INFORME FOLHA
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sexta-feira, 17 de julho de 2015
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Vereadores confirmam salário de R$ 970
Os vereadores de Santo Antônio da Platina (Norte Pioneiro) aprovaram por unanimidade na sessão de ontem a emenda que prevê os novos subsídios para prefeito (R$ 12 mil) e parlamentares (R$ 970) a partir de 2017. A discussão na Casa foi tema de matéria na FOLHA durante a semana e ganhou o noticiário nacional depois que a população platinense lotou as galerias, indignada com a aprovação do projeto original que aumentava os ganhos para R$ 22 mil (prefeito) e R$ 7,5 mil (vereadores). No dia da segunda votação, a pressão popular selou o recuo dos vereadores.
Paiçandu
Depois de uma liminar concedida pelo Tribunal de Justiça (TJ) do Paraná, a Câmara de Paiçandu suspendeu a sessão de cassação do mandato do prefeito Tarcísio dos Reis (PT), que acontecia na quinta-feira. Agora, o petista tem prazo de cinco dias para apresentar defesa no processo, antes que a sessão seja retomada. Reis deverá explicar o mistério dos pneus doados à prefeitura pela Receita Federal, que estavam armazenados em galpão público, mas foram vendidos para uma empresa particular, em prejuízo aos cofres da municipalidade. Ontem a reportagem procurou o presidente da Câmara, Carlos Martins, mas ele estava em reunião e não deu retorno.
Ibema: vice assume Executivo
O vice-prefeito de Ibema (Oeste), Paulo Luiz Pauwelz (PSL), assumiu o Executivo na quinta-feira, no lugar do prefeito Antônio Rabel (DEM), que está preso preventivamente, acusado de envolvimento nas fraudes em licitações para compra de medicamentos, investigadas pelo Ministério Público (MP). "É um cargo que sempre almejei, mas não esperava assumir nessas circunstâncias, peço a colaboração e confiança de todos para que possamos juntos, desenvolver um bom trabalho frente ao Executivo Municipal" disse Pauwelz.
Recurso ao TJ
O prefeito Antônio Rabel (DEM) foi preso na segunda-feira, na sequência da operação Panaceia, que apurou suposta organização criminosa entre agentes públicos e empresários, que pagavam propina para garantir a aparência de legalidade às licitações para a compra de remédios. Alguns lotes, segundo o MP, já tinham extrapolado o prazo de validade e ainda assim eram distribuídos à população. Rabel, apurou o MP, receberia mensalmente entre R$ 1 mil e R$ 5 mil em propina. A defesa apresentou habeas corpus ao Tribunal de Justiça (TJ) do Paraná.
Discurso afinado com Dilma
O presidente do Supremo Tribunal Federal (STF) e do Conselho Nacional da Justiça (CNJ), ministro Ricardo Lewandowski, parece distante da realidade brasileira e com um discurso afinado com a presidente Dilma Rousseff (PT). Ao ser questionado ontem por jornalistas sobre a crise no País, disse que não acredita que o Brasil corra "riscos sistêmicos mais graves". "De fato temos problemas econômicos que vêm do exterior e desde 2008 e que nos afetam claramente, e outros de natureza conjunturais e políticas. Mas nossa Constituição estabelece que nossos poderes são independentes, mas harmônicos, e tenho certeza de que o consenso vai prevalecer", afirmou.
'Me tira dessa'
O presidente do Supremo também se esquivou de assuntos mais espinhosos. Questionado sobre se há base jurídica para o impeachment da presidente Dilma Rousseff (PT), Lewandowski declarou que não poderia falar sobre hipóteses. Abordado ainda sobre se poderia pedir o afastamento do presidente da Câmara, Eduardo Cunha (PMDB), após denúncias de que teria recebido propina (US$ 5 milhões) de empreiteiras, o ministro disse que não poderia responder porque perderia seu voo de volta à Brasília (DF).
Youssef acusa Cunha
O doleiro londrinense Alberto Youssef, peça central da Operação Lava Jato, afirmou quinta-feira em depoimento à Justiça Federal, em Curitiba, que está sendo intimidado pela CPI da Petrobras e apontou como responsável indireto o nome do presidente da Câmara dos Deputados, Eduardo Cunha (PMDB-RJ). "Eu venho sofrendo intimidação perante as minhas filhas, perante minha esposa, por uma CPI coordenada por alguns políticos e que inclusive o nome de um deles foi mencionado aqui por mim", afirmou Youssef. Em depoimento ao juiz federal Sérgio Moro - que conduz os processos da Lava Jato - ele atacou Cunha e a CPI. "Eu acho isso um absurdo, eu como réu colaborador quero deixar claro que eu estou sendo intimidado pela CPI da Petrobras por um deputado pau mandado do seu Eduardo Cunha."
Propina de US$ 30 milhões
Youssef foi o primeiro delator a apontar o nome do presidente da Câmara para beneficiário de propina paga pelo lobista Julio Camargo, como representante de estaleiros asiáticos em contratos na Diretoria de Internacional da Petrobras - área controlada pelo PMDB, segundo a Lava Jato. Os dois contratos de navios-sonda, para exploração de petróleo, teriam envolvidos o pagamento de US$ 30 milhões em propina para a Diretoria de Internacional. Segundo o esquema desbaratado pela Lava Jato, parte dos valores da corrupção ficava com agentes públicos indicados e operadores de propina, e outra parte iam para os políticos e partidos que davam sustentação ao esquema. Também na quinta-feira, pela primeira vez, Camargo confessou que foi pressionado pessoalmente por Cunha a pagar US$ 10 milhões em propinas atrasadas, em 2011, das quais US$ 5 milhões eram para o parlamentar.


