Tarifa mais barata em debate
Técnicos da Companhia Municipal de Trânsito e Urbanização (CMTU) e representantes das empresas Londrisul e Transportes Coletivos Grande Londrina (TCGL), que exploram o serviço no município, darão seus pontos de vista sobre a proposta do prefeito Alexandre Kireeff (PSD) de implantação de uma tarifa diferenciada fora do horário de pico, hoje, às 17 horas, na Câmara de Vereadores. Projeto de lei que autoriza a adoção de um valor de tarifa até 10% mais barata nos horários menos lotados já está em trâmite no Legislativo.

Conflitos
Apesar de o projeto de lei apenas permitir ao Executivo a adoção da tarifa diferenciada – e não obrigado a prática -, as empresas de transporte coletivo torcem o nariz por considerar que haverá queda na arrecadação. A administração municipal, por outro lado, diz que haverá redução nos custos, porque pode fazer com que haja uma migração de passageiros para os horários mais baratos, diminuindo o número de veículos nos momentos mais críticos e aumentando os bilhetes nos horários mais "vazios". Até a tarde de ontem, já haviam confirmado presença o gerente de transportes da CMTU, Wilson Santos de Jesus, o gerente da Londrisul, Marildo Teixeira Lopes, e o diretor da TCGL, Gildalmo de Mendonça.

Fraudes
Denunciante de uma suposta fraude na votação da enquete sobre o conceito de família que deve constar no Estatuto da Família, disposta no site da Câmara Federal, conforme publicado domingo pela FOLHA, o deputado federal Diego Garcia (PHS-PR) tem relação com outro escândalo envolvendo fraudes no Norte do Paraná. Ele é suspeito de ter participado de esquema na Circunscrição Regional de Trânsito (Ciretran) de Cambará para compra de carteira de habilitação. Ele nega a participação. O processo corre desde 2005, mas, devido ao foro privilegiado, foi encaminhado para o Supremo Tribunal Federal (STF).

Votos sob suspeita
Diego Garcia denunciou na última quinta-feira um grande aumento na participação na enquete que perguntava se o internauta é a favor da concepção de família conforme descrito no segundo parágrafo do Estatuto da Família – um homem e uma mulher legalmente casados. De acordo com ele, mais de 3 milhões de acessos ocorreram a partir de 66 IPs (Internet Protocol, a identificação numérica de um computador na rede mundial de computadores). Destes votos, 1,6 milhão vieram de apenas um IP. Após esses acessos, a opção "não" acabou com mais de 50% dos votos. De acordo com ele, se forem considerados apenas um voto por IP, o "sim" venceria com mais de 60% dos cliques. O resultado da enquete, entretanto, é meramente informativo e não tem caráter científico e o próprio Garcia afirma que não deve ser levado em conta na hora de avaliar o mérito do estatuto.

Presidentes das assembleias
Os presidentes de legislativos estaduais de todo o País, se reuniram ontem, em São Paulo, com o objetivo de debater a proposta de mudança no atual pacto federativo contida da Proposta de Emenda Constitucional (PEC) nº 47/2012. A PEC visa reduzir o âmbito de competências privativas da União e, paralelamente, ampliar a competência estadual na via da legislação concorrente, sobretudo em assuntos referentes a trânsito e transporte, propaganda comercial, normas processuais, direito agrário, diretrizes e bases da educação, normas de licitação e contratação feitas pela administração pública. Além dos presidentes das assembleias, entre eles o deputado Ademar Traiano (PSDB), também participaram do encontro o presidente da Câmara dos Deputados, Eduardo Cunha e os os senadores tucanos José Serra (SP), Aloysio Nunes (SP) e Antonio Anastasia (MG).

Registro Civil Nacional
Os presidentes de Tribunais de Justiça de todo o País manifestaram, durante o final de semana, posição contrária ao projeto de lei nº 1775/2015 que cria o Registro Civil Nacional (RCN), operado pelo Tribunal Superior Eleitoral (TSE). Eles participaram do 104º Encontro do Colégio Permanente de Presidentes de Tribunais de Justiça e a declaração, assinada pelos 27 presidentes de Cortes Estaduais do País, faz parte da Carta de Curitiba, documento apresentado no final do encontro. Para os presidentes dos TJs, o projeto interfere na segurança jurídica do cidadão por possibilitar a comercialização de dados pessoais e sigilosos do cidadão.

Protesto na Câmara de Curitiba
Um grupo de manifestantes prepara para hoje um protesto em frente à Câmara de Vereadores de Curitiba, pedindo que os parlamentares reduzam os seus salários em 90%. Hoje eles ganham pouco mais de R$ 15 mil e, pela proposta, eles passariam a ganhar R$ 1,5 mensais. A ideia da manifestação surgiu por meio de uma rede social e já conta com mais de 2 mil "curtidas". A "onda" de manifestações pedindo a redução de salários de vereadores começou a partir do ato realizado na Câmara Municipal de Santo Antônio da Platina, em julho deste ano.

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