Cartilhas às avessas
No portal da Coordenadoria da Receita Estadual do Paraná na internet está estampada a frase que deveria guiar a atuação de todos os servidores do órgão. Com o título de "objetivos estratégicos", a regra é clara. "Evitar a evasão das receitas tributárias e combater as fraudes fiscais por meio de fiscalização ágil e efetiva, com ênfase na prevenção."

Vai e vem da UPA 1
O prefeito de Londrina, Alexandre Kireeff (PSD), solicitou ontem a retirada de pauta, por uma sessão legislativa, do projeto de lei que destina uma área de praça na Chácara Gralha Azul, na zona leste, para a construção de uma Unidade de Pronto Atendimento (UPA). Entretanto, o pedido não tem respaldo na polêmica levantada pela Promotoria de Defesa do Meio Ambiente, que não quer a desafetação do terreno de 4,6 mil metros quadrados. A suspensão na tramitação é porque uma empresa, que pretende investir no município, propôs como contrapartida a construção de uma unidade hospitalar nos mesmos moldes pleiteados, mas que seria custeada por recursos federais.

Vai e vem da UPA 2
De acordo com o chefe de gabinete de Kireeff, Marcio Stamm, a proposta da empresa – que não teve o nome revelado - foi feita há pouco tempo e seria uma contrapartida à doação de um outro terreno do município. Stamm disse que não sabe se é uma nova empresa ou se é alguma já instalada em Londrina que pretende ampliar instalações. Ainda de acordo com ele, caso a proposta prossiga, os recursos federais podem ser direcionados para uma outra unidade de urgência e emergência em outro ponto da cidade.

Música no posto de saúde
A Big Band de Londrina foi a atração da inauguração da nova sede da Unidade Básica de Saúde (UBS) no bairro Milton Gavetti, em Londrina, na manhã de ontem. O grupo musical renovou uma ata de registro de preços com a Prefeitura de Londrina, em maio passado, e pode ser chamada para eventos da administração direta e indireta do município. O custo por apresentação, segundo o secretário de Gestão Pública, Rogério Dias, é de R$ 4,5 mil por duas horas de disponibilidade. Apresentações musicais eram uma marca de inaugurações do governo do ex-prefeito Antonio Belinati.

Leilão de carro de doleiro
A Justiça Federal no Paraná realiza hoje mais um leilão de carro apreendido na Operação Lava Jato. O Volvo XC60 importado, avaliado em R$ 130 mil, pertencia a Carlos Habib Chater, denunciado pelo Ministério Público Federal (MPF) por organização criminosa e crimes financeiros e de lavagem de dinheiro. Ele é doleiro e ex-proprietário do Posto da Torre, em Brasília, que era utilizado para lavagem de dinheiro. Chater já foi condenado a 10 anos e cinco meses de prisão em regime fechado em dois dos processos referentes à Lava Jato. Este será o segundo bem apreendido na operação a ser leiloado. No primeiro leilão, um Porsche Cayman, que pertencia à doleira Nelma Kodama, foi arrematado por R$ 206 mil. O objetivo da força-tarefa do MPF que atua na Lava Jato é pedir a alienação antecipada de todos os bens apreendidos que estão sujeitos à depreciação durante o trâmite dos processos.

Alienação antecipada
A alienação antecipada – leilão de bem apreendido antes mesmo do fim do processo criminal – só era adotada para a venda de bens apreendidos em casos relacionados à Lei de tóxicos, que previa a sua realização. Em 2010, o Conselho Nacional de Justiça publicou uma recomendação que orientava os juízes a realizarem a alienação antecipada em outros casos. A partir de 2012, o procedimento passou a ser previsto na Lei Federal nº 12.694.

Gleisi volta a negar propina
Depois de ter seu nome mais uma vez divulgado após a realização de uma acareação entre o doleiro Alberto Youssef e o ex-diretor da Petrobras Paulo Roberto Costa, no início da semana, a senadora Gleisi Hoffmann se manifestou via redes sociais, em sua conta do Facebook, sobre as acusações de que ela teria recebido R$ 1 milhão para sua campanha. "Desde outubro de 2014 tenho sido acusada, junto com meu marido, Paulo Bernardo, de ter pedido e recebido dinheiro de propina para minha campanha ao Senado em 2010. Reafirmo aqui, com todas as letras, que não pedi, nem recebi dinheiro dessa procedência pra minha campanha. Reafirmo que não conheço Paulo Roberto Costa, nem tampouco Alberto Youssef. Nunca estive com eles e nunca me envolvi com assuntos da Petrobras. Reafirmo, ainda, que todos os valores doados à minha campanha foram devidamente contabilizados e aprovados pelo TSE."

Contradições e indignação
Gleisi ainda reforça que teve acesso às delações premiadas e que nenhum dos dois assume a responsabilidade pelo "suposto" repasse. "Paulo Roberto Costa diz que foi Alberto Youssef quem pediu pra ele passar dinheiro para minha campanha. E Alberto Youssef diz que foi Paulo Roberto Costa quem determinou o repasse. Nenhum confirma que falou com Paulo Bernardo a respeito do assunto", destaca a paranaense. Gleisi ainda criticou a cobertura dada pela mídia sobre o assunto. "Minha indignação é com a volta deste assunto, requentado, para as páginas dos jornais depois da acareação entre os dois delatores. Ambos, pelo que li na imprensa, reafirmaram o que já disseram anteriormente, ou seja, reafirmaram as contradições que estão no processo. Não há novidades."

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