INFORME FOLHA
PUBLICAÇÃO
segunda-feira, 29 de junho de 2015
Equipe da Folha com agências<br>[email protected] 
Novo comando no PMDB local
O ex-vereador João Mendonça (1993-1996), eleito presidente do PMDB de Londrina na semana passada, antecipou que a sigla quer se organizar, apesar do pouco tempo, para tentar candidatura própria à prefeitura no ano que vem. "Temos que trabalhar desde já uma boa chapa de vereadores e pensar em um nome para prefeito." Ele reconhece que a marca de partido dividido dificulta a organização da sigla. O último presidente, Sergio Bahls, abandonou o PMDB para apoiar a candidatura de Beto Richa (PSDB) e ganhar um cargo na Sanepar. No Estado, os filiados se dividem no apoio ao tucano e ao senador Roberto Requião (PMDB). "Com certeza, esse abandono do projeto do partido é ruim. Temos que corrigir isso."
Livre de multa
A decisão do Tribunal de Contas (TC) do Paraná que retirou multa aplicada ao Lar Anália Franco, este mês, beneficia também o ex-presidente da entidade Waldir Piedade. O TC cobrou a devolução de R$ 1,7 mil que deveriam render da aplicação de recursos de um convênio no valor de R$ 536 mil em poupança. Como gestor, Piedade foi multado em R$ 1,4 mil, mas o recurso impetrado pelo advogado do Lar foi acatado e o acórdão foi revisto, anulando as penalidades.
Manifesto pró Moro
Os procuradores que atuam na força-tarefa da Operação Lava Jato divulgaram um manifesto em apoio ao juiz federal Sérgio Moro, depois que a advogada da empreiteira Odebrecht veio a público questionar os trabalhos desenvolvidos desde o ano passado, e chegou a cogitar a possibilidade de denunciar o magistrado por "violação aos direitos humanos". Dora Cavalcanti levantou o tema numa entrevista publicada no jornal "O Globo" do último final de semana. "A entrevistada parece desconhecer que o sistema judicial brasileiro prevê vários recursos e diversas instâncias recursais, tendo os investigados inúmeras possibilidades de obter a revisão das decisões tomadas pelo juízo federal, não sendo razoável, muito menos respeitoso ao sistema republicano, que sejam lançadas, por meio de notas ou entrevistas como aquelas recentes, acusações vagas, desrespeitosas e infundadas à atuação do juiz federal Sérgio Moro", diz trecho da manifestação.
Irresponsabilidade e desespero
Os procuradores ainda criticaram que a abordagem feita pela advogada na entrevista é superficial e deixa de considerar farta prova material dos crimes praticados por seus clientes, no caso, os diretores da Odebrecht. "Afirmativa de que pretende recorrer a uma Corte Internacional para a garantia do direito de seus clientes sugere, fortemente, que os dez delegados, os nove procuradores, o juiz federal, a Corte de primeira instância, os desembargadores do Tribunal Regional Federal da 4ª Região e os ministros do Superior Tribunal de Justiça e do Supremo Tribunal Federal estão mancomunados para violar direitos humanos dos seus clientes, o que é de uma total irresponsabilidade, senão desespero. Essa abordagem conspiratória, já refletida em entrevista anterior, negligencia a independência, maturidade e imparcialidade de nossas cortes, refletindo estratégia que procura reverter, no campo midiático, as inegáveis evidências em desfavor da cúpula da empresa", reforçaram os procuradores.
Planilhas confirmam cartelização
Os investigadores da Lava Jato ainda citam que foram apreendidas diversas planilhas com divisão das obras por empresa, nas quais constava a empresa Odebrecht como parte do "clube" de empreiteiras cartelizadas. "Dezenas de milhões de dólares pagos por empresas no exterior aos funcionários da Petrobras foram bloqueadas e devolvidas. Tal é a robustez das provas que várias das empresas não colaboradoras já reconhecem boa parte dos crimes praticados. A insistência da Odebrecht, bem como de seus advogados, em negar a realidade, a ausência de apuração dos fatos na empresa e a falta da aplicação pela empresa de qualquer sanção àqueles que praticaram os crimes apenas confirma as demais evidências de que a corrupção era determinada e praticada na cúpula da empresa. Não se trata de prejulgar mérito ou investigados, mas de repetir juízo sobre as provas já feito, em caráter provisório, em processo público, em pedidos de medidas cautelares". Os procuradores completam afirmando que o argumento de que as prisões foram usadas para obter colaborações "não tem qualquer base na realidade", pois mais de dois terços das colaborações foram feitas com réus soltos, "ato que a advogada que atua no feito não deve desconhecer".


