PDT sem liderança
O diretório municipal do PDT permanece sem uma presidência desde que o ex-prefeito Barbosa Neto se desligou da legenda, na semana passada, como condição para comandar o Balanço Geral, apresentado pela RIC TV, e ninguém sabe quem assume a nave. Em conversa ontem com Barbosa, o vereador Gaúcho Tamarrado marcou reunião nesta sexta-feira com o ex-correligionário para definir o futuro do partido em Londrina, que é um dos poucos a ter dois parlamentares na Câmara – assim como o PSDB e o PTB.

Sem pretensões?
Nos bastidores políticos, corre a especulação de que o retorno de Barbosa à tevê tem objetivos políticos já para o próximo pleito municipal, no ano que vem. Ele permanece inelegível até 2020, mas pode apoiar, aberta ou veladamente, algum candidato em 2016 – e obter retribuição quando puder voltar às corridas eleitorais. Ele, entretanto, garante que não há pretensões políticas na retomada da carreira de comunicador. "Preciso pagar minhas contas", disse, na semana passada.

TRF4 nega recurso da defesa de Dirceu
Em decisão de ontem, a 8ª Turma do Tribunal Regional Federal da 4ª Região (TRF4) negou, por unanimidade, o agravo regimental em habeas corpus preventivo impetrado pela defesa de José Dirceu no último dia 8. O juiz federal Nivaldo Brunoni, que responde pela Operação Lava Jato durante as férias do desembargador João Pedro Gebran Neto, havia negado a análise do HC preventivo por entender que este não se justificava e negou seguimento ao processo. A defesa impetrou então pedido de reconsideração da decisão a Brunoni, que foi indeferido. Agora, a defesa de Dirceu ainda pode interpor um agravo regimental, o que levaria o colegiado a realizar uma nova análise. A 8ª Turma é formada por Brunoni, pelo desembargador federal Leandro Paulsen e pelo juiz convocado Rony Ferreira.

Risco de prisão
O habeas corpus preventivo foi ajuizado dia 2 de julho no TRF4 pela defesa de José Dirceu. O objetivo alegado era evitar a possível ordem prisão preventiva de Dirceu pelo juiz federal Sérgio Moro. Os advogados alegavam que Dirceu estava em risco devido à delação premiada de Milton Pascowitch nos autos da Operação Lava Jato, que citava o ex-ministro. Brunoni entendeu que o HC não se justificava e negou seguimento ao processo. A defesa pediu reconsideração e, diante da negativa, interpôs agravo regimental, que permite uma reavaliação pela 8ª Turma. O agravo regimental foi levado para julgamento hoje e negado, por unanimidade. Dessa forma, está encerrado o processo.

Catta Preta deixa defesa de outros réus
A criminalista Beatriz Catta Preta também deixou de defender outros dois réus da Lava Jato que fecharam acordo de delação premiada. Depois de renunciar à defesa do empresário e ex-representante da Toyo Setal, Júlio Gerin de Camargo, a advogada não representa mais o ex-gerente de Serviços da Petrobras, Pedro Barusco Filho; e o executivo da Toyo Setal, Augusto Ribeiro de Mendonça Neto. Catta Preta não respondeu aos contatos feitos pela reportagem da Folha, mas há informações de que ela está se mudando do País e que também renunciou a outros clientes que não estão sendo investigados na Operação Lava Jato.

266 servidores expulsos
Balanço divulgado ontem pela Controladoria-Geral da União (CGU) aponta o Executivo federal aplicou 266 penalidades de expulsão a servidores públicos no primeiro semestre deste ano. Segundo a CGU, a corrupção é causa de 59% das expulsões. O balanço considera os estatutários do Poder Executivo federal, ou seja, submetidos ao Regime Jurídico Único dos Servidores Públicos Federais. Foram 227 demissões de servidores efetivos, 16 destituições de ocupantes de cargos em comissão e 23 cassações de aposentadorias. Outras razões para expulsões de servidores foram abandono de cargo, falta de assiduidade ou acumulação ilícita de cargos; atuação de forma desidiosa; e participação em gerência ou administração de sociedade privada.

12 pedidos de impeachment contra Dilma
A Câmara dos Deputados recebeu na terça-feira à noite mais um pedido de impeachment contra a presidente Dilma Rousseff. É o 12º requerimento apresentado desde fevereiro deste ano. Assim como os outros 11 requerimentos, este também apresentava erros de formatação e o presidente da Casa, Eduardo Cunha (PMDB-RJ), determinou que o texto seja reescrito em até dez dias. Pedido de impeachment é assinado por Bruno Antônio Martins de Guimarães e Adolfo Sachsida. Nas redes sociais dos dois signatários, há textos críticos ao governo e convocações para as manifestações contrárias ao governo previstas para agosto. Sachsida aparece como signatário de um outro requerimento apresentado em maio. Dos requerimentos apresentados até o momento, apenas um foi feito por parlamentar. Jair Bolsonaro (PP-RJ) apresentou pedido de impeachment em 13 de março. O deputado também teve que fazer adequações em seu pedido.

mockup