Política Atualizado em 15/08/2015, 23:00
Informe Folha
"O PMDB tem nome, tem história e vai mostrar a que vejo em 2016"
Apesar de os encontros estaduais do PMDB e do PSDB, ontem, em Curitiba, terem acontecido a uma distância de apenas 160 metros, os peemedebistas fizeram questão de expor as "diferenças" entre os dois públicos. "O governador (Beto Richa) está tão sujo que amanhã (hoje), nas manifestações contra o governo federal, não poderá aparecer, sob risco de o protesto virar contra ele. Tem tão pouco apoio que ali do lado (na Sociedade Thalia, onde estavam os tucanos) encheram de cargos comissionados. Já aqui (no Hotel Pestana) fizemos ligações a vocês, que vieram por contra própria", afirmou o deputado estadual Requião Filho (PMDB).
Um dos nomes ventilados para a disputa à Prefeitura de Curitiba nas próximas eleições, o filho do senador Roberto Requião alfinetou ainda seus correligionários que, na Assembleia Legislativa (AL), integram a base de apoio a Beto. "Aquela época em que nosso partido era pressionado para fazer alianças acabou. O PMDB tem nome, tem história e vai mostrar a que vejo em 2016." O senador completou que a sigla está "absolutamente unida" em torno de propostas populares, apesar de Luiz Cláudio Romanelli (PMDB) e pelo menos outros três deputados estaduais terem pendido para o lado do PSDB. "Eles tomaram uma posição que não é a nossa. Agora, o que vão fazer, é problema deles."
Duas sindicâncias foram instauradas em Abatiá (Norte Pioneiro) para apurar o envolvimento da prefeita Maria de Lurdes Yamagami (DEM) e do servidor Rodrigo Orlandini Volpato no suposto de desvio de diárias e uso irregular do carro oficial do município. Os dois retiraram cerca de R$ 2 mil para diárias de viagem a Curitiba no mês de novembro do ano passado, mas no mesmo dia o veículo da prefeitura recebeu multas na cidade de Ourinhos (SP). O procurador do município, Francisco Pimentel de Oliveira, afirmou que o servidor foi afastado, enquanto a prefeita segue no cargo. "Abrimos uma auditoria para levantar todas as diárias concedidas nessa administração. Agora só estão sendo liberadas diárias para o pessoal da saúde."
O Ministério Público (MP) do Paraná também investiga o suposto desvio de diárias em Abatiá. Procurada pela reportagem, a assessoria da promotora de Justiça Flavia dos Santos informou que foi decretado o sigilo do inquérito e não deu mais informações. Maria de Lurdes não foi localizada na prefeitura e não retornou o pedido de entrevista. Volpato não foi encontrado.
De olho nas eleições municipais de 2016, o ex-secretário de Segurança Pública do Paraná Fernando Francischini (SD) resolveu mirar sua "metralhadora giratória" também no prefeito de Curitiba, Gustavo Fruet (PDT). Os posts do deputado federal na rede social Facebook, que até pouco tempo atrás eram exclusivamente críticos ao PT, em especial à presidente Dilma Rousseff (PT) e ao ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT), agora incluem reclamações sobre buracos nas calçadas, demora no início das obras do metrô e outras demandas de responsabilidade do Executivo municipal. Francischini é, ao lado do colega de Câmara Luciano Ducci (PSB), do secretário de Estado do Desenvolvimento Urbano, Ratinho Jr. (PSC), do advogado Bruno Meirinho (Psol) e dos deputados estaduais Requião Filho (PMDB) e Ney Leprevost (PSD), um dos nomes ventilados para a disputa.
A Comissão de Constituição e Justiça (CCJ) da Câmara Municipal de Londrina (CML) analisa hoje veto do prefeito em exercício Guto Bellusci (PSD) a emenda proposta pela Comissão de Finanças e Orçamento, presidida por Mario Takahashi (PV), que obriga qualquer projeto de lei que altere projeções de limites com gastos de pessoal seja acompanhado de cálculos feitos com e sem a inclusão de receitas vinculadas e que não podem ser usadas para folha de pagamento. Takahashi prega que essas verbas, como as destinadas para o SUS, não podem ser usadas nos cálculos de limites previstos na Lei de Responsabilidade Fiscal (LRF). O veto, entretanto, considera que a emenda cria uma obrigação ao Executivo que não está prevista na Constituição Federal, na Lei Orgânica do Município (LOM) e na própria LRF.
O Tribunal de Contas (TC) do Paraná negou o recurso apresentado pela ex-diretora da 22ª Regional da Secretaria da Saúde do Estado, entre 2011 e 2012, Cristiane Mendonça Papin Ferreira. Com a decisão, fica mantida a determinação de que a ex-gestora restitua ao cofre público R$ 26.048, solidariamente com Olavo Gasparin, diretor-executivo do Fundo Estadual à época. Também permaneceu a aplicação da multa de R$ 1.450,98 para cada um. Eles teriam autorizado o pagamento indevido de vale-transporte a servidores. Cristiane Ferreira alegou que houve sindicância para apurar os fatos e decidiu que ela não era responsável pela irregularidade. Ela destacou que a decisão do TC representa dano ao seu patrimônio.





