes confirmados na solenidade estão parlamentares federais, como o senador Magno Malta (PR-ES) e os deputados Hidekazu Takayama (PSC-PR) e Fernando Francischini (SD-PR), além do ex-deputado federal da Bahia Luiz Bassuma (PV-BA), autor do Estatuto do Nascituro. Também está prevista a participação da Organização Ser Criança, que realiza apresentações teatrais, destinadas ao público infantil. A ideia da frente é acompanhar e fiscalizar os programas e políticas públicas governamentais destinados "à proteção e garantia dos direitos à vida e da família".
Contraponto
Na mesma data de lançamento da frente, organizações feministas e movimentos sociais se reúnem em um ato em frente aos portões da AL, em Curitiba, para reivindicar dos políticos um compromisso com o enfrentamento à violência de gênero. O evento "Pela Vida das Mulheres e Meninas" (http://on.fb.me/1U8Musq) acontece das 9 às 12 horas e tem como foco a alta incidência de feminicídios no Estado. Entre 22 de junho e 24 de agosto de 2015, o Ministério Público (MP) do Paraná recebeu 17 denúncias desse tipo de crime. Entidades como CUT, Federação das Mulheres no Paraná, Marcha Mundial das Mulheres, APP-Sindicato, Sindijor-PR, Levante Popular da Juventude, Rede de Mulheres Negras e União Brasileira de Mulheres, além de coletivos feministas, como o Nísia Floresta, já confirmaram presença.
Estatísticas
As instituições lembram também que, conforme o Mapa da Violência, publicado pelo Instituto Sangari em 2012, o Paraná é o terceiro Estado no ranking de homicídios cometidos com motivação de gênero. Foram 388 assassinatos em 2010, o que significa uma taxa de 6,3 para cada 100 mil mulheres. O índice supera a média nacional, de 4,4 por 100 mil habitantes. A lei 13.104/2015, que entrou em vigor em março desse ano, define feminicídio como o crime praticado contra a mulher em situações de violência doméstica e familiar e de menosprezo ou de discriminação à condição de mulher.


