Marcha da crise
Pela décima oitava vez os prefeitos marcham a Brasília, sob a batuta da Confederação Nacional dos Municípios (CNM). A programação foi encerrada ontem com o discurso do ministro das Cidades, Gilberto Kassab, entre outros representantes do governo federal. Resta saber se desta vez haverá algum resultado prático, pois, desde que o grupo começou a marchar, pouca coisa mudou e a crise financeira dos municípios só aumenta.

Cargos aprovados
A Câmara de Londrina aprovou ontem, em segunda discussão, os projetos de lei que criam 201 cargos e eliminam outros 51 na Secretaria de Saúde e duas vagas para geólogos no Instituto de Pesquisas e Planejamento Urbano de Londrina (Ippul). As matérias precisam agora da sanção do prefeito Alexandre Kireeff (PSD) para preenchimento dos postos ou realização de novas provas para os que não houver candidatos aprovados.

Fim da reeleição reduz processos na Justiça
O presidente do Tribunal Superior Eleitoral (TSE), ministro Dias Toffoli afirmou ontem que o fim da reeleição, aprovado em plenário da Câmara na quarta-feira, vai diminuir o número de processos na Justiça Eleitoral. Isso porque, explica o ministro, "há muitos processos que envolvem a ideia de uso da máquina administrativa, medidas e programas criados para fins eleitorais, no ano de eleições". "Evidentemente, o fim da reeleição, se vier a ser definitivamente aprovado como emenda constitucional, gera uma diminuição de demanda", completou

Coincidência de eleições
Toffoli demonstrou preocupação com a coincidência de eleições em um mesmo ano. Para ele, isso pode gerar um número de cerca de 3 milhões de candidatos em uma única eleição. "São três milhões de prestações de contas, de registros, é um número muito alto." Sobre o financiamento de campanha - a Câmara aprovou doações de empresas para partidos, mas não para candidatos -, Toffoli preferiu cautela. "O Congresso ainda está deliberando. Vamos aguardar". O Senado ainda precisa aprovar a medida. "O que eu penso ser bastante importante é que se estabeleça um limite de gastos. Hoje são os próprios candidatos que se autolimitam. Ou seja, o céu é o limite.", afirmou.

Deputado é flagrado vendo pornô no plenário
O plenário da Câmara votou na quarta-feira dois pontos cruciais da reforma política, mas o deputado João Rodrigues (PSD-SC) acabou não se concentrando cem por cento nos longuíssimos debates sobre financiamento privado, reeleição e afins. Conforme imagens captadas e divulgadas pelo SBT, o parlamentar reservou parte da sessão para, ao lado de alguns colegas, ver fotos e vídeos pornô em seu celular.

'Culpa dos amigos'
Ontem, já em meio à repercussão da divulgação das imagens, João Rodrigues jogou a culpa em amigos de um grupo de mensagens instantâneas. "Nesses grupos de WhatsApp que eu tenho, todo mundo tem, tem muitos amigos que mandam muita sacanagem", afirmou por telefone o deputado, que tem 48 anos, é casado e tem duas filhas. "É um amigo de WhatsApp, e é frequente isso. Na verdade, quando são coisas impróprias, eu abro para ver do que se trata e vou apagando", acrescentou. Integrante do chamado baixo clero da Câmara, que é o grupo majoritário de pouca expressão política nacional, Rodrigues é ex-radialista, está em seu segundo mandato como deputado federal e foi prefeito de Chapecó e Pinhalzinho, ambas em Santa Catarina.

Justiça Eleitoral cancela 1,71 milhão de títulos
A Justiça Eleitoral cancelou os títulos de 1.711.267 eleitores por ausência não justificada às urnas nas últimas três eleições. Os eleitores passíveis de ter o documento invalidado tiveram o prazo de 60 dias para regularizar a situação. Para a aplicação da regra de cancelamento, a Justiça Eleitoral considera que cada turno é uma eleição. Os maiores colégios eleitorais do País também tiveram o maior número de títulos cancelados - São Paulo, Minas Gerais, Rio de Janeiro, Bahia e Rio Grande do Sul. Quem tem o título de eleitor cancelado não pode obter passaporte (mesmo em caso de renovação do documento), de carteira de identidade, o recebimento de salário de função ou emprego público, e a tomada de alguns tipos de empréstimos. A ausência de registro também pode dificultar matrícula em instituições de ensino e a nomeação em concurso público. Os dados são do Tribunal Superior Eleitoral.

CPI da Fifa e CBF
Com o apoio de 53 congressistas, o Senado deu o primeiro passo ontem para instalar a Comissão Parlamentar de Inquérito (CPI) que vai investigar a Fifa e a Confederação Brasileira de Futebol (CBF)). O pedido para a criação da CPI foi lido no plenário do Senado ontem, o que abre caminho para que ela seja instalada nos próximos dias. Pelas regras do Senado, os parlamentares que apoiaram a criação da CPI tinham até a meia-noite desta quinta-feira para retirarem assinaturas do pedido. Pelo menos 27 têm que manter o apoio para que a comissão seja efetivamente instalada, o que só acontece depois da indicação de seus membros pelos líderes dos partidos.

Contratos e subornos
A CPI foi motivada pela prisão de dirigentes da Fifa, entre eles o vice-presidente da CBF, José Maria Marin. Idealizador da comissão de inquérito, o senador Romário (PSB-RJ) afirma na justificativa do pedido que o Senado precisa apurar as denúncias de corrupção na entidade, reveladas após a prisão dos dirigentes. O foco da CPI serão os contratos firmados pelas duas entidades. Romário afirma que a operação do Departamento de Justiça dos Estados Unidos, que deflagrou a prisão dos dirigentes, trata de um esquema de corrupção que envolve valores superiores a R$ 500 milhões em subornos.

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