INFORME FOLHA
PUBLICAÇÃO
segunda-feira, 22 de junho de 2015
Equipe da Folha com agências <br> [email protected] 
Justiça recebe denúncia contra "Bibinho"
O juízo da 4ª Vara Criminal de Curitiba recebeu denúncia oferecida pelo Ministério Público do Paraná, por meio do Grupo de Atuação Especial de Combate ao Crime Organizado (Gaeco), contra o ex-diretor da Assembleia Legislativa do Paraná (Alep), Abib Miguel, conhecido como "Bibinho", e mais doze pessoas por envolvimento em desvios de dinheiro público do Legislativo estadual. De acordo com a denúncia, entre os anos de 1997 e 2010, Abib Miguel foi responsável pelo desvio de mais de R$ 216 milhões, em valores atualizados, envolvendo a contratação de pelo menos 97 funcionários "fantasmas" pela Alep. Os recursos desviados eram "lavados" através da aquisição de imóveis urbanos e rurais, em nome do próprio ex-diretor e de seus familiares, em vários estados do País, e de sua posterior exploração (agrícola ou extração de madeira ou minérios, por exemplo). Na denúncia, foram descritos pelo menos 60 imóveis utilizados no esquema, localizados no Paraná, Goiás, Tocantins, Rio Grande do Norte, Mato Grosso, Santa Catarina e São Paulo.
Sequestro de bens
Abib Miguel, sete familiares e outras três pessoas são acusadas pela prática dos crimes de lavagem de dinheiro e organização criminosa. Outros dois envolvidos nos desvios estão sendo processados apenas por lavagem de dinheiro. A Justiça determinou, ainda, o sequestro de bens dos denunciados e a prisão preventiva, com relação a esse novo processo, de Abib Miguel (que já estava preso por outra decisão judicial).
Emília na Fomento Paraná
Diferentemente do informado na reportagem "Belinati mantém rotina e articulações políticas" publicada no último domingo na FOLHA, a ex-vice-governadora Emília Salles Belinati (1995-2002) ocupa atualmente o cargo de gestora de projetos da Fomento Paraná (empresa de economia mista controlada pelo governo do Estado). Emília recebe R$ 11,4 mil mensais. Como já informou a FOLHA, quem também está lotado na Fomento é Luiz Renato Oliveira Jorge Hauly, filho do deputado federal Luiz Carlos Hauly (PSDB), que ocupa o cargo de diretor de mercado e relações instituições com salário de R$ 20 mil/mês.
'Cala a boca'
Na mesma sessão em que os deputados estaduais discutiam a retirada das referências à igualdade de gênero do Plano Estadual de Educação (PEE), ontem, o presidente da Assembleia Legislativa (AL) do Paraná, Ademar Traiano (PSDB), mandou a professora Loren Júlia França Rech Zanetti, que protestava em uma das galerias da Casa, "calar a boca". A atitude do tucano aconteceu logo após um discurso do Pastor Gilson de Souza (PSC), líder da chamada bancada evangélica da AL. O político do PSC afirmou que a "ideologia de gênero" seria um incentivo "ao homossexualismo" (termo preconceituoso utilizado para se referir à homossexualidade). A mulher chamou o parlamentar de ignorante, sendo interrompida pelo chefe do Legislativo.
Arrependimento
Com os gritos de "machista" ecoando no plenário, Traiano voltou atrás e se desculpou do xingamento. Seguranças da AL pediram que Loren se retirasse do local, no entanto, ela foi mantida graças à intervenção de outros docentes. "Ser ignorante é simplesmente não entender do assunto e, quando o deputado começou a falar, não só eu, como outras pessoas, o chamei de ignorante sim. Tenho alunos que chegam a desistir de ir para a escola porque são gays e lésbicas e sofrem bullying", justificou a professora, em entrevista à imprensa.
Histórico machista
O presidente da AL já havia gerado polêmica recentemente, ao postar em sua conta no Facebook uma foto em que aparecia na cadeira de seu gabinete, rodeado por três secretárias. A imagem dava a impressão de que as bonitas funcionárias estariam ali para servi-lo. Diante da repercussão negativa, o parlamentar retirou a postagem. No ano passado, o então chefe da Casa, Valdir Rossoni (PSDB), atualmente deputado federal, foi outro a se referir a uma mulher usando de grosseria. Diretora do SindSaúde, Elaine Rodella criticava a criação da Fundação Estatal de Atenção em Saúde (Funeas), quando ouviu do parlamentar: "Que nervosinha; imagina o que essa mulher faz com o marido em casa".
Bateu a pressa
A Comissão de Constituição e Justiça da Câmara de Londrina convocou para amanhã, às 15h, reunião extraordinária para discutir o projeto de lei 89/2015, que cria oito vagas para auditor interno, serviços de administração, analistas de sistema e para contador, e extingue sete funções com cargos vagos. A comissão atende a pedido de urgência do Executivo, que pretende aproveitar candidatos aprovados em concurso para as funções e que vence no próximo dia 17. Depois da CCJ, o texto precisa passar por outras comissões, como a de Finanças, para emissão de parecer, antes de ser submetido a votação em plenário.


