INFORME FOLHA
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segunda-feira, 01 de junho de 2015
Equipe da Folha com agências <br>[email protected] 
Templos religiosos em debate
A Câmara de Londrina deve propor a realização de uma audiência pública para discutir o projeto de lei que altera o Plano Diretor para permitir a instalação de templos religiosos em qualquer zoneamento. Pelo menos, "essa é a tendência", segundo a vereadora Sandra Graça (SD), relatora do projeto de lei dentro da Comissão de Constituição de Justiça, onde o texto está sendo analisado. Via de regra, alterações no Plano Diretor devem ser feitas mediante consultas públicas. O martelo só será batido, entretanto, depois que o Instituto de Pesquisas e Planejamento Urbano de Londrina (Ippul) der seu parecer sobre o assunto, conforme sugestão do Conselho Municipal da Cidade (CMC).
'Para construir catedrais'
A proposta que flexibiliza a proliferação de templos é encabeçada por Junior Santos Rosa (PSC), Emanoel Gomes (PRB), Gerson Araújo (PSDB) ambos pastores evangélicos Rony Alves (PTB) e Jamil Janene (PP). O texto modifica o artigo 204 da Lei de Zoneamento, que faz parte do Plano Diretor, aprovada no ano passado. A nova legislação faz uma série de restrições em relação às vias que comportam esse tipo de estabelecimento, além de exigir data mínima de 500 metros quadrados e vagas de estacionamento, entre outras exigências. O projeto de lei revoga este artigo. Júnior disse ontem, durante a reunião da Comissão de Constituição de Justiça, que o dispositivo inviabiliza pequenos templos em bairros com menos estrutura. "Quem escreveu esta lei passou a noite estudando como construir catedrais e barrar templos", disse.
Bate-boca
Os deputados estaduais Professor Lemos (PT) e Ademar Traiano (PSDB) subiram o tom ontem em discussão durante a sessão plenária na Assembleia Legislativa (AL) do Paraná. Ao falar sobre a negociação envolvendo o governo do Estado e os professores grevistas, o tucano, que é presidente da Casa, disse que a primeira proposta do Executivo, de reajuste parcelado de 3,45%, partiu dos parlamentares oposicionistas. "É mentira", acusou o petista. "Vossa excelência retira essa palavra, sob pena de responsabilidade. Tinha quatro testemunhas na sala", rebateu o tucano, sem citar nomes.
Mudança no Conselho de Ética?
O deputado Edson Praczyk (PRB), presidente do Conselho de Ética da Assembleia pode ser substituído no cargo, devido às denúncias divulgadas contra o parlamentar na semana passada. O Ministério Público investiga se esposas de pastores evangélicos teriam sido usadas como fantasmas. Além disso, segundo as suspeitas levantadas pelo órgão, uma funcionária ligada a Praczyk teria procuração para movimentar as contas bancárias de todos os empregados do gabinete, e faria repasses ao deputado. Alguns parlamentares inclusive já estariam discutindo com o presidente da Casa, Ademar Traiano, esta possibilidade. Oficialmente, nenhuma decisão ainda foi tomada.
Sessões com horário antecipado
Ao final da sessão de ontem da Assembleia Legislativa, o presidente da Casa, deputado Ademar Traiano (PSDB), informou ao Plenário que a sessão de amanhã será antecipada para o horário da manhã, iniciando às 10 horas, em função do feriado de Corpus Christi. Além disso, comunicou que a partir do dia 10 de junho as sessões das quartas-feiras vão ter início as 13h30.
Cidadão honorário
O presidente do Tribunal Regional Federal da 4° Região (TRF-4), desembargador federal Tadaaqui Hirose, recebeu o título de Cidadão Honorário de Arapongas (Região Metropolitana de Londrina). A cidade faz parte da trajetória do magistrado, que é filho de imigrantes japoneses e passou a infância e a juventude no município. A indicação do título de cidadania honorária a Hirose foi proposta pelo vereador Aroldo Cesar Pagan (PHS).
Chorume
A Companhia Municipal de Trânsito e Urbanização (CMTU) informou ontem que as lagoas de chorume da Central de Tratamento de Resíduos (CTR) estão sendo administradas dentro da normalidade e que poderiam suportar uma nova contratação num período de 60 dias. Entretanto, o contrato com a empresa Emtre foi renovado por mais seis meses, levando-se em consideração a solução empregada, ambientalmente correta, também a mais viável economicamente, segundo estudos comparativos. A companhia informou ainda que o valor teve uma redução de R$ 0,30, passando para R$ 68,60 o metro cúbico do líquido retirado, em que a empresa poderá extrair o volume de até 18 mil metros cúbicos neste período. E que vai continuar os estudos e avaliações de outras tecnologias para o tratamento de chorume, visando implementações futuras na CTR. Por isso, a renovação do contrato foi feita com a possibilidade de cancelamento mesmo antes do seu prazo final, caso haja o interesse da companhia em adotar uma nova tecnologia.


