Serviços de água e esgoto
A Prefeitura de Londrina vai apresentar hoje, em audiência pública, o levantamento patrimonial e financeiro da Companhia Saneamento do Paraná (Sanepar) e as propostas para os serviços de água e esgoto no município, já que o contrato de concessão com a estatal terminou. As alternativas são a municipalização dos serviços, a renovação do contrato ou a realização de nova licitação. A apresentação e o debate com a população está marcado para as 19h, no auditório do Clube de Engenharia e Arquitetura de Londrina (Ceal), na Avenida Maringá, 2.400.

Levantamento técnico
O levantamento da atual situação do saneamento de Londrina foi feita pela Ceres Inteligência Financeira, empresa de Belo Horizonte (MG) contratada por licitação para fazer os trabalhos que embasarão a decisão sobre a prestação dos serviços. O estudo técnico foi entregue em junho, cinco meses depois de levantamentos e apuração de dados. Na esteira da proposta, a Câmara também aprovou, anteontem, uma comissão de acompanhamento composta por três vereadores sobre o tema.

Reajustes aprovados
Deputados estaduais aprovaram ontem, em segunda discussão, os reajustes para os servidores do Legislativo, Judiciário, Ministério Público, Tribunal de Contas e Defensoria Pública. Para os primeiros, o índice ficou nos 3,45% a serem pagos em outubro. A proposta também prevê o pagamento da inflação de 2015 em janeiro de 2016, e a de 2016 em janeiro de 2017, acrescida de 1% de aumento real. Já para os servidores dos demais poderes, os parlamentares aprovaram a reposição dos 8,17%, a serem pagos no mês que vêm, retroativamente a 1º de maio, como reivindicavam os servidores do Executivo durante a greve. Depois de um semestre conturbado e de discussões que se estenderam por meses, o assunto "reajuste" sai de pauta, para alivio da Casa.

Surpresa na votação
A grande surpresa foi o voto contrário aos 3,45% de Nelson Justus (DEM), que sempre acompanhou as decisões tomadas pela base governista. O projeto foi aprovado com 40 votos favoráveis e nove contra. Os demais deputados que votaram contra a proposta foram: Requião Filho, Anibelli Neto e Nereu Moura (PMDB); Gilson de Souza (PSC); Gilberto Ribeiro (PSB); Tadeu Veneri e Professor Lemos (PT); Edson Praczyk (PRB). A oposição vinha criticando o índice de 3,45%, ressaltando que a Assembleia Legislativa teria dinheiro para contemplar os funcionários com a reposição de 8,17%, mas foi voto vencido devido à maioria governista. Parlamentares da base do Executivo ressaltaram que a proposta seria "justa", porque concederam o mesmo índice para os servidores estaduais, como os professores, por exemplo.

Partidos em baixa
Os partidos políticos, o Congresso Nacional, a Presidência da República e os ministérios são, nesta ordem, as instituições menos confiáveis entre os brasileiros. A informação faz parte de pesquisa do Instituto Datafolha, encomendada pela Ordem dos Advogados do Brasil para avaliar o grau de credibilidade de 14 instituições. Segundo a pesquisa, somente 19% confiam na Presidência e nos ministérios, outros 78% não confiam e 3% não souberam responder. O Congresso Nacional conta com a confiança de 15% dos entrevistados enquanto que 82% não confiam e 3% não sabem responder. Os partidos políticos, por fim, detém a confiança de apenas 7% da população, 91% não confiam e 2% não souberam responder.

Exército em alta
No outro extremo da tabela, as Forças Armadas e o Conselho Federal da OAB são as instituições mais confiáveis entre os brasileiros. O resultado do levantamento, que também apontou que 74% dos brasileiros são contra doações de empresas a partidos políticos e candidatos, ocorre em meio ao escândalo da Operação Lava Jato, que vem revelando suspeitas de irregularidades e trocas de favores envolvendo as doações e propinas de grandes empreiteiras a partidos políticos. A pesquisa entrevistou 2.125 pessoas de 135 municípios de todas as regiões do País entre 9 e 13 de junho e tem margem de erro de dois pontos porcentuais.

Colisão entre OAB e Cunha
Essa pesquisa colocou em rota de colisão o presidente da Câmara dos Deputados, Eduardo Cunha (PMDB), e a OAB. Defensor e um dos principais articuladores da doação de empresas para campanhas eleitorais, Cunha disparou críticas contra a entidade dizendo que a OAB "não tem credibilidade há muito tempo". Em nota, o presidente da OAB, Marcus Vinícius Coelho evitou o embate e afirmou que "as ideias devem brigar, as pessoas não".

Menos tempo na TV
A comissão de reforma política no Senado reduziu o tempo de campanha e de propaganda eleitoral no rádio e na televisão, e vetou pagamento de cabo eleitoral pelos candidatos numa disputa. Segundo projeto aprovado pelo grupo ontem, os partidos terão até o fim de julho do ano em que ocorre a eleição para a definição dos candidatos. Com isso, o tempo de campanha diminui dos atuais três meses para dois meses. Também foi reduzido o tempo de propaganda eleitoral em rádio e TV: se hoje os programas começam 45 dias antes do pleito, agora o tempo dos programas foi limitado aos 30 dias que antecedem a disputa. Para o autor da proposta, senador Romero Jucá (PMDB-RR), isso terá impacto expressivo no gasto de campanha. Os senadores reduziram para 30 minutos o tempo de propaganda na televisão (hoje são 50 minutos), mas ampliaram as inserções de até um minuto.

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