Informe Folha
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sábado, 25 de julho de 2015
Equipe da Folha com agências<br>[email protected] 
"Esse presidencialismo que era de coalizão, agora virou um verdadeiro presidencialismo de confusão"
Prestação de contas de água e esgoto
A Companhia de Saneamento do Paraná (Sanepar) deve participar de audiência pública na Câmara de Londrina, ainda a ser marcada, a pedido da comissão formada por parlamentares para acompanhar os estudos da prefeitura que definirão o futuro dos serviços de água e esgoto no município. A reunião foi solicitada pelos vereadores em reunião com a diretoria da estatal, na última quinta-feira. Eles esperam que a companhia faça uma prestação de contas dos serviços prestados desde 1973.
Plano de carreira
O prefeito de Arapongas (Região Metropolitana de Londrina), Padre Beffa (PHS) recebeu ontem a proposta de Plano de Cargos e Salários dos servidores municipais. O estudo feito por uma comissão especial formada por funcionários, membros do sindicato e vereadores demorou 16 meses para ficar pronto e acumula mais de 1,5 mil páginas. O plano ainda depende de análise contábil e jurídica antes de ser aprovado e implementado.
'Presidencialismo de confusão'
Ex-candidata presidencial, Marina Silva afirmou que a crise política, agravada com a ruptura do presidente da Câmara, Eduardo Cunha (PMDB-RJ), com o governo, é fruto do sistema político no País. "Isso é resultado do que é esse presidencialismo que era de coalizão e que, agora, virou um verdadeiro presidencialismo de confusão." Marina argumenta que, desde 2010, alerta para o problema de se "distribuir pedaços do Estado" para atender a interesses e formar maioria no Congresso Nacional. "A composição do governo, com raras exceções, tanto para a formação dos ministérios quanto para constituir maioria no Congresso não é feita em cima de um programa e, ao não ser feito em cima de um programa, mas da distribuição de pedaços do Estado para atender interesses de grupos ou indivíduos, dá no que está dando agora", complementou.
Vitória da 'mentira'
Marina ainda está filiada ao PSB e no processo de criação de sua Rede Sustentabilidade voltou a reclamar do processo eleitoral do ano passado e de como Dilma Rousseff venceu com uma proposta de "mentiras". "Não se sacrifica o destino de uma nação para ganhar uma eleição", afirmou. Marina atribui ao uso de mentiras da campanha da sua então adversária o alto número de pessoas que hoje defendem o afastamento da presidente - pesquisa CNT/MDA divulgada na terça-feira mostrou que 62,8% da população é favorável ao impeachment de Dilma. "As pessoas se elegem com uma promessa e, em seguida, mudam o que prometeram da água pro vinho. É claro que há uma insatisfação da sociedade."
Oscips na mesma
O governo federal transferiu, por meio de medida provisória, para o dia 24 de janeiro de 2016 o prazo para a entrada em vigor da lei conhecida como Marco Regulatório das Organizações da Sociedade Civil. A data anteriormente estabelecida era o próximo dia 28 de julho. A lei estabelece o regime jurídico das parcerias voluntárias, envolvendo ou não transferências de recursos financeiros, entre a administração pública e as organizações da sociedade civil, em regime de mútua cooperação, para o interesse público.
Atraso
Foi mais um episódio que retrata o descompasso do Congresso Nacional o pedido feito pelo ministro do Tribunal de Contas da União (TCU), Augusto Nardes, aos congressistas para que haja prioridade na votação de contas dos ex-presidentes Fernando Collor de Melo, Itamar Franco e Fernando Henrique Cardoso. No caso de Collor, já se vão 23 anos do impeachment e as contas ainda dependem da avaliação dos parlamentares.
Mais um partido
O Ministério Público Eleitoral emitiu parecer favorável à criação do Partido Novo, o 33º partido político brasileiro. A agremiação tem inspiração liberal leia-se menor interferência do Estado e foco na eficiência da gestão pública. Com isso, a legenda aguarda a apreciação do pedido pelo Tribunal Superior eleitoral até outubro deste ano para que possa participar do pleito municipal de 2016.
Amor...
Ao pedalar ontem de manhã nas imediações do Palácio da Alvorada, acompanhada de seu personal trainer, a presidente Dilma Rousseff ouviu manifestações de carinho. Dois homens um deles servidor do Ministério da Integração Nacional gritaram "Dilma, eu te amo!" ao avistarem a presidente, no fim do exercício físico.
...e ódio
A declaração, é claro, não é unanimidade: depois dos protestos de março e abril, movimentos antipetistas preparam nova manifestação para agosto. "Não vamos pagar a conta do PT", previsto para o dia 16 do mês que vem, tem "o objetivo de exigir o fim do governo petista e repudiar seu ajuste fiscal, que passa a conta do governo para o cidadão brasileiro". É novamente bancado pelos movimentos Brasil Livre, Vem Pra Rua e Revoltados ON LINE. Em Londrina, a página do evento no Facebook tem 1,8 mil convidados e 165 confirmações.


