"Viu como é ruim ter para receber, governador? Os servidores também têm!"



Constrangimento
Não deve ser fácil ser vizinho de deputado da base do governador Beto Richa (PSDB) nessa época de greve dos servidores estaduais. Ontem, o presidente da Assembleia Legislativa (AL), Ademar Traiano (PSDB), reclamou do constrangimento que passou no última sábado, quando grevistas tocaram corneta por duas horas em frente ao apartamento onde mora. Ele reclamou que ficou constrangido pelo incômodo causado aos vizinhos.

Na fila
O governador Beto Richa (PSDB) escreveu no seu perfil em rede social que o estado poderia fazer muito mais na área da saúde se o Ministério pagasse R$ 520 milhões que deve ao Paraná por serviços que são de responsabilidade financeira do governo federal e que estão sendo feitos pelo governo estadual. Um internauta não perdeu a chance: "Viu como é ruim ter para receber, governador? Os servidores também têm!"

Gritou contra
A proposta do prefeito Alexandre Kireeff (PSD) em criar seis cargos para criar os cargos de ouvidor-geral do município, coordenador-geral de direitos humanos e quatro assessorias para a coordenadoria gerou burburinho ontem na Câmara de Londrina. O vereador Jamil Janene (PP) criticou a criação de cargos comissionados para o Executivo por considerar que as funções poderiam ser exercidas por servidores de carreira. Já a vereadora Elza Correia (PMDB) defendeu a proposta devido à importância de políticas de inclusão social de minorias para a qual a Coordenadoria de Direitos Humanos é direcionada. Além disso, ressaltou a importância de cargos de confiança. "Eu tenho meus assessores, assim como você tem os seus", direcionou ao pepista.

Tem ecos
O fato é que Jamil não é o único que esboça contrariedade à criação dos cargos comissionais: Emanoel Gomes (PRB) também não gostou da proposta. O projeto de lei foi enviado por Kireeff na semana passada, em solenidade na sede da prefeitura. A criação da Ouvidoria-Geral do Município é um pedido antigo dentro do Plano de Transparência do Município.

Já existe
Com direito a solenidade oficial no Tribunal Superior Eleitoral (TSE), a presidente Dilma Rousseff (PT) propôs instituir o RCN (Registro Civil Nacional), por meio de projeto de lei encaminhado à Câmara dos Deputados, que prevê a coleta de dados biométricos de todos os brasileiros e a criação de um número único de registro, integrando os documentos que hoje fazem parte da vida das pessoas. O problema é que a lei já existe sob o número 9.454 de 1997, que criou o Registro de Identidade Civil. O deputado federal Luiz Carlos Hauly (PSDB), em nota, disse que apresentou aquele projeto de lei, por sugestão da desembargadora Lídia Maejima e pelo promotor Carlos Bachinski, ambos paranaenses.

Desembargadora cobra aplicação da lei
A desembargadora Lídia Maejima disse à FOLHA que caberia ao Ministério da Justiça aplicar a lei criada em 1997. Segundo ela, "Dias Toffoli (TSE) sabe que estive à frente da pesquisa que resultou na elaboração do projeto e depois da lei". Uma das vantagens com o Registro de Identidade Civil único seria acabar com as falsificações "e reduzir a prática de muitos crimes". A reportagem procurou o TSE, mas a assessoria de imprensa afirmou que não comentaria o caso. A assessoria do Planalto não retornou.

Greve e solidariedade
Em greve desde o dia 26 de maio por isonomia salarial e melhores condições de trabalho, os servidores do Judiciário em Londrina fazem campanhas solidárias para instituições sociais da cidade. Hoje, às 15 horas em frente ao Fórum de Londrina, os servidores fazem a entrega de fraldas geriátricas para a direção do Lar São Vicente da Paula. Quem quiser colaborar pode levar as fraldas na rampa de acesso ao Fórum, a partir das 12 horas. Na segunda-feira, os grevistas iniciam a campanha de doação de agasalhos. E, no dia 11, os servidores estarão em frente ao Fórum para tirar dúvidas da população sobre questões jurídicas. Os servidores informam que, apesar da paralisação, trabalham em regime de plantão para não interromper completamente o atendimento à população.

Lucro dos bancos
Para dar uma resposta à sociedade depois de tantos duros golpes do ajuste fiscal no bolso dos trabalhadores, o governo federal anunciou, com a aura da imparcialidade, a medida provisória que aumenta de 15% para 20% a tributação sobre os bancos. Em tramitação inicial no Senado, a MP já tem mais de 190 emendas. Tomara que os congressistas estejam preocupados em garantir que os bancos – que estão entre os principais doadores para campanhas políticas – não repassem aos usuários as perdas de receita com os impostos.

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