Sócios desconectados
A indicação da mulher de Luiz Abi Antoun, Eloiza Pinheiro Antoun, para a diretoria Administrativa da Sercomtel, abalou a sintonia entre os sócios Prefeitura de Londrina e Copel. Ontem, pelo seu perfil no Facebook, o prefeito Alexandre Kireeff (PSD) disse que foi uma "imprudência". Embora tenha ressaltado a qualificação profissional da servidora, o prefeito lembrou que o marido dela está envolvido em investigações feitas pelo Gaeco, sendo considerado o líder da organização criminosa que teria fraudado a contratação da oficina Providence pela Secretaria de Estado da Administração e Previdência.

Desconexão da Copel
Kireeff afirmou que fez o alerta às instâncias políticas do governo antes da assembleia de acionistas, porque a permanência de Eloiza em cargo de diretoria "certamente, seria imediatamente levada à exposição pública no noticiário político". Para o prefeito, a indicação feita pela estatal de energia elétrica "reflete a desconexão da Copel, empresa pertencente ao governo do Estado, com a realidade dos acontecimentos que o Paraná vivencia".

Aprovação dos conselheiros
Em nota encaminhada à redação, a Copel disse que a diretoria da Sercomtel foi proposta pelos dois sócios e "teve aprovação unânime dos cinco membros do Conselho de Administração". "Dos cinco conselheiros que aprovaram a composição da diretoria, três são representantes da Prefeitura de Londrina, que detém 55% das ações da Sercomtel, e dois conselheiros são representantes da Copel, que detém 45% das ações", diz a nota. Contudo, a resposta da Copel não menciona o acordo de acionistas em que não se vota contra as indicações feitas pelas partes.

Ouvidoria do município
O prefeito Alexandre Kireeff (PSD) deve encaminhar no início da próxima semana o projeto de lei que cria a Ouvidoria-Geral do Município de Londrina. A assinatura do ato deve ocorrer na manhã da próxima segunda-feira, às 10h.

Apoio a investigações
A vereadora de Londrina Lenir de Assis (PT) elaborou ontem requerimento para envio de moção de apoio aos deputados estaduais para abertura de Comissão Parlamentar de Inquérito a fim de apurar o envolvimento de agentes públicos em denúncias de corrupção na Receita Estadual e em exploração sexual de menores. Mesmo assim, tal investigação está longe de ocorrer: além de o governo ter ampla maioria na Assembleia Legislativa (AL) do Paraná, a situação já se antecipou e instalou cinco CPIs, número máximo permitido pelo Regimento Interno. Para abrir uma nova, seria necessário, além de conseguir o voto de parte dos governistas, convencer a suspensão de pelo menos uma.

Mensagens aos noivos
As decisões políticas do deputado estadual Tiago Amaral (PSB), que apoiou decisões impopulares do governador Beto Richa (PSDB), como a tentativa frustrada de votar o pacotaço em fevereiro e a aprovação das alterações no Paranaprevidência que reduz de 59 para 29 anos a solvência do fundo de pensão dos servidores, ecoaram em sua vida pessoal. No site do casamento do parlamentar, marcado para hoje, em Londrina, dezenas de mensagens pouco amigáveis foram deixadas para os noivos, assinados por pseudônimos ou não.

Agravos
A maioria dos agravos deixados no site dos noivos critica o deputado estadual por "ter votado contra os servidores" ou os professores, além de ressaltar o recebimento de doações para sua campanha feitas por empresa de fachada. Outros o chamam de traidor e sugerem à noiva desistir do enlace. Também há críticas pelo "apoio" à ofensiva da Polícia Militar sobre manifestantes contrários às mudanças na Paranaprevidência, no último dia 29 de abril, já que o parlamentar permaneceu na sessão e votou favoravelmente. Há até quem sugere que os noivos sejam transladados em camburão – em alusão à chegada de deputados estaduais governistas em veículo da Polícia Militar, em fevereiro, para tentar votar o "pacotaço". Mesmo diante das mensagens, a assessoria de Tiago diz que a cerimônia está mantida.

Juranda
A Câmara Municipal de Juranda (Centro-ocidental) deverá instaurar procedimento para apurar a legalidade e a economicidade da contratação de uma auditoria externa em 2013. Segundo o Tribunal de Contas (TC) do Paraná, a empresa foi contratada para uma atribuição que deveria ser do sistema de controle interno. Existem suspeitas de que o objetivo do presidente da Casa à época, Claudemir Hernandes (PMDB), foi prejudicar o presidente em 2008, José Molina Netto, seu adversário político. Procurado pela FOLHA, Hernandes não quis comentar o fato.

Justiça bloqueia R$ 78 mi de alvos da Lava Jato
A Justiça Federal decretou ontem o bloqueio de R$ 78 milhões do lobista Milton Pascowitch e de outros investigados da nova fase da Operação Lava Jato. Pascowitch está sob suspeita por lobby para o PT e pagamento de R$ 1,45 milhão para a JD Assessoria e Consultoria, empresa do ex-ministro José Dirceu (Casa Civil no governo Lula). O sequestro de valores foi ordenado pelo juiz Sérgio Moro, que conduz as ações da Lava Jato e mandou prender Pascowitch ontem.

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