INFORME FOLHA
PUBLICAÇÃO
segunda-feira, 15 de junho de 2015
Equipe da Folha com agências <br> [email protected] 
Porto seguro
Ainda tentando se recompor do abalo provocado pelos publicanos, os infiéis representantes do Estado na coleta dos impostos, Londrina é golpeada pelas revelações da operação Ferrari, conduzida pela Polícia Federal ontem, levando para a cadeia narcotraficantes internacionais que levavam vida de luxo e ostentação na cidade, movimentando milhões para lavagem de dinheiro sujo. Segundo o delegado Elvis Secco, os investigados migraram para cá há dez anos por considerar "Londrina como um porto seguro." Felizmente, a segurança - para eles acabou.
Terceirizações no Paraná
Os municípios paranaenses gastaram R$ 2.350.785.263 nos anos de 2005 a 2013 com terceirizações realizadas nas áreas jurídica, contábil e de tecnologia da informação. Todos esses contratos estão sendo alvo de uma auditoria realizada pelo Tribunal de Contas (TC) do Paraná, que vai aferir a legalidade das contratações. Segundo o presidente Ivan Bonilha, o TC se defronta, cotidianamente, com uma complexa realidade vivida pelos pequenos municípios do Paraná, especialmente aqueles com população inferior a 10 mil habitantes. De acordo com o Censo de 2010, o Estado tem 203 municípios nesta situação, de um total de 399. "Ou seja, embora não em termos absolutos, metade dos municípios paranaenses tende a apresentar dificuldades estruturais em relação à sua administração pública, o que leva à busca da terceirização", acrescentou.
Projeto quer suspender salário de auditor preso
A bancada de oposição na Assembleia Legislativa (AL) protocolou ontem um projeto de lei que prevendo que auditores da Receita Estadual presos deixem de receber seus salários temporariamente. A proposta altera o artigo 30 da Lei Complementar nº 131 de 2010, que dispõe sobre a reestruturação da carreira do auditor fiscal da Receita no Estado. Atualmente, a legislação só prevê que o salário deixa de ser pago no caso de o auditor estar foragido. O objetivo da proposta, conforme o deputado Nereu Moura (PMDB), é reforçar a isonomia entre os auditores fiscais. O projeto tem relação com a deflagração da Operação Publicano, que apura casos de corrupção envolvendo pelo menos 49 fiscais da Receita, além de diversas outras pessoas. Além de Nereu, assinam a proposta, os deputados Requião Filho, Ademir Bier e Anibelli Neto (PMDB); e Tadeu Veneri, Professor Lemos e Péricles de Mello (PT).
Encontro com representantes das universidades
Representantes dos sindicatos das universidades estaduais, que inclusive acompanharam a sessão de ontem na Assembleia Legislativa, se reúnem com o secretário de Ciência, Tecnologia e Ensino Superior, João Carlos Gomes, na manhã de hoje, para mais uma série de negociações. Em encontros realizados na semana passada, os servidores das instituições decidiram permanecer com a paralisação, diferente do que ocorreu com os professores do ensino médio e fundamental. O líder do governo na Assembleia, Luiz Cláudio Romanelli (PMDB), também participa da reunião.
Justiça mantém obras de arte de lobista no MON
A Justiça Federal decidiu que os quadros e as esculturas apreendidas na residência do lobista Milton Pascowitch, alvo da Operação Lava Jato, devem permanecer sob guarda do Museu Oscar Niemeyer, no Paraná. A decisão é da juíza Gabriela Hardt, da 13ª Vara Criminal Federal em Curitiba. Ela negou pedido de Pascowitch, que pretendia reaver o acervo e manter as obras de arte sob custódia em sua própria casa. O lobista indicou como fiel depositária Mara Barbedo Pascowitch. Um irmão dele, José Adolfo, fez o mesmo pedido, também rejeitado. As esculturas e os quadros foram apreendidos pela Polícia Federal no mesmo dia da prisão de Milton Pascowitch. A PF quer que as obras fiquem sob proteção provisória do Oscar Niemeyer. Os investigadores suspeitam que obras de arte são comumente usadas para lavagem de dinheiro de origem ilícita.
CPI vai priorizar acareações
O presidente da CPI da Petrobras, deputado Hugo Motta (PMDB-PB), disse ontem que não irá agendar, por ora, o depoimento do diretor-presidente do Instituto Lula, Paulo Okamotto. Segundo ele, será privilegiado neste momento as definição das acareações e das oitivas de outros convocados. "Não vou fazer isso (agendar oitiva de Okamotto). Vai parecer retaliação", justificou o peemedebista. A avaliação é a de que a aprovação do requerimento cumpriu o objetivo de enviar um recado ao PT. Isso feito, os integrantes da CPI acreditam que chamar Okamotto para depor imediatamente seria visto como algo excessivo. Ainda mais depois de emissários do seu partido e do próprio PT terem transmitido a ele a irritação do ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva.
Logística
A única agenda de oitivas desta semana marcada até o momento será na quarta-feira, 17, com os depoimentos de ex-executivos da Sete Brasil. Serão ouvidos o ex-presidente do Conselho Administrativo, Newton Carneiro da Cunha, e o ex-presidente da empresa, João Carlos Ferraz. Antes de definir os próximos passos da comissão, Motta terá de avaliar a logística das acareações, já que parte dos acareados está presa ou em regime domiciliar. As acareações aprovadas envolvem os ex-diretores da Petrobras, Paulo Roberto Costa e Renato Duque, o ex-gerente de Serviços da estatal Pedro Barusco, o ex-tesoureiro do PT João Vaccari Neto, o doleiro Alberto Youssef, e o ex-presidente da Petrobras José Sérgio Gabrielli.


