Diferença entre público e privado
A Promotoria de Justiça de Arapongas (Região Metropolitana de Londrina) emitiu recomendação administrativa para que o procurador jurídico da Câmara Municipal, Juliano Domingos, abstenha-se de atuar em causas particulares dos vereadores. O Ministério Público (MP) considera que a advocacia privada do procurador para parlamentares e servidores "pode gerar conflito de interesses". Ademais, "tal atitude pode configurar improbidade administrativa". O documento recomenda ainda que o procurador "abstenha-se de utilizar a estrutura material e pessoal do ente público para sua advocacia privada". A recomendação ressalta que a atuação deve ser apenas em defesa dos interesses do órgão público e não do interesse individual do representado. O procurador não foi localizado ontem na Casa.

Antagonismos
Enquanto os vereadores de Santo Antônio da Platina (Norte Pioneiro) aprovavam em primeira discussão o aumento dos vencimentos do prefeito e do vice, a sede do Executivo estava fechada, sem atendimento ao público. A FOLHA noticiou a repercussão sobre o projeto e tentou falar com chefe do Executivo, Pedro Claro de Oliveira Neto (DEM), sobre o tema, mas segundo informações de funcionários de outros órgãos públicos – que não fecharam – a prefeitura deve voltar do recesso apenas na semana que vem.

Gaeco prende secretários
Os secretários de Administração e Previdência, Mailon Vaz, e de Meio Ambiente e Abastecimento, Fabrizio Granatto da Silva, de Almirante Tamandaré (Região Metropolitana de Curitiba), foram presos ontem por suposta cobrança de propina em troca de liberação de pagamentos. De acordo com o Ministério Público (MP) do Paraná, por meio do Grupo de Atuação Especial de Combate ao Crime Organizado (Gaeco) de Curitiba e da Promotoria de Justiça de Proteção ao Patrimônio Público de Almirante Tamandaré (Região Metropolitana de Curitiba), empresários dos mais variados setores tinham valores a receber do município por trabalhos já realizados, mas para que o pagamento fosse efetuado tinham que pagar "pedágio" aos secretários. A investigação durou cerca de quatro meses. O secretário de Meio Ambiente também foi flagrado por porte de munição de uso restrito.

Dilma vaiada em SC
A presidente Dilma Rousseff foi alvo de protestos ontem em Laguna (SC) durante a inauguração da ponte Anita Garibaldi, a maior obra do governo federal em Santa Catarina. A petista foi vaiada por servidores dos Correios, do Judiciário Federal, da Polícia Rodoviária Federal e por alguns integrantes do Movimento Brasil Livre (MBL). Servidores do Judiciário Federal pediram para Dilma sancionar a PLC 28, que trata dos salários da categoria. O grupo afirma que nos últimos seis anos teve 54% de perdas salariais. A presidente tem até o dia 21 deste mês para sancionar a PLC.

Presidente da Odebrecht será ouvido na PF
O presidente da Odebrecht, Marcelo Bahia Odebrecht, que está preso em Curitiba desde o dia 19 de junho, quando foi deflagrada a 14ª fase da Operação Lava Jato, presta depoimento pela primeira vez hoje de manhã aos delegados da Polícia Federal (PF) que estão à frente das investigações. Ainda não se sabe qual o teor das informações que serão prestadas pelo empresário, já que além das apurações em andamento, a PF também abriu procedimento para apurar informações sobre um bilhete que teria sido repassado a seus advogados, com a frase "destruir e-mails sonda".

Procedimento da CGU
Representantes da Controladoria Geral da União (CGU) estão em Curitiba para ouvir o doleiro londrinense Alberto Youssef. É a primeira vez que o órgão do Executivo, responsável por combater a corrupção no âmbito administrativo, ouve um dos delatores. A solicitação da CGU ocorreu no âmbito dos 29 Processos Administrativos de Responsabilização (PAR) contra empreiteiras investigadas pela Lava-Jato. Com a medida, o órgão espera colher mais elementos para avançar nos processos que, caso as empresas sejam responsabilizadas, podem acarretar em penas como o impedimento das empresas em celebrar novos contratos, a aplicação de multas, ou até penas mais duras. Estão na mira da CGU empresas como a Odebrecht, a Andrade Gutierrez e a OAS, que estão entre as maiores empreiteiras do País, além das construtoras Engevix, Galvão Engenharia, Queiroz Galvão, Camargo Corrêa e UTC, cujos executivos são réus em ações da Lava Jato.

'Impeachment não está em pauta'
O deputado federal Ricardo Barros (PP), que também é vice-líder do governo da presidente Dilma Roussef na Câmara, garante que não existe um clima de impeachment na Casa, em Brasília. "O impeachment é algo que está muito na mídia, mas não é uma pauta do Congresso, os partidos não estão se reunindo para tratar disso e as lideranças não estou se reunindo para tratar disso", ressaltou. Segundo ele, nem mesmo o PSDB tem muito interesse no impeachment. "O PMDB tem candidato a presidente, deixar o PMDB no poder (Micher Temer é vice-presidente) talvez não seja a melhor condição para a disputa lá na frente. Acho que tem que esperar, pode ser que fatos novos mudem o ambiente, mas no momento o impeachment não é uma pauta efetiva no Congresso", disse.

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