INFORME FOLHA
PUBLICAÇÃO
terça-feira, 23 de junho de 2015
Equipe da Folha com agências <br> [email protected] 
Salários
O governo estadual está usando o portal da transparência para dar destaque aos salários dos professores das escolas públicas e dos servidores das instituições de ensino superior, que acabaram de sair da greve. Dando sequência à prestação de informações, a administração poderia também relacionar os salários de todos os servidores lotados na Receita Estadual, inclusive os presos e afastados das funções por suposto envolvimento no esquema de corrupção.
Debate sobre maioridade penal
A Comissão dos Direitos Humanos e de Defesa da Cidadania da Câmara de Londrina promove hoje, às 19h, audiência Pública para debater a Proposta de Emenda à Constituição (PEC) que pretende reduzir de 18 para 16 anos a maioridade penal. O debate terá a presença do procurador Olympio de Sá Sotto Maior Neto, coordenador do Centro de Apoio Operacional às Promotorias de Justiça de Proteção aos Direitos Humanos do Ministério Público (MP) do Paraná; da assistente social Eliezer Rodrigues do Santos, que trabalha no Centro de Referência Especializado de Assistência Social (Creas II); e da pedagoga Glória Christina de Souza Cardozo, do Centro de Socioeducação (Cense II). O evento também será transmitido on-line pelo site da Câmara (www.cml.pr.gov.br).
Mais dinheiro para o esporte
A Câmara de Londrina aprovou ontem, em segunda discussão, projeto de lei do Executivo que permite abertura de créditos suplementares à Fundação de Esportes de Londrina (FEL) num total de R$ 5,8 milhões. Os recursos permitirão a realização dos Jogos Escolares Brasileiros da Juventude 2015 em Londrina (R$ 4,6 milhões) e o lançamento do programa de iniciação esportiva Pró-Juventude (R$ 1,2 milhão). O texto tramita em regime de urgência no Legislativo.
Três investigados deixam carceragem da PF
O juiz federal Sérgio Moro confirmou a soltura de três presos da 14ª fase da Operação Lava Jato. Antônio Pedro Campelo de Souza, ex-diretor da Andrade Gutierrez; Flávio Lúcio Magalhães, apontado como operador ligado à construtora Andrade Gutierrez; e Christina Maria da Silva Jorge, sócia da empresa Hayley, e que seria ligada à Odebrecht; prestaram depoimentos na última segunda-feira na sede da Polícia Federal (PF) e, no início da noite de ontem, deixaram a carceragem. Eles tiveram o pedido de prorrogação da prisão temporária negado pelo magistrado, contudo, terão que cumprir algumas medidas cautelares, como comparecimento a todos os atos do processo; proibição de deixar o País e entrega dos passaportes nacionais e estrangeiros.
Despacho de Moro
Em seu despacho, o magistrado ressalta que não há, a princípio, justificativa para manter os suspeitos presos. "Apesar das ponderações respeitáveis da autoridade policial, a prisão temporária foi principalmente instrumental à busca e à colheita dos primeiros depoimentos, a fim de evitar dissipação de provas e concertação fraudulenta de versões entre os referidos investigados, como ocorreu em casos pretéritos nesta mesma investigação. Efetuada a busca e colhidas as primeiras declarações, a medida não mais se faz necessária, ainda que o quadro probatório em relação a elas ainda esteja carente de melhor esclarecimento", ressaltou o juiz Sérgio Moro.
Ex-diretor tem prisão prorrogada
Já em relação a Alexandrino de Salles Alencar, ex-diretor da Odebrecht, Moro prorrogou por mais um dia seu recolhimento a fim de ouvir o Ministério Público Federal (MPF) sobre o pedido feito pela PF, de converter sua prisão temporária em preventiva. Os procuradores devem se pronunciar sobre a questão até o meio-dia de hoje. Ainda na segunda-feira, Alexandrino informou seu afastamento e desligamento da função de diretor da Odebrecht para "se dedicar integralmente à sua defesa no procedimento que figura como investigado". Continuam detidos em prisão preventiva o presidente da Odebrecht, Marcelo Bahia Odebrecht; João Antônio Bernardi, ex-funcionário da Odebrecht; Márcio Faria da Silva, diretor da Odebrecht; Rogério Santos de Araújo, diretor da Odebrecht; César Ramos Rocha, diretor da Odebrecht; Otávio Marques de Azevedo, presidente da Andrade Gutierrez; Elton Negrão, diretor da Andrade Gutierrez; e Paulo Roberto Dalmazzo, ex-diretor da Odebrecht.
Alimentação especial
Em despacho publicado na última segunda-feira, o juiz federal Sérgio Moro autorizou a Polícia Federal (PF) a fornecer alimentação especial para o presidente da Odebrechet, Marcelo Bahia Odebrecht. Ele sofre de hipoglicemia, um distúrbio provocado pela baixa concentração de açúcar no sangue. O tratamento exige que o paciente tenha alimentação regular e, eventualmente, tome remédios para que os níveis de açúcar não caiam muito. O advogado Rodrigo Sánchez Rios, que defende o executivo, encaminhou pedido à Justiça dizendo que Marcelo "deve alimentar-se em intervalos curtos, não podendo ficar por longos períodos sem a realização de sua dieta". Na decisão, Moro informou que a questão já foi informada à autoridade policial, e que fornecerão ao custodiado, na carceragem, alimentação adequada ao seu quadro de saúde.


