INFORME FOLHA
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segunda-feira, 20 de julho de 2015
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Central de boataria?
Nos bastidores da política londrinense muito se comenta que o ex-vereador Gerson Araújo (PSDB), que permaneceu no cargo dois anos e meio enquanto recorria do pedido de cassação de seu diploma, seria agraciado com um cargo na administração do prefeito Alexandre Kireeff (PSD). Até se comentava como certa sua indicação para a pasta de Meio Ambiente, para qual Gerson não tem a menor experiência, conforme ele próprio admitiu ontem à FOLHA. Porém, tanto o ex-vereador como o prefeito negaram tal indicação.
'Nome bacana'
"Nem conversei com ele, nem sobre outros assuntos", disse o prefeito Alexandre Kireeff. "Mas é um nome bacana, com bastante experiência, não necessariamente para o Ambiente." Gerson teve o diploma eleitoral cassado pelo Tribunal Superior Eleitoral (TSE) porque enquanto fazia a campanha de reeleição ocupou o cargo de prefeito, interinamente, após a cassação de Barbosa Neto (PDT) e a renúncia do vice, Joaquim José Ribeiro, em 2012.
Troca de defesa
A criminalista Beatriz Catta Preta, não é mais a advogada do empresário e ex-representante da Toyo Setal Júlio Gerin de Camargo, um dos delatores da Operação Lava Jato. Sua saída ainda não foi justificada, mas ocorre uma semana depois de ter seu nome aprovado para comparecer à CPI da Petrobras, em Brasília. Além de representar Camargo no acordo fechado com o Ministério Público Federal (MPF), Catta Preta também intermediou outras oito delações premiadas. Quem assume a defesa do executivo é Antônio Figueiredo Basto, que também é advogado do doleiro londrinense Alberto Youssef.
Propinas
Durante depoimento na Justiça Federal do Paraná, Julio Camargo afirmou que foi pressionado pelo presidente da Câmara dos Deputados, Eduardo Cunha (PMDB-RJ) a pagar US$ 10 milhões em propinas para que um contrato de navios-sonda da Petrobras fosse viabilizado. Do total do suborno, contou o delator, Cunha disse que era "merecedor" de US$ 5 milhões. Em conversa com a reportagem da FOLHA, Basto ressaltou que ainda está se inteirando dos processos referentes a seu novo cliente
Multado
O Tribunal de Contas (TC) do Paraná aplicou multa de R$ 725,48 ao prefeito de Cascavel (Oeste), Edgar Bueno (PDT), por irregularidades na concorrência para a contratação de empresa para a instalação e manutenção de equipamentos de mobiliário urbano em ruas e avenidas da cidade, sem custo para a prefeitura. O processo foi julgado pelo Pleno do TC na sessão de 18 de junho, ou seja, há um mês, mas apenas ontem a assessoria de comunicação encaminhou nota sobre o fato. Cabe recurso.
E o TSE, nada!
Três meses depois de ter cassado mandato do prefeito de Rolândia, Johnny Lehmann (PTB), a Justiça Eleitoral ainda definiu se haverá novas eleições na cidade ou se um vereador encerrará a gestão. Atualmente, o presidente do Legislativo, José de Paula Martins (PSD), está no cargo de prefeito, mas a indefinição permanece porque o Tribunal Superior Eleitoral (TSE) ainda não mandou o processo para o Tribunal Regional Eleitoral (TRE), que é o responsável por decidir sobre a realização ou não das eleições diretas.
Atrasos históricos
Em 2008, após o ex-prefeito Antônio Belinati (PP) vencer a disputa em Londrina, o TSE decidiu que ele estava inelegível por causa de contas reprovadas. O atraso no julgamento do processo levou a definição para depois da divulgação do resultado das urnas, dando causa às eleições suplementares do ano seguinte.
Requião e a Venezuela
Causou intenso debate ontem no Senado o relatório final da comissão chefiada pelo senador Roberto Requião (PMDB) que visitou a Venezuela, afirmando que o país vive clima de tranquilidade, sem riscos para a democracia. Revoltaram-se principalmente os senadores Aécio Neves (PSDB) e Aloysio Nunes (PSDB), que recentemente integraram outra comissão que foi impedida de deixar o aeroporto, em Caracas, quando tentava se encontrar com a oposição venezuelana.
Futuro da água
Os membros da Comissão Especial de Acompanhamento do Saneamento Básico, criada na Câmara de Londrina, marcaram encontro com o presidente da Companhia de Saneamento do Paraná (Sanepar), Mounir Chaowiche, depois de amanhã, em Curitiba, para discutir quais os interesses da empresa em relação ao município, que estuda o futuro dos serviços de água e esgoto. Segundo o presidente da comissão, Jamil Janene (PP), serão solicitados dados sobre os investimentos do último quinquênio e as prospecções para os próximos anos. Em reunião ontem com o assessor especial do Executivo Carlos Geirinhas, solicitaram acesso a partes ainda não divulgadas do estudo técnico feito pela Ceres Inteligência Financeira. As informações serão entregues, mas ainda não serão divulgadas, já que estão protegidas por decreto baseado na Lei de Acesso à Informação.


