"É mais um ataque do governador Beto Richa e só comprova o desrespeito que ele tem para com os educadores"







Lei de Acesso à Informação
O prefeito de Londrina, Alexandre Kireeff (PSD), assinou ontem o decreto municipal que regulamenta a Lei de Acesso à Informação. O objetivo é dar mais transparência às ações do poder público. Com a regulamentação baseada na lei federal 12.527/2011, as informações devem ser repassadas ao cidadão de forma imediata ou em até 20 dias. O prazo poderá ser prorrogado por mais 10 dias desde que seja apresentada uma justificativa. "O objetivo é garantir mais transparência, fortalecer o acesso à informação por parte da população, criar a nossa normatização municipal, atender as solicitações da sociedade civil organizada, cumprir o plano municipal de transparência e tornar o controle social mais efetivo e mais eficiente", destacou Kireeff.

Avanços
O presidente do Observatório de Gestão Pública de Londrina (OGLP), Fábio Cavazotti, disse que o decreto assinado por Kireeff "traz avanços" no que tange à transparência administrativa, mas que há pontos que podem ser aperfeiçoados. "Vamos encaminhar nossas considerações e o prefeito já sinalizou que vai analisar e adotar aquilo que concordar", afirmou. Para o Observatório, entretanto, a regulamentação ficou melhor que a primeira tentativa, por meio de decreto de lei, que foi considerada bastante inadequada, o que levou Kireeff a reformular a proposta.

Família Barros na Europa
Desde ontem a família Barros cumpre agenda na Europa. A vice-governadora Cida Borghetti (PROS) e o deputado Ricardo Barros (PP) estão visitando a ExpoMilão 2015, que reúne expositores de 150 países e dezenas de empresas. A vice-governadora foi convidada pela embaixada da Itália para participar da feira. Barros preside o grupo parlamentar Brasil-Itália e Brasil-Sérvia. Depois da Itália, o casal participa da Feira Internacional de Produtos de Defesa, realizada pelo governo da Sérvia e pela estatal Jugoimport, entre os dias 23 e 26, em Belgrado. Segundo o governo estadual, o Paraná negocia a instalação de empresas sérvias de aeronáutica e defesa. A filha do casal, Maria Victoria (PP), deputada estadual, requereu, na sessão da última terça-feira da Assembleia Legislativa (AL), licença para viajar para fora do País.

APP contesta dados do governo sobre salários
A APP-Sindicato divulgou ontem uma nota contestando dados divulgados pelo governo sobre os salários dos professores e acusando o Executivo de usar informações distorcidas para colocar a população contra a categoria. A nota é uma resposta a um texto publicado no site da Secretaria de Estado da Educação (Seed) apontando que os professores da rede pública estadual recebem salários maiores do que prefeitos de 111 municípios paranaenses. Segundo o levantamento da Pasta, "o número equivale a 27,8% dos municípios paranaenses".

Minoria salarial
De acordo com a APP, o governo teria selecionado "uma minoria que recebe salários acima da média da categoria, depois de muitos anos de serviços prestados ao Estado" e os comparou a prefeitos de pequenos municípios. "É mais um ataque do governador Beto Richa e só comprova o desrespeito que ele tem para com os educadores paranaenses", afirmou Hermes Silva Leão, presidente da entidade. Conforme o sindicado , os menores salários hoje no serviço público são justamente de trabalhadores da educação, principalmente agentes educacionais.

Vereadores condenados por corrupção eleitoral
O Juízo da 96ª Zona Eleitoral do Paraná condenou dois vereadores de Nova Londrina, município do Noroeste do Estado, pela prática de crime de corrupção eleitoral. Os vereadores foram presos em flagrante em 1º de outubro de 2014, após denúncia de compra de votos mediante distribuição de vale-combustível à população local. O objetivo era beneficiar os candidatos ao cargo de deputado estadual por eles apoiados. Os vereadores foram denunciados pela Promotoria de Justiça de Nova Londrina.

Combustível distribuído para 349 pessoas
Na época da prisão, foi encontrada expressiva quantidade de tíquetes e agendas com anotações de controle do combustível distribuído. Um caderno apreendido indicava 349 pessoas favorecidas. Os registros somavam um total de 4 mil litros de combustível, consumo improvável em uma campanha voltada a 10 mil eleitores e que contou com a participação de apenas nove cabos eleitorais. Diante das evidências, os vereadores foram condenados ao pagamento de multa e à prestação de serviços à comunidade. Um eleitor que recebeu vales combustíveis também foi condenado. Inicialmente, as penas estabelecidas variavam de um ano e dois meses a um ano, 11 meses e dez dias de reclusão, sendo todas posteriormente substituídas por penas de pagamento de multas e prestação de serviços à comunidade.

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