INFORME FOLHA
PUBLICAÇÃO
sexta-feira, 19 de junho de 2015
Equipe da Folha com agências <br> [email protected] 
Auxílio-moradia 1
O presidente do Tribunal de Justiça (TJ) do Paraná, Paulo Roberto Vasconcelos, suspendeu ontem, "por tempo indeterminado", o pagamento do auxílio-moradia retroativo aos últimos cinco anos que seria feito aos mais de 800 juízes e desembargadores do Estado. O benefício havia sido solicitado pela Amapar, entidade representativa da categoria, no dia 15 de janeiro de 2015, e submetido a um estudo de viabilidade financeira por parte do órgão. Se fosse autorizado agora, custaria perto de R$ 200 milhões aos cofres do TJ. Mensalmente, os magistrados recebem, desde o ano passado, R$ 4,4 mil de adicional.
Auxílio-moradia 2
Em nota enviada à FOLHA, o Tribunal informou que solicitou o retorno do processo para suspensão, seguindo orientação de Vasconcelos. Quando ele assumiu o cargo, em fevereiro, substituindo Guilherme Luiz Gomes, o pedido já tramitava administrativamente, tendo seguido seu curso normal. Em 17 de junho, a diretoria de pagamento do TJ recebeu um ofício, para apurar o custo da medida. Ainda conforme o documento, o presidente então reassumiu a posição "comunicada em outras oportunidades de que, face à crise financeira por que passa o Estado, o momento é inoportuno para tal solicitação". Não há garantia, contudo, de que o retroativo volte à pauta do órgão futuramente.
Parceria
A TV Sinal, da Assembleia Legislativa (AL), começou a transmitir aulas de um curso preparatório gratuito para o Exame Nacional do Ensino Médio (Enem). As aulas são ministradas por professores especialistas e gravadas no estúdio de educação a distância (EaD) do Instituto Federal do Paraná (IFPR), em parceria com a equipe de professores do Eureka. A transmissão foi viabilizada por uma parceria entre o Legislativo e o IFPR. A transmissão pela TV Sinal ocorre no canal 16 da Net, a partir das 19h. Os alunos também podem assistir as aulas pelo YouTube, que pode ser acessado no site da Assembleia (www.alep.pr.gov.br).
Investimentos decrescentes
O Índice Firjan de Gestão Fiscal (IFGF) referente ao ano de 2013, elaborado pela Federação da Indústrias do Rio de Janeiro (Firjan) desde 2008 e lançado, em sua última edição, anteontem, mostra que o volume de investimentos do município de Londrina diminui ao mesmo tempo em que o custo da dívida também decresce. Essa observação é possível ao analisar os últimos cinco anos de gestão avaliados, de 2009 a 2013, englobando toda a gestão iniciada por Barbosa Neto (PDT) e o primeiro ano de Alexandre Kireeff (PSD).
Investimentos em baixa
A evolução do IFGF de Londrina de 2009 a 2013 mostra que a gestão fiscal evoluiu até 2011, com avaliação sempre crescente, mas voltou a cair em 2012 e 2013. A curva pode ser resultado da administração passada, que passou por cassação de Barbosa no último ano, e com o orçamento do primeiro ano de Kireeff, que ão foi feito por sua equipe. Mas o volume de investimentos faz curva semelhante, subindo e caindo ainda na gestão do pedetista. Já o custo da dívida não parou de baixar, já que o índice melhora a cada ano.
Maringá sempre em alta
Ao comparar a gestão fiscal de Londrina e Maringá, entre 2009 e 2013, apenas pelo IFGF, mostra uma diferença gritante nos investimentos feitos nos dois municípios. Enquanto o primeiro sempre tem notas reprováveis, o segundo tem notas altíssimas neste quesito o índice, que varia de 0 a 1 e, quanto mais alto, melhor a avaliação. Londrina nunca chegou a 0,4 no quesito enquanto Maringá leva 1 em investimentos de 2009 a 2011, 0,9814 em 2012 e 0,8366 em 2013. Isso coloca aquele município como o 1º melhor em gestão fiscal de 2010 a 2013. As informações podem ser acessadas no site http://www.firjan.org.br/ifgf/.
Itamaraty cobra explicações da chanceler venezuelana
Diante da pressão da oposição, o Ministério das Relações Exteriores decidiu cobrar explicações da embaixadora da Venezuela no Brasil, Maria Lourdes Urbaneja Durant, e da chanceler venezuelana, Delcy Rodriguez, sobre o episódio envolvendo a missão de senadores brasileiros em Caracas. A atitude é vista na diplomacia como um gesto de insatisfação do governo brasileiro e dependendo da resposta do governo de Nicolás Maduro, o Itamaraty pode avaliar se chamará de volta ou não o embaixador brasileiro. O ministro Mauro Vieira telefonou ontem pela manhã para sua colega para pedir informações sobre o episódio. A chancelaria brasileira ainda avaliará os esclarecimentos que serão prestados pela Venezuela para então se posicionar.
Casa de Jô Soares pichada
A rua em frente ao apartamento onde o mora o apresentador Jô Soares, localizada no bairro Higienópolis, em São Paulo, amanheceu ontem com uma pichação com a frase: "Morra Jô Soares". A ameaça acontece cerca de uma semana depois da entrevista feita por ele com a presidente Dilma Rousseff, em Brasília. Na semana passada, o apresentador entrevistou a presidente por 69 minutos no Palácio da Alvorada. Opositores do governo usaram as redes sociais para acusar Jô Soares de ter feito uma entrevista favorável a Dilma.


