Explicações de Valle
O procurador-geral do município de Londrina, Paulo César Valle, deve dar explicações hoje ao prefeito Alexandre Kireeff (PSD) sobre ação de improbidade administrativa que ele responde em Centenário do Sul. Valle e o advogado Alex de Siqueira Butzke impetraram mandado de segurança, no final de 2007, para defender interesses particulares do então vereador Lindolfo da Silva, mas foram pagos com dinheiro público, segundo acusação do Ministério Público (MP). Kireeff, que ficou sabendo do caso pela reportagem da FOLHA, disse que "primeiro quero tomar ciência do que se trata e verificar que passos podem ser tomados". O prefeito retornou ontem da licença de 15 dias.

Justificando
Embora tenha registrado arrecadações negativas de IPTU em relação às metas mensais desde o começo do ano, o Executivo londrinense deixou de apresentar os números no projeto de lei encaminhado à Câmara ontem, pedindo autorização para iniciar o Profis (regularização fiscal para quem está em débito). Na justificativa da matéria são citados dados apurados por reportagens veiculadas na imprensa local, mostrando o aumento da inadimplência nas contas públicas, sem, no entanto, apresentar o que foi realizado no orçamento municipal.

Jogadores na AL
A sessão de reabertura dos trabalhos na Assembleia Legislativa (AL) do Paraná, ontem, contou com a participação de alguns ex-jogadores de futebol. Ricardinho (Paraná Clube), Alex (Coritiba) e Sicupira (Atlético-PR) engrossaram a campanha do chamado "agosto azul", voltada à promoção da saúde dos homens. O tema deste ano é "Alimentação saudável e atividade física". Ao longo do mês, o prédio da AL será iluminado por lâmpadas azuis.

Coletiva
O presidente da Casa, Ademar Traiano (PSDB), convocou uma coletiva de imprensa para hoje, às 13h30, com o objetivo de anunciar uma série de medidas administrativas. Entre elas estão mudanças no site da AL, que segue fora do ar, e na TV Sinal, que será rebatizada de TV Assembleia. Ontem, em conversa com jornalistas, o tucano disse esperar um segundo semestre de "bastante tranquilidade". "Poderemos avançar em discussões de interesse do Estado. Acredito que o espírito de unidade e defesa do nosso Estado deverá prevalecer no parlamento."

Denúncia anônima
O vice-líder da oposição na AL, Requião Filho (PMDB), apresentou ontem em plenário uma denúncia anônima, que diz ter recebido na semana passada, envolvendo um suposto esquema de sonegação de impostos na Refinaria de Manguinhos. De acordo com ele, a distribuidora de combustíveis, com origem no Rio de Janeiro, teria se instalado no Paraná em 2008, após ser acusada de irregularidades e ter seu registro negado em São Paulo. A partir de 2011, a empresa teria acumulado débitos com ICMS, hoje na casa de R$ 1 bilhão, e utilizado precatórios e créditos "podres" para quitar dívidas com o Fisco estadual. Sem citar nomes, o peemedebista afirmou que espera que o Ministério Público (MP) apure o caso.


Lava Jato se aproxima de Lula e Dilma
Com a prisão do ex-ministro petista José Dirceu ontem, líderes da oposição no Congresso afirmam que as investigações da Operação Lava Jato se aproximam cada vez mais do ex-presidente Lula e da presidente Dilma Rousseff, além do núcleo principal do PT. Para o senador Aloysio Nunes (SP), vice-líder do PSDB no Senado, os fundamentos usados para a prender José Dirceu deveriam influenciar, pelo menos, uma investigação contra o ex-presidente Lula e a presidente Dilma Rousseff. Segundo os investigadores, Dirceu foi um dos criadores do esquema de corrupção na Petrobras e na estatal a prática do mensalão - a compra de apoio parlamentar. "Ele não montou isso sozinho. Havia um presidente da República e uma chefe da Casa Civil", afirmou o tucano. Para o líder do DEM no Senado, Ronaldo Caiado (GO), "falta pouco" para as investigações começarem a chegar a Lula e Dilma. Já para o presidente do PPS, deputado Roberto Freire (SP), "há o encaminhamento de que o impeachment pode se tornar necessário" porque a "ingovernabilidade está instalada no país".

Cunha silencia
Investigado por suposto envolvimento no esquema de corrupção da Petrobras, o presidente da Câmara, Eduardo Cunha (PMDB-RJ), preferiu não comentar ontem a prisão do ex-ministro da Casa Civil José Dirceu. "Prefiro não falar. Não tem sentido", afirmou Cunha. Em depoimento à Justiça Federal em Curitiba, o lobista Julio Camargo acusou Cunha de cobrar propina de US$ 5 milhões no esquema de corrupção da Petrobras. Cunha nega.

Sem lamento ou comemoração
Já o presidente nacional do PSDB, senador Aécio Neves (MG), afirmou que o partido "não comemora nem lamenta" as novas prisões da Operação Lava Jato, entre elas a do ex-ministro da Casa Civil José Dirceu. "O que deve ser louvado neste momento é o pleno funcionamento das nossas instituições", disse o tucano, em nota.

'Crime no atacado'
O ministro Marco Aurélio Mello, do Supremo Tribunal Federal (STF), disse ontem que, na Operação Lava Jato, o crime é cometido no "atacado" e sugeriu que no mensalão os atos eram "no varejo". "Quando eu tomei posse em 2006 no Tribunal Superior Eleitoral eu fiz um discurso que foi considerado muito ácido. Mas foi um discurso leve. Eu falei que (o mensalão) era o maior escândalo da República. Hoje nós temos aí esse que envolve o crime no atacado, não mais no varejo", disse o ministro ao comentar a deflagração da 17ª fase da Lava Jato.

mockup