Sanepar mantém Belinati na diretoria
Antonio Carlos Salles Belinati, filho do ex-prefeito de Londrina e ex-deputado estadual, Antonio Belinati (PP), está com o emprego garantido até 2018 como diretor comercial da Sanepar. A renovação do mandato dele foi confirmada em reunião do Conselho de Administração, realizada no último dia 3 de junho. A cadeira pertence à família desde que Beto Richa (PSDB) assumiu o governo, em 2011. O filho foi o primeiro nomeado, mas quando assumiu a vaga de Fábio Camargo na Assembleia Legislativa (AL), a mãe Emília Belinati ocupou a diretoria da Sanepar até o começo deste ano, quando Antonio Carlos retornou ao posto. Ele foi procurado por meio da assessoria, mas não houve retorno.

Nomes conhecidos
Além de Antonio Carlos Belinati, a Sanepar abriga outros nomes da confiança do governador. O Conselho de Administração é presidido pelo secretário da Fazenda, Mauro Ricardo Machado Costa, e tem entre os conselheiros o secretário especial de Cerimonial e Relações Internacionais e ex-assessor de Beto, Ezequias Moreira Rodrigues – do caso da "sogra fantasma" –, o secretário da Saúde, Michele Caputo Neto, e o chefe da Casa Civil, Eduardo Sciarra. Segundo o portal da Sanepar, os conselheiros têm uma reunião mensal ordinária e os diretores "pelo menos uma vez por mês". Os salários não são informados.

Fogo amigo
O deputado federal Ricardo Barros (PP), marido da vice-governadora do Paraná, Cida Borghetti (Pros), divulgou nota ontem sobre o fim da greve dos professores e cutucou a administração estadual. "Se ambos tivessem conduzido o episódio com mais clareza, firmeza e foco no bem comum, conseguiriam acabar com a greve antes, com menos prejuízos a sociedade paranaense, em especial aos funcionários públicos que cumpriram corretamente o seu dever." Barros foi um dos principais articuladores da campanha de Beto Richa (PSDB).

Animais com chips
A Câmara de Londrina aprovou ontem, em primeira discussão, proposta da vereadora Sandra Graça (SD) que obriga pet shops e organizações não governamentais (ONG) que cuidam de animais a doar ou vender cães e gatos com registro por meio de microchips e já castrados. A medida é uma tentativa de ter controle sobre a população de animais de rua. Segundo Sandra, o valor do microchip é bastante acessível. O texto atribui à Vigilância Sanitária a responsabilidade por fiscalizar o cumprimento da lei, mas não estipula punições para quem não a respeitar. O projeto de lei ainda precisa passar em segunda apreciação antes de ser enviado para sanção do prefeito Alexandre Kireeff (PSD).

Folha de pagamento barata
O vereador Marcos Belinati (Pros) criticou ontem o valor pago pela Caixa Econômica Federal (CEF) pela renovação do contrato para cuidar dos salários dos servidores municipais. O convênio, que já estava no fim, foi renovado por R$ 19 milhões após licitação promovida pela Secretaria Municipal de Gestão Pública e foi publicado no Jornal Oficial do Município de anteontem. Marcos fez o levantamento de cidades com número parecido de população e servidores municipais e de outras menores que "venderam" suas folhas de pagamento para bancos por valores maiores. Apesar de questionar os valores, o parlamentar disse não saber ainda se alguma medida é cabível neste caso.

Não gostou das perguntas
O assessor do gabinete do vereador londrinense Emanoel Gomes (PRB) Alaor Pedro de Oliveira censurou ontem as perguntas feitas por uma jornalista acerca do posicionamento do parlamentar em relação à Parada Gay, Marcha das Vadias e aos direitos da comunidade LGBT. Oliveira gravou a entrevista concedida e, num flagrante atentado à liberdade de imprensa, reclamou do teor das perguntas. "Espero que as perguntas não sejam editadas de modo que fique bom para você e ruim para o vereador", atacou.

Esclarecimentos do governo
O governo do Estado tem até amanhã para responder à Justiça se tem ou não dinheiro para pagar o reajuste previsto em lei para os servidores. Na semana passada, a juíza, Patrícia de Almeida Gomes Bergonse, da 5ª Vara de Fazenda Pública de Curitiba, intimou o Poder Executivo a prestar esclarecimentos em razão de uma ação popular proposta pelo deputado Requião Filho (PMDB), que questionava o motivo do governo não conceder os 8,17%. Na mesma ação o deputado também pediu o bloqueio de R$ 1,3 bilhão até que o governo pague o reajuste.

Líder do PSC não fará parte do bloco independente
O deputado Leonaldo Paranhos (PSC) utilizou seu discursou ontem, no plenário da Casa, para reforçar que não fará parte do bloco independente que foi formalizado nesta semana. Seu nome chegou a ser listado por integrantes do novo grupo mas o líder do PSC afirmou que esta possibilidade nem chegou a ser discutida. De acordo com o Regimento Interno da Assembleia, é proibido a um deputado participar de dois blocos. Caso fosse oficializado no outro bloco, Paranhos perderia a liderança do PSC, que atualmente responde por 12 cadeiras na Casa. Com isso, a bancada dos independentes conta com aos menos 13 parlamentares: Tercílio Turini; Márcio Pacheco; Edson Praczyk; Adelino Ribeiro; Márcio Pauliki; Nelson Luerse; Chico Brasileiro; Ney Leprevost; Rasca Rodrigues; Gilberto Ribeiro; Ademir Bier; Evandro Araújo e Palozi.

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